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Oposição na Espanha pede eleições antecipadas durante protesto em Madri | Mundo

Oposição na Espanha pede eleições antecipadas durante protesto em Madri | Mundo
Apoiadores do Partido Popular participam de um protesto contra o governo do primeiro-ministro Pedro Sanchez, em Madri — Foto: Manu Fernandez/AP


O principal partido de oposição da Espanha protestou com milhares de pessoas em uma manifestação no coração de Madri, pedindo por antecipação das eleições após acusações de corrupção contra o governo do presidente Pedro Sanchez, do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE).

“Sr. Sanchez: pare de esconder, pare de mentir, pare de fugir”, disse Alberto Nunez Feijoo, líder do conservador Partido Popular (PP), em frente a uma multidão que empunhava bandeiras espanholas e gritava “Sanches, renúncia” em um quente e ensolarado dia na capital. “Renda-se à democracia, convoque eleições, nós as queremos agora”, acrescentou.

O grupo de Feijoo convocou a manifestação, cujo slogan era “Máfia ou Democracia”, após o vazamento de áudios que supostamente mostravam um antigo membro do PSOE buscando informações contra uma unidade policial que fez parte de investigações que envolviam a esposa de Sanchez, seu irmão e um ex-ministro socialista.

“Os tempos que virão não serão fáceis. A máfia é mais perigosa quanto mais encurralada ela fica; quanto menor a máfia, mais danos ela quer causar. Quanto mais a máfia se aproximar do fim, mais ela vai querer nos fazer sofrer”, disse o prefeito de Madri, José Luis Martinez-Almeida, em seu discurso na manifestação, que também contou com a presença dos ex-primeiros-ministros Mariano Rajoy e José Maria Aznar.

O PP disse que mais de 100 mil pessoas compareceram à manifestação, mais do que o dobro da estimativa oficial de cerca de 50 mil. O partido de Feijoo foi o único a apoiar os protestos, já que o grupo de extrema direita Vox decidiu não participar. Seu líder, Santiago Abascal, pediu a Feijoo que rompesse todos os acordos que o PP tem com os socialistas e convocasse um voto de desconfiança no Parlamento para destituir Sanchez, em vez de organizar manifestações.

Apoiadores do Partido Popular participam de um protesto contra o governo do primeiro-ministro Pedro Sanchez, em Madri — Foto: Manu Fernandez/AP



Fonte: Valor Econômico

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