A Prefeitura de Campinas inicia nesta semana, na Mata de Santa Genebra, a instalação da segunda estação meteorológica destinada a monitorar as condições climáticas na cidade.
A primeira unidade foi instalada no Museu da Imagem e do Som (MIS). As iniciativas fazem parte do pacote de ações estratégicas e integradas voltadas a reduzir os impactos do fenômeno El Niño para a população.
Cada unidade monitora variáveis como umidade, temperatura, índice de radiação solar e qualidade do ar, entre outros indicadores. Ao todo, serão instaladas 21 estações meteorológicas, distribuídas pelos 18 setores de risco da cidade, com um investimento de R$ 350 mil por unidade. Os dados obtidos pelos equipamentos serão publicados diretamente no site campinasresiliente.sp.gov.br.
O coordenador regional e diretor da Defesa Civil de Campinas, Sidnei Furtado, explica que a Mata de Santa Genebra recebe monitoramento constante da Prefeitura por estar localizada na divisa do município e rodeada por aproximadamente dez mil pessoas, que vivem em seu entorno.
“As estações meteorológicas vão ajudar bastante, principalmente no controle do índice de umidade relativa do ar. Sabendo onde o índice está mais baixo, por exemplo, é possível fazer a vistoria preventiva em áreas de risco”, esclarece o diretor. Sidnei também explica que as estações trarão mudanças significativas para o monitoramento do volume de chuvas, tornando possível fechar parques de forma local, e não mais por região.
Grandes incêndios
A Defesa Civil de Campinas prevê que o mês de agosto seja o primeiro a registrar grandes incêndios, período que deve se estender até outubro. Por esse motivo, a administração municipal promove a integração das equipes de Defesa Civil, Saúde, Clima, Serviços Públicos e Assistência Social para garantir uma resposta rápida a eventos extremos.
Além do monitoramento e da emissão de alertas, o pacote de ações estratégicas e integradas para reduzir os impactos do El Niño e proteger a população e a infraestrutura urbana abrange eixos como adaptação ao calor; refúgios climáticos e hidratação; prevenção de incêndios e soluções baseadas na natureza; infraestrutura e resiliência; e prevenção e preparação da população.
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Fonte: Hora Campinas