Marina Ruy Barbosa diz ter ficado surpresa com o sucesso e a repercussão da série “Tremembé”, da Amazon Prime Video, que mostra o cotidiano de criminosos notórios no presídio do interior de São Paulo. Na trama, ela faz o papel de Suzane von Richthofen, condenada por encomendar a morte dos pais
“Todo mundo que estava no projeto acreditava muito no potencial dele, mas a gente não imaginava que ia virar esse fenômeno”, diz. A atriz conversou com a coluna em evento realizado na Pinacoteca de São Paulo, na noite de terça (11), para celebrar o patrocínio da Bvlgari ao museu de artes visuais.
“Tremembé” já é a produção mais vista da história do Amazon Prime Video desde o lançamento da plataforma no Brasil em 2016. “Poder receber esse feedback do público sobre a minha atuação tem sido muito bom. Dá um quentinho no coração”, afirma ela, sobre os elogios por sua interpretação na produção.
Mas a série também tem sido criticada porque abordaria de forma sensacionalista casos reais. Questionada sobre o tema, Marina afirma que a espetacularização começou já com a mídia e os jornalistas que, pela forma como retrataram as tragédias na imprensa, tornaram esses criminosos famosos.
Ela acrescenta achar curioso que o gênero true crime seja tão comum fora do país, mas ainda visto com reticência dentro do Brasil. “Vi vários comentários, ‘ah, não assisto a série brasileira, mas essa eu vou ver’. Existe uma síndrome que vem aos poucos sendo quebrada”, diz. “O audiovisual brasileiro está vivendo um momento muito bom. A gente tem que falar disso, a imprensa tem que falar disso, que produções nacionais estão sendo exportadas. Temos que ter orgulho.”
A atriz defende também que de “maneira alguma a série buscou buscou glamourizar ou romantizar” os casos reais. Na visão dela, tudo depende da forma como o espectador vê a produção. “A série tem muita profundidade, tem muitos temas para serem debatidos.”
“Quem assiste de forma rasa, talvez veja só como um espetáculo, mas acho que a série está aí para trazer reflexões. Há vários temas para se falar quando trazemos à tona de novo esses casos.”
Marina argumenta ainda que “Tremembé” tem uma narrativa ousada e muito bem definida que o público pode gostar ou não. “O que estamos vendo é que as pessoas estão gostando da série, o que eu acho ótimo. Agora, se elas estão gostando dessas pessoas [dos condenados retratados] na vida real, é algo que devem olhar pra si e repensar.”
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Fonte: Terra