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Ovo aumenta o colesterol? Entenda por que ele foi reabilitado pela ciência

Ovo aumenta o colesterol? Entenda por que ele foi reabilitado pela ciência
Consumidos do jeito certo, ovos são aliados da saúde (Jihane Bishop/Unsplash)



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Poucos alimentos mudaram tanto sua fama nas últimas décadas quanto os ovos. Parte básica da alimentação humana antes mesmo de domesticarmos aves, eles já foram vilanizados e reabilitados pela ciência – e, se você não sabe bem qual a recomendação atual em torno do consumo de ovo, certamente não está sozinho.

Uma das dúvidas mais persistentes em torno do ovo é sobre seu impacto no colesterol. Afinal, ele aumenta perigosamente os níveis desse inimigo da saúde do coração?

A resposta é  não! Consumido com moderação (e “do jeito certo”), o ovo não precisa ser removido da rotina e, na verdade, entrega tantos nutrientes benéficos à saúde que merece ser olhado com carinho.

Entenda melhor.

Ovo é cheio de benefícios

O ovo é uma fonte barata de proteínas (são cerca de 6 gramas em uma unidade média) e, entre as alternativas para obter esse macronutrientes, na verdade é uma das mais magras. E seus benefícios não param nisso!

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Ovos também são fontes de vitaminas e minerais como a B12, a riboflavina, o fósforo, o folato e o selênio. Olhando para a gema, ela é uma ótima fornecedora de vitamina A e D, além da E e da K. Destaque ainda para a colina (vitamina B8), aliada da saúde cerebral e também presente em boa quantidade nos ovos.

Já a clara, além das proteínas, entrega todos os aminoácidos essenciais – aqueles que precisam vir da alimentação, pois seu corpo não produz naturalmente.

É verdade: eles também têm um pouco de colesterol, mas em níveis baixos demais para causar problemas. Ao contrário, eles são fontes de gorduras como o ômega-3 que elevam seus índices de colesterol total, mas fazem isso ao também elevar os índices do HDL (o “colesterol bom”).

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Verdadeira culpa está no resto do prato

Mas, com tantos elementos a favor, de onde surgiu o temor de que os ovos podem afetar o colesterol de um jeito negativo? Em primeiro lugar, porque eles realmente podem provocar uma resposta no aumento do colesterol total, mas esse impacto também inclui o “colesterol bom”, o HDL.

A principal questão, porém, parece ter a ver com a forma como muita gente consome seus ovos: em meio a refeições muito gordurosas, em que o próprio ovo também acaba passando por uma adição de nutrientes pouco desejáveis – por exemplo, na mistura clássica do café da manhã americano consagrada no cinema, com ovo frito e bacon. Adicione à mistura um pãozinho com manteiga e a coisa vai se acumulando.

O colesterol sobe pelo consumo excessivo de gorduras saturadas de baixa qualidade, algo bastante presente em muitos alimentos que costumam ser comidos com os ovos. E também presente de forma mais marcante no próprio ovo se o seu jeito favorito de consumi-lo é frito.

A melhor maneira de preservar as vantagens nutricionais do ovo sem transformá-lo em uma dor de cabeça no prato é priorizar preparações saudáveis: cozido ou pochê, por exemplo, sem abusar de outros itens que podem jogar contra o manejo do colesterol em níveis adequados.



Fonte: Saúde Abril

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