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Introdução
Atualmente, não há genéricos regulamentados de canetas emagrecedoras como Ozempic ou Mounjaro no Brasil. Entenda a distinção entre medicamentos de referência, similares e genéricos, e descubra as alternativas disponíveis no mercado nacional para o tratamento da obesidade e diabetes tipo 2.
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- Não existem genéricos regulamentados para semaglutida (Ozempic, Wegovy) e tirzepatida (Mounjaro) no Brasil.
- Medicamentos de referência têm exclusividade de patente por até 20 anos antes que similares possam ser produzidos.
- Genéricos são vendidos sem marca, com nome do princípio ativo e desconto mínimo de 35%, além de serem intercambiáveis.
- Similares, como Olire, Lirux, Extensior, Poviztra e Ozivy, são alternativas à liraglutida e semaglutida, vendidos com nome fantasia e precificação própria.
- Versões manipuladas de tirzepatida existem, mas são desaconselhadas por entidades médicas devido a riscos e à falta de regulamentação.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Se você está pensando em usar uma caneta emagrecedora, é bem provável que já tenha se assustado com os preços elevados para iniciar o tratamento. É inevitável se perguntar: será que existe um genérico desse tipo de medicamento? E, se não existe, qual será o motivo para isso?
Seja para a semaglutida (consagrada por Ozempic e Wegovy) ou para a tirzepatida (tornada famosa pelo Mounjaro), atualmente não existe nenhum genérico desses medicamentos que seja vendido de forma regular no Brasil.
Até há produtos mais baratos do que os que deram origem a esses princípios ativos agonistas de GLP-1, mas em nenhum caso eles se enquadram como genéricos, nem aplicam os descontos obrigatórios associados a esse tipo de fármaco.
Genéricos, similares e medicamentos de referência
Vamos por partes: um medicamento de referência é o remédio “de marca” definido como um produto “inovador”, isto é, aquele que entra no mercado trazendo novidades e características originais. Esse tipo de fármaco chega às gôndolas com exclusividade, e pode ser explorado sem concorrência por até 20 anos, antes que a patente expire.
Quando esse prazo se encerra, outras fabricantes podem produzir remédios com princípio ativo equivalente. Isso já ocorreu com ao menos duas substâncias encontradas em canetas utilizadas no tratamento de obesidade e diabetes tipo 2: a liraglutida, originalmente encontrada em Victoza e Saxenda, e a semaglutida, princípio ativo do Ozempic e do Wegovy.
Mas atenção: nenhum desses medicamentos produzidos após o fim das patentes é genérico. Tecnicamente, eles são classificados como similares, inspirados no remédio de referência mas sendo vendidos com nome fantasia e precificação própria.
Um genérico só pode ostentar esse nome se é vendido sem marca (ou seja, na embalagem só aparece o nome do princípio ativo), e necessariamente precisa ter um mínimo de 35% de desconto sobre o valor do original. Já um similar não precisa cumprir nada disso, e nem sempre é intercambiável com um remédio de referência (algo que o genérico precisa ser).
O que existe hoje além dos produtos originais
Mesmo sem genéricos, já é possível encontrar canetas emagrecedoras mais baratas do que aquelas vendidas pelas marcas originais.
Em relação à semaglutida, já dá para adquirir – com grande desconto – a versão produzida pela Eurofarma em parceria com a Novo Nordisk, vendida sob os nomes de Extensior e Poviztra. A concorrente EMS lançou sua própria versão sintética da semaglutida, vendida sob o nome comercial de Ozivy, que também tem um programa de descontos.
Além dos produtos com semaglutida que devem seguir aparecendo após o fim da patente, também é possível encontrar algumas versões manipuladas de princípios ativos das canetas emagrecedoras. Para a semaglutida, isso atualmente é proibido no Brasil. Mas, para a tirzepatida (do Mounjaro), uma brecha legal permite adquirir o produto manipulado.
Isso, porém, é desaconselhado por entidades médicas e agências fiscalizatórias, que apontam riscos à saúde e para a própria continuidade do tratamento.
Fonte: Saúde Abril