O secretário de petróleo, gás natural e biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Renato Dutra, disse que a opção de não se investir hoje em novas reservas de petróleo é a mais cara para o Brasil no futuro.
Segundo ele, que participa do Fórum Técnico PPSA 2025, realizado nesta terça-feira (9), um dos primeiros desafios do país será aumentar a oferta de novas áreas de petróleo para exploração e produção, a fim de manter o nível de reservas e a autossuficiência do país.
Dutra destacou que as projeções oficiais apontam declínio da produção de petróleo em 2031 “se não fizermos nada” e chamou à conciliação de outras instituições para discutir como ampliar a perfuração de poços exploratórios. “A ampliação de áreas significa que temos que empreender esforços de todas as instituições”, disse Dutra.
O secretário salientou ainda que a oferta permanente de partilha (OPP), uma modalidade mais simplificada de leilão de áreas de petróleo do pré-sal, para 2026 pode ter até 26 novas áreas para negociação, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A oferta desse conjunto de áreas depende, porém, de manifestação conjunta do MME e do Ministério do Meio Ambiente (MMA). A manifestação conjunta é um aval inicial para a negociação das áreas, pelas duas pastas.
A manifestação não substitui a licença ambiental, apenas dá uma sinalização de que não há entraves iniciais para a exploração e produção.
Fonte: Valor Econômico