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Serviços de saúde enfrentam dificuldades para atender afetados por terremotos na Venezuela


E nem se cogita iniciar uma segunda fase de atendimento aos mais de 15 mil desabrigados que se amontoam em acampamentos e abrigos improvisados no estado de La Guaira, onde só agora começam a chegar banheiros químicos e onde não há chuveiros.

“Aplicamos 700 doses de vacina antitetânica em pacientes que vieram ao hospital, mas não temos capacidade de sair em campanha de vacinação porque não dispomos do equipamento necessário para garantir a cadeia de frio” exigida pelas imunizações, explica o médico.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) lançou, na quarta-feira (1º), uma campanha internacional para arrecadar 24 milhões de dólares (124,6 milhões de reais) para financiar os primeiros seis meses de operações de ajuda na Venezuela após os sismos.

“Milhões de pessoas feridas precisam de atenção contínua, os hospitais continuam sob uma enorme pressão e o risco de surtos de doenças está aumentando”, afirma o diretor da Opas, Jarbas Barbosa.

Em um hospital militar de campanha montado por médicos brasileiros à beira da estrada, o capitão de fragata, médico Eloi Moraes, considera prioridade aplicar a vacina antitetânica.

Mas também, neste caso, o obstáculo é a falta de geladeiras que garantam a cadeia de frio. “Aqui não temos eletricidade, funcionamos com geradores elétricos e isso nos limita”, aponta.





Fonte: Uol

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