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Mito ou verdade: fazer cardio em jejum potencializa o emagrecimento?

Mito ou verdade: fazer cardio em jejum potencializa o emagrecimento?
Correr em jejum pode ser benéfico em alguns contextos específicos, mas não ajuda tanto assim a perder mais peso, segundo a ciência (sporlab/Unsplash)



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A corrida é uma das formas mais populares de exercício aeróbico. Pela possibilidade de adaptá-la a diferentes rotinas e estilos de vida, a prática regular também está associada à redução do risco de doenças crônicas e à melhora do condicionamento físico.

Ainda assim, uma dúvida muito comum entre corredores iniciantes e experientes é se vale a pena correr em jejum. Muitas pessoas adotam esse hábito, especialmente no turno da manhã, depois de 6 a 8 horas sem comer, com o objetivo de potencializar a queima de gordura corporal.

O jejum pode ser definido como a abstinência de alimentos e bebidas por um determinado período de tempo. Em diferentes contextos médicos, o jejum é indicado como uma possível intervenção no tratamento de algumas doenças crônicas e não infecciosas.

Entretanto, quando o assunto é cardio, a resposta não é tão simples: correr de estômago vazio divide opiniões entre praticantes e especialistas, uma vez que pode trazer alguns efeitos positivos em situações específicas, mas também exige cuidados importantes.

+Leia também: Treinar em jejum emagrece mais? Entenda o que diz a ciência

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Há benefícios em correr em momentos de jejum?

O benefício mais citado por quem defende a corrida em jejum é o possível aumento da queima de gordura. O argumento é que, com menores reservas imediatas de energia, o organismo recorreria mais rapidamente à gordura como fonte de combustível durante o exercício.

No entanto, não há evidências científicas suficientes para adotar alguma conclusão. Um estudo publicado em 2018 indicou que a ingestão de proteínas antes do exercício pode facilitar a oxidação de gordura e, ao mesmo tempo, minimizar a degradação de proteínas durante a atividade física.

Além disso, uma pesquisa de 2020 apontou que há pouca evidência para sustentar a ideia de que o treinamento de resistência em jejum aumente, de forma relevante, a oxidação de gordura. Recomenda-se ainda que atletas de resistência evitem treinos de alta intensidade durante os momentos de jejum.

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Outro possível ponto positivo é a redução de desconfortos digestivos durante a corrida: algumas pessoas sentem cólicas, náuseas, vômitos ou diarreia quando correm logo após comer. Nesse cenário, realizar o exercício aeróbico com o estômago vazio pode ser mais confortável, desde que a intensidade seja adequada.

Cuidados necessários

Apesar dos possíveis benefícios, correr em jejum não é indicado para todo mundo: à medida que as reservas de energia diminuem, é mais provável que o corredor sinta fadiga, aumentando o risco de lesões.

E, embora algumas pesquisas mostrem que o exercício em jejum pode aumentar a queima de gordura durante a atividade, isso não significa necessariamente maior perda de peso no longo prazo. O corpo tende a compensar esse uso de gordura posteriormente, reduzindo a queima em outros momentos e utilizando mais glicose como fonte de energia.

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Além disso, pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 devem ter atenção redobrada. Correr com o estômago vazio pode favorecer episódios de hipoglicemia, isto é, queda nos níveis de açúcar no sangue. Nesses casos, é essencial seguir orientação médica ou de um profissional de saúde antes de adotar a prática.

De modo geral, é indicado comer antes de correr, especialmente quando o treino for intenso ou mais longo. Priorize uma alimentação adequada para a situação, o que inclui alimentos como cereais de grãos integrais, frutas (especialmente banana e maçã) e iogurtes.



Fonte: Saúde Abril

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