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Cerca de 86% dos exportadores do Brasil que vendem para os EUA temem novas tarifas, diz AmCham | Brasil

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Cerca de 86% dos exportadores brasileiros que fazem negócios com os Estados Unidos apontam preocupação com novos aumentos tarifários por parte do governo de Donald Trump, afirma uma pesquisa feita pela Amcham Brasil (American Chamber of Commerce) e divulgada nesta terça-feira (7), durante a 4ª edição do Encontro Empresarial Brasil-USA.

Além do temor por novas tarifas, 76% citam incerteza regulatória e comercial e 46% destacam os riscos associados à investigação da Seção 301, que é um processo do governo americano para apurar se diversas políticas e práticas comerciais brasileiras são “injustas” ou prejudicam o comércio dos EUA.

Na sequência, estão as preocupações relacionadas à taxa de câmbio (15,9%) e dificuldades logísticas ou custo de transporte (9,5%). O levantamento foi feito com as respostas de cerca de 90 empresas exportadoras, segundo a Amcham.

De acordo com a pesquisa, mais de 90% das empresas defendem o diálogo entre os governos como principal caminho para avançar na relação bilateral entre Brasil e EUA; na sequência, 71,4% esperam que o governo busque uma solução negociada para evitar novas medidas comerciais e ainda 30,2% defendem a ampliação de medidas para apoiar empresas brasileiras afetadas, como por exemplo o programa Brasil Soberano.

A pesquisa mostra que a relação entre Brasil e Estados Unidos vive um momento de transição, com melhora nas condições de acesso ao mercado americano, mas ainda cercada por incertezas regulatórias e comerciais. Todos os produtos brasileiros são atualmente submetidos a uma tarifa de 10%, mas cerca de 45% das exportações já entram nos Estados Unidos sem sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 14 bilhões em produtos, entre alimentos, insumos e componentes industriais.

O levantamento também questionou os empresários a respeito da estratégia após a decisão da Suprema Corte americana que derrubou as “tarifas recíprocas” impostas por Trump no “Dia da Libertação”, em 2 de abril. A maioria responde que ainda é cedo para avaliar os impactos (39,7%), 33,3% pretendem manter o nível atual de exportações, 30,2% avaliam ampliar exportações para os EUA e 25,4% buscam redirecionar as exportações para outros mercados ou para o mercado interno devido às incertezas.

— Foto: Divulgação/Porto de Santos



Fonte: Valor Econômico

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