A vereadora de São Bernardo, Luana Eloá – MDB, se manifestou contra a filiação do ator Dado Dolabella ao MDB – Movimento Democrático Brasileiro no Rio de Janeiro. O artista havia anunciado que se preparava para disputar uma pré-candidatura a deputado estadual pela legenda.
Nesse sentido, a parlamentar levou sua posição à presidência nacional do MDB Mulher, representada por Katia Lobo. A manifestação foi apresentada como um repúdio à filiação, defendendo que o partido mantenha coerência com as pautas que afirma defender, especialmente no que se refere à valorização, ao respeito e à proteção das mulheres.
Além disso, a mobilização das lideranças femininas dentro do partido ganhou força e chegou à direção nacional da legenda. Diante da repercussão interna e das manifestações contrárias, o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi – MDB, anunciou o cancelamento do ato de filiação de Dolabella.
Assim, a decisão foi interpretada por integrantes da sigla como um posicionamento institucional em respeito às manifestações das mulheres do partido. Do mesmo modo, o gesto também foi visto como um alinhamento com os princípios defendidos pela legenda em relação ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Porém, Luana Eloá afirmou que a reação ocorre em um momento simbólico, marcado por mobilizações em defesa dos direitos das mulheres. “Março é o mês de reafirmar direitos, e não de relativizar a violência. Política séria exige coerência e respeito a nós, mulheres. Como vereadora de São Bernardo e líder do MDB na minha cidade, eu não poderia me calar diante da notícia de que Dado Dolabella foi anunciado como pré-candidato a deputado pelo MDB do Rio de Janeiro”, declarou.
Além disso, a vereadora destacou que o período reforça o debate nacional sobre o combate à violência doméstica e ao feminicídio. “Estamos em um mês em que o Brasil reforça a luta contra a violência doméstica, contra o feminicídio e em defesa da dignidade das mulheres. E é justamente agora que surge essa notícia. Isso, para mim, é inadmissível”, afirmou.
Nesse sentido, a parlamentar defendeu que a política precisa assumir responsabilidade institucional diante de casos relacionados à violência contra mulheres. “Homens que respondem por agressão contra mulheres não podem ser tratados como referência política. A política precisa dar exemplo, precisa ter responsabilidade institucional”, disse.
Por fim, Luana Eloá reforçou que a defesa da dignidade das mulheres deve ser um princípio inegociável dentro da política. “Como advogada, como mulher e como representante eleita, eu deixo muito claro: violência contra a mulher não pode, em hipótese alguma, ser relativizada ou normalizada. O respeito às mulheres precisa ser um valor inegociável na política brasileira”, concluiu.
MARCOS FIDELIS
Fonte: ABC Repórter