A Ultrapar, dona das marcas Ipiranga, Ultragaz, Ultracargo e Hidrovias do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 876 milhões no primeiro trimestre de 2026, 163% acima do ganho apurado um ano antes. De acordo com a companhia, o resultado foi impulsionado pelos resultados positivos da Ipiranga e pela integração da Hidrovias do Brasil ao portfólio.
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No período, a receita líquida da holding do grupo Ultra subiu 10%, para R$ 36,8 bilhões. Na mesma base de comparação, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado avançou 96%, para R$ 2,3 bilhões. Na métrica recorrente, que exclui itens excepcionais ou não recorrentes, o Ebitda ajustado foi praticamente o mesmo.
O resultado financeiro ficou negativo em R$ 398 milhões no primeiro trimestre de 2026, contra o resultado financeiro negativo de R$ 180 milhões do mesmo período do ano anterior. Segundo a companhia, o resultado foi pior por conta da maior dívida líquida em função da consolidação da Hidrovias, do menor efeito positivo de marcação a mercado e da maior taxa de CDI.
O custo dos produtos vendidos da companhia cresceu 8%, atingindo R$ 33,5 bilhões.
A Ultrapar encerrou o mês de março com dívida líquida de R$ 12,27 bilhões, em comparação a R$ 12,14 bilhões em dezembro de 2025. Segundo a empresa, o aumento do endividamento líquido refletiu, principalmente, o forte investimento em capital de giro na Ipiranga.
Ao fim do primeiro trimestre, a alavancagem financeira, medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda ajustado em 12 meses, estava em 1,5 vez, ante 1,7 vez três meses antes.
Entre os destaques do período, estão a geração de R$ 1,1 bilhão de caixa operacional, que ajudou na redução da alavancagem; investimento de R$ 2 bilhões em capital de giro na Ipiranga em função do aumento das importações, no contexto de guerra no Oriente Médio; publicação da regulamentação do devedor contumaz pela Receita Federal; e conversão da medida provisória do “Gás do Povo” em lei.
Fonte: Valor Econômico