Moraes determinou a prisão preventiva de Zambelli hoje, após pedido da PGR (Procuradoria-Geral da República). Para o ministro, é claro que a deputada saiu do país para fugir da aplicação da pena. Ela foi condenada pelo STF a dez anos de prisão e perda de mandato por uma invasão hacker ao sistema do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).
Ministro também determinou o bloqueio dos passaportes, das contas bancárias e do salário de Zambelli. Ele ainda mandou que os perfis dela nas redes sociais fossem bloqueados dentro de duas horas, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.
Em nota, Zambelli chamou de “ilegal” e “autoritária” a ordem de Moraes para prendê-la. “Nossa Constituição é clara: um deputado federal só pode ser preso em flagrante e por crime inafiançável. Nada disso ocorreu”, disse.
“Pode colocar Interpol atrás de mim, eles não me tiram da Itália”, disse Zambelli ontem, em entrevista à CNN. “Como cidadã italiana, eu sou intocável na Itália. Não há o que ele possa fazer para me extraditar de um país onde eu sou cidadã, então eu estou muito tranquila quanto a isso”, completou, em entrevista à CNN ontem.
Como o UOL mostrou, a Constituição da Itália, ao contrário da brasileira, não impede a extradição de nacionais. A extradição de cidadãos italianos é permitida quando prevista em convenções internacionais, exceto em casos de crimes políticos, conforme o artigo 26.
Fonte: Uol