A Secretaria de Serviços Públicos de Campinas, por meio do Departamento de Parques e Jardins, vai realizar na manhã desta sexta-feira (3) a supressão da árvore com risco de queda que está localizada na área interditada da Praça do Coco, em Barão Geraldo.
A ação acontece após um despacho favorável expedido pelo Ministério Público, com base nos laudos apresentados pela Prefeitura de Campinas.
No ofício encaminhado à administração municipal, o MP orienta que a supressão seja feita com urgência, conforme constatado nos laudos periciais. No local, serão plantados dois exemplares adultos de jequitibá-rosa.
A Prefeitura informou ainda que iniciou o plantio de mais 50 mudas de árvores nativas na microfloresta em implantação na rotatória próxima ao Parque Hermógenes de Freitas Leitão Filho, na Cidade Universitária, cujo projeto total prevê 3 mil mudas.
“A extração de duas árvores da Praça do Coco foi decidida apenas após avaliações técnicas, com o objetivo de garantir a segurança dos frequentadores do local”, destaca a Prefeitura. Além de documentos internos, também foi solicitada uma análise de profissionais da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, da Universidade de São Paulo (Esalq-USP), lembra ainda a administração municipal.
O parecer avaliou os dados presentes nos laudos 7.391 e 7.392 sobre as condições das árvores da espécie Ficus benjamina. De acordo com o documento, a permanência das árvores na Praça do Coco, que se encontram em “péssimo estado geral”, representaria um risco contínuo para as pessoas. O Ministério Público considerou válidas as análises técnicas.
Conforme dados da Prefeitura, desde 2021 foram plantadas 965 árvores no distrito de Barão Geraldo.
O manejo de espécimes na cidade segue as diretrizes da Lei de Arborização Urbana de Campinas (Lei nº 11.571, de 17 de junho de 2003), que disciplina o tema no município.
Fonte: Hora Campinas