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Mofo e mais: quais marcas de colírio foram proibidas pela Anvisa após alerta internacional? Entenda

Mofo e mais: quais marcas de colírio foram proibidas pela Anvisa após alerta internacional? Entenda
Lotes do colírio lubrificante Thealoz Duo que sejam fabricados pela empresa francesa não devem ser utilizados. (Droga Raia/Divulgação)



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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mandou suspender, nesta sexta-feira, 17, a importação de todos os medicamentos da empresa Excelvision, farmacêutica que fabrica colírios e géis oftálmicos para diversas marcas globais.

A ação foi motivada por um alerta sanitário internacional, emitido pela agência regulatória da França, país de origem da fábrica.

A medida foi tomada globalmente. Nos Estados Unidos, a Food And Drug Admistration (FDA), outro órgão sanitário federal, chegou a constatar que, entre alguns produtos, havia a presença de mofo, além de visíveis manchas pretas e descoloração nas pontas e tampas internas dos recipientes dos medicamentos.

A agência americana emitiu uma carta de advertência contra a empresa no dia 25 de junho.

Já a Anvisa destacou que, até o momento, não foram identificados no mercado brasileiro lotes de medicamentos fabricados pela empresa, passíveis de serem comprados pela população. Por isso, a autarquia classificou a medida como preventiva.

Ainda assim, a agência suspendeu dois colírios vendidos no Brasil, cujo as marcas têm vínculo com a Excelvision. Confira:

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Quais medicamentos foram afetados?

Além de proibir novas importações de qualquer produto da Excelvision, a Anvisa suspendeu a comercialização de todos os lotes dos colírios Hyabak e Thealiz Duo que tenham sido fabricados na unidade francesa a partir de 5 de junho deste ano.

Os dois produtos são distribuídos no Brasil pela União Química. No entanto, em comunicado oficial, a empresa informou que a decisão não afeta os lotes atualmente disponíveis no mercado brasileiro.

Segundo a farmacêutica, “todos os lotes dos produtos importados nos últimos dois anos são provenientes de outra planta fabril, a saber Farmila-Thea Farmaceutica (Itália)”, disse.

Assim, a Anvisa orienta que consumidores verifiquem a rotulagem para confirmar o local de fabricação. Caso o medicamento tenha sido fabricado pela Excelvision (na França), dentro do período atingido pela medida, a recomendação é não utilizá-lo e entrar em contato com a empresa.

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Medicamento ainda não vendido no Brasil também entrou na lista

A decisão também proibiu a importação do Zonidra, medicamento que possui registro na Anvisa, mas ainda não começou a ser comercializado no Brasil.

Quem possui o registro da marca no território nacional é o laboratório Cristália, o mesmo responsável pela produção da polilaminina, substância experimental brasileira, estudada para o tratamento de lesões medulares.

Em nota, a farmacêutica reforçou que a medida adotada está relacionada exclusivamente ao produto importado, justamente porque o medicamento ainda não foi lançado no país e, portanto, não existem lotes nacionais sujeitos à suspensão.

A empresa acrescentou, ainda, que, quando o Zonidra for disponibilizado no mercado brasileiro, será produzido localmente em sua fábrica, e não pela Excelvision.

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Por que a Anvisa adotou a medida?

Como visto, segundo a agência, a suspensão busca impedir a entrada no país de medicamentos fabricados em uma unidade que passou a ser considerada incompatível com as boas práticas internacionais de fabricação.

Esse tipo de ação é adotado sempre que autoridades sanitárias identificam problemas que possam comprometer a qualidade, a esterilidade ou a segurança dos medicamentos, mesmo antes da confirmação de riscos para consumidores brasileiros.



Fonte: Saúde Abril

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