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Novas regras do visto americano sob Trump: veja o que mudou para brasileiros em 4 passos | Brasil

Novas regras do visto americano sob Trump: veja o que mudou para brasileiros em 4 passos | Brasil
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos — Foto: REUTERS/Leah Millis


O visto americano passou por mudanças sob o segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As alterações afetam diretamente os estrangeiros que desejam entrar no país, incluindo os brasileiros.

Entre as principais medidas estão novas cobranças financeiras e mudanças na obrigatoriedade de entrevistas presenciais para alguns solicitantes. Essas exigências aumentaram tanto os custos quanto a complexidade do processo de obtenção do visto.

Outra novidade foi a inclusão da análise de privacidade nas redes sociais como parte do processo de avaliação. O visto americano continua sendo obrigatório para todos os brasileiros que pretendem viajar aos Estados Unidos.

O Valor entrou em contato com a Embaixada dos Estados Unidos, assim como o Consulado Americano de São Paulo, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto.

Veja abaixo as mudanças anunciadas pelo governo Trump no processo de solicitação do visto americano para brasileiros em quatro passos:

A partir de 2 de setembro, todos os solicitantes de vistos de não imigrante pela primeira vez deverão agendar uma entrevista presencial com um oficial consular.

No Brasil, a embaixada dos Estados Unidos está localizada em Brasília, e os consulados funcionam em São Paulo, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro. Para realizar a entrevista, é obrigatório o deslocamento até um desses locais.

No caso de renovação do visto de turismo, existe a possibilidade de isenção da entrevista, desde que o solicitante se enquadre nas seguintes categorias:

  • B-1: viagens de negócios, como reuniões, conferências, negociações ou liquidação de patrimônio.
  • B-2: viagens pessoais, incluindo turismo, férias, visitas a familiares ou amigos, tratamentos médicos, eventos sociais ou culturais sem remuneração e cursos sem fins lucrativos.
  • B1/B2: combinação de propósitos de negócios e turismo.

Além disso, o visto anterior deve ter expirado há no máximo 12 meses, e o solicitante precisa ter 18 anos ou mais na data de emissão do visto anterior. Em uma rede social, a embaixada dos Estados Unidos ressaltou que, mesmo quando os critérios de isenção são atendidos, uma entrevista presencial poderá ser exigida a qualquer momento.

Anteriormente, solicitantes com menos de 14 anos ou mais de 79 anos podiam obter o visto sem a necessidade de entrevista.

2. Redes sociais em modo público

Agora, quem solicita vistos das categorias F, M e J precisa manter seus perfis em redes sociais em modo “público”, ou seja, abertos para consulta pelo governo dos Estados Unidos. As categorias são:

  • F: estudante acadêmico;
  • M: estudante vocacional/não acadêmico;
  • J: visitante de intercâmbio.

Como medida financeira, o governo Trump anunciou a “visa integrity fee” (taxa de integridade do visto), que aumentará os custos para solicitação do visto pelos brasileiros. A mudança faz parte do “One Big Beautiful Bill” (Uma grande e linda conta), pacote orçamentário proposto por Donald Trump e aprovado em julho pelo Congresso americano.

Visto americano — Foto: kstudio/Free Pik

Com a medida, o valor dos vistos vão ter um acréscimo de US$ 250 (R$ 1.362,50, cotação de 27 de julho) nas seguintes classes:

  • B1/B2: visitantes turistas, negócios temporários e tratamentos médicos;
  • F-1 e M-1: estudantes vocacionais e acadêmicos;
  • H-1B: vistos de trabalho.

Atualmente, os valores das taxas são:

  • B1/B2, F-1 e M-1: US$ 185 (R$ 1.008,25)
  • H-1B: US$ 205 (R$ 1.117,00)

Com o acréscimo de US$ 250, o valor total da solicitação passará a ser:

  • B1/B2, F-1 e M-1: US$ 435 (R$ 2.370)
  • H-1B: US$ 455 (R$ 2.479)

Diplomatas e representantes de organizações internacionais classificados nos vistos A e G estão dispensados da taxa adicional.

A lei prevê que o valor poderá ser reembolsado caso o viajante cumpra certas condições:

  • não aceitar trabalhos não autorizados;
  • não tentar estender sua estadia;
  • deixar os Estados Unidos até 5 dias após o período de validade do visto;
  • caso receba uma extensão do status de não imigrante ou obtenha o status de residente permanente legal durante o período de validade do visto.

A nova taxa ainda não possui data definida para entrar em vigor e não há previsão para início da cobrança.

Como parte das medidas relacionadas à “visa integrity fee”, o formulário I-94 passará a ter uma taxa de US$ 24 (cerca de R$ 130). Esse documento registra a chegada e a partida do viajante em território americano e, até agora, não tinha cobrança financeira.

Ainda não foi definido quando o pagamento será exigido. Pode ocorrer durante a solicitação do visto ou no momento da entrada nos Estados Unidos, dependendo das regras que forem implementadas.

Diferentemente da taxa de emissão do visto, o valor cobrado pelo formulário I-94 não será reembolsável, independentemente de o viajante cumprir todas as condições ou restrições do visto.

*Estagiário sob supervisão de Diogo Max



Fonte: Valor Econômico

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