O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou neste sábado (14) sua filiação ao PSD, em meio ao processo interno do partido para a escolha de seu pré-candidato à Presidência da República. Ele disputa a indicação com os governadores do Paraná, Ratinho Junior, e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite.
Caiado disse que o partido não será “acessório” de nenhuma outra candidatura ao Palácio do Planalto e terá um nome na disputa de outubro. A filiação ocorreu durante um evento político organizado pelo grupo do governador em Jaraguá, município localizado a cerca de 120 quilômetros de Goiânia.
“O PSD vai lançar candidato à Presidência da República. Vai lançar. Não existe dúvida alguma. O PSD não será vice nem acessório de nenhum outro candidato”, declarou Caiado a jornalistas, na chegada ao local. O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, também participou do ato.
O governador disse existir um “compromisso moral” firmado pelo trio de governadores para que o escolhido seja apoiado pelos outros dois.
“Eu sou um homem que sei respeitar as decisões, e a decisão que for tomada, eu serei companheiro e serei candidato para caminhar ao lado de quem for por todo Estado brasileiro, para mostrar o que nós fizemos no Estado de Goiás”, disse.
Em janeiro, após dificuldades para viabilizar seu projeto presidencial no União Brasil, Caiado anunciou sua saída do partido e a entrada na legenda de Kassab. Ele também deve assumir o comando do diretório goiano do partido. No ato deste sábado, o governador apresentou Daniel Vilela (MDB), seu atual vice, como candidato à sucessão no cargo.
Kassab disse que a filiação de Caiado “fortalece um importante projeto presidencial para o Brasil, colocando no mesmo projeto três governadores com legítimas aspirações de serem presidentes verificadas nos seus Estados”.
O dirigente reafirmou à imprensa no local do evento que a escolha do partido será anunciada até o fim deste mês. Pela legislação eleitoral, governadores que pretendem concorrer a outros cargos precisam renunciar até o dia 4 de abril.
“Qualquer que seja o nome, seja Caiado, seja Ratinho, seja Eduardo Leite, o Brasil estará muito bem servido com um excelente candidato, um excelente projeto”, disse. Ele negou que Ratinho seja o preferido para liderar a candidatura da sigla, como tem sido especulado. “Não existe ninguém na frente. Não existe nenhuma decisão.”
Questionado sobre a possibilidade de o partido recuar no lançamento de candidato próprio e entrar na vaga de vice em outra chapa, Kassab respondeu que “a chance é zero”. Nos últimos dias, a campanha do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tentou atrair Ratinho para uma composição, forçando uma desistência do governador do Paraná de concorrer a presidente. Ele rechaçou a possibilidade.
Segundo o dirigente, o PSD também descarta aliança com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que deve tentar a reeleição. “O PSD não participa do governo federal. O PSD terá candidato próprio, terá o melhor projeto para o Brasil. E os brasileiros que querem mudar [o país] desta vez terão uma alternativa”, disse.
Fonte: Valor Econômico