O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), reafirmou nesta quinta-feira (18) sua intenção de manter até o fim a pré-candidatura à Presidência da República em 2026. Em coletiva de imprensa na B3, em São Paulo, após o leilão de concessão da rodovia Ouro Preto-Mariana, Zema afirmou que não pretende recuar, mesmo aparecendo em posições discretas nas pesquisas.
“Sou pré-candidato. Isso já está definido, iremos até o final. A direita terá alguns candidatos, cada um estará fazendo o seu trabalho e certamente estaremos juntos apoiando aquele que for para o segundo turno. O cenário é esse, dificilmente mudará”, disse o governador.
Zema buscou associar a atual disputa com sua trajetória política em Minas Gerais, quando venceu o pleito de 2018 partindo de uma posição minoritária. “Tem 13 meses (até a eleição) e estou muito acostumado a comer poeira. É só olhar 2018, nós ficamos 95% do tempo atrás e na última volta mudamos o cenário. Então, para mim, não é novidade, não”, declarou.
O governador também voltou a atacar o PT, partido que governou Minas Gerais até 2018 e hoje comanda o Planalto. “Assumi um Estado arruinado pelo PT, e o Brasil está sendo arruinado pelo PT”, disse, em crítica às gestões de Fernando Pimentel e Luiz Inácio Lula da Silva.
Zema é um dos governadores identificados à direita que tentam se consolidar como alternativa para a disputa ao Planalto. O nome mais cotado nesse campo é o do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Embora diga que tentará a reeleição, a aliados costuma sinalizar que aceita se candidatar se tiver o aval do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Questionado sobre o tema, o mineiro minimizou divisões internas e insistiu na tese de unidade futura. “Os candidatos da direita estarão juntos apoiando aquele que for do primeiro para o segundo turno”, afirmou.
Fonte: Valor Econômico