Arquivos Saúde e Bem-Estar - Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/informacoes/saude-e-bem-estar/ Seu portal de notícias Wed, 04 Jun 2025 15:49:50 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Favicon-Radar-Noticias-Grande-e1748225644153-1-32x32.jpeg Arquivos Saúde e Bem-Estar - Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/informacoes/saude-e-bem-estar/ 32 32 HPN: o que é o problema cerebral de Chico Bu… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/hpn-o-que-e-o-problema-cerebral-de-chico-bu/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/hpn-o-que-e-o-problema-cerebral-de-chico-bu/#respond Wed, 04 Jun 2025 15:49:50 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/hpn-o-que-e-o-problema-cerebral-de-chico-bu/ Chico Buarque precisou passar por uma cirurgia neurológica na terça-feira (3) para remover um excesso de fluido no cérebro. Aos 80 anos, o artista foi diagnosticado com um caso de hidrocefalia de pressão normal, também conhecida pela sigla HPN ou como hidrocefalia normobárica. Nesse tipo de hidrocefalia, há um acúmulo de líquor — o fluido […]

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Chico Buarque precisou passar por uma cirurgia neurológica na terça-feira (3) para remover um excesso de fluido no cérebro. Aos 80 anos, o artista foi diagnosticado com um caso de hidrocefalia de pressão normal, também conhecida pela sigla HPN ou como hidrocefalia normobárica.

Nesse tipo de hidrocefalia, há um acúmulo de líquor o fluido que existe em nosso sistema nervoso na região cerebral. No entanto, isso não provoca um aumento perceptível da pressão intracraniana.

Essa característica da HPN pode dificultar o diagnóstico, já que seus sintomas por vezes são confundidos com doenças neurodegenerativas, como Alzheimer ou Parkinson.

A seguir, entenda mais sobre essa condição.

O que é e como surge a HPN?

Em seu nível mais elementar, a hidrocefalia de pressão normal ocorre quando o líquor, que também é chamado de líquido cefalorraquidiano, começa a se acumular nas cavidades cerebrais conhecidas como ventrículos.

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Esse “vazamento” do líquor pode ocorrer devido a um histórico de traumas, infecções ou cirurgias no cérebro. Muitos casos de HPN, porém, são idiopáticos, sem uma causa conhecida. Idosos acima dos 60 anos fazem parte da população mais propensa a desenvolver o quadro.

Conforme o fluido se acumula no cérebro, ele passa pressionar os tecidos ao redor, levando a sintomas que podem incluir dificuldades de locomoção, de fala e cognição, além de incontinência urinária e fecal, entre outros.

O problema é que, na HPN, exames que tradicionalmente identificariam um aumento da pressão intracraniana podem voltar “normais”, levando a um erro de diagnóstico, especialmente em idosos, com os sinais sendo atribuídos a alguma demência.

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No caso de Chico Buarque, a suspeita de que algo estava errado surgiu após um “leve desequilíbrio” ao andar, segundo sua equipe médica. Quando identificado e tratado corretamente, o problema é reversível. Por outro lado, o aumento descontrolado do líquor no cérebro pode deixar sequelas graves e potencialmente fatais.

O mundo da música já foi balançado por esse diagnóstico recentemente: no final de maio, o norte-americano Billy Joel, 76, anunciou uma suspensão na sua agenda de shows para tratar um quadro de hidrocefalia de pressão normal.

Como a HPN é diagnosticada e tratada?

O diagnóstico correto da HPN depende de uma avaliação do histórico de sintomas do paciente combinado a outros exames que permitem identificar alterações no líquor.

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Um exame de ressonância magnética costuma ser fundamental para fechar o diagnóstico, mas nem sempre dá respostas definitivas. Estima-se que até um de cada cinco pacientes com HPN não tenha alterações visíveis na ressonância, exigindo mais investigações.

Outro exame muito utilizado é o tap test: com uma agulha inserida perto da medula espinhal, retira-se parte do líquor, aliviando a pressão. Uma melhora dos sintomas após o procedimento indica que o acúmulo do fluido pode estar provocando os problemas.

O tratamento indicado depende de fatores como a intensidade dos sintomas, a idade do paciente e outras comorbidades. No entanto, o método preferencial para aumentar a qualidade de vida é um procedimento cirúrgico como o feito por Chico Buarque: é implantada uma válvula no interior do cérebro, capaz de controlar os níveis de fluido e eliminar os excessos.

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Essa abordagem alivia os sintomas e, conforme o caso, pode inclusive levar a uma melhora completa do quadro. O nível de sucesso depende de fatores individuais, com o diagnóstico e tratamento precoces sendo chaves para aumentar as chances de uma recuperação total.

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Fonte: Saúde Abril

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Sequenciamento genético: ferramenta poderosa… | Veja Saúde https://radar-rh.apdprh-br.org.br/sequenciamento-genetico-ferramenta-poderosa-veja-saude/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/sequenciamento-genetico-ferramenta-poderosa-veja-saude/#respond Wed, 04 Jun 2025 07:41:06 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/sequenciamento-genetico-ferramenta-poderosa-veja-saude/ A pandemia de covid impulsionou o uso da genômica em pesquisas sobre doenças infecciosas. Basta relembrar a repercussão, em 2020, do trabalho das cientistas brasileiras Ester Sabino e Jaqueline de Jesus, que concluíram o sequenciamento do coronavírus dois dias após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil. Na ocasião, em entrevista à revista […]

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A pandemia de covid impulsionou o uso da genômica em pesquisas sobre doenças infecciosas. Basta relembrar a repercussão, em 2020, do trabalho das cientistas brasileiras Ester Sabino e Jaqueline de Jesus, que concluíram o sequenciamento do coronavírus dois dias após a confirmação do primeiro caso da doença no Brasil.

Na ocasião, em entrevista à revista VEJA, Ester Sabino explicou a importância do feito: “Ele nos fornece diversos dados sobre o vírus, os quais podem ser utilizados na produção de vacinas, no desenvolvimento de tratamentos ou até mesmo nos diagnósticos”.

Cinco anos depois, ela contou que a agilidade na caracterização genômica do Sars-Cov-2 foi possível porque o laboratório estava preparado para fazer testes voltados à dengue, pelo temor de o país estar próximo de vivenciar uma epidemia dessa arbovirose.

E, de fato, sobretudo a partir de 2024, o número de casos de dengue no país vem preocupando pesquisadores, médicos e demais profissionais de saúde pública.

Esmiuçar as características genéticas do vírus disseminado pelo mosquito Aedes aegypti tem sido há mais de 20 anos um dos focos de estudos da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que já em 2023 apontava o risco de ressurgimento do sorotipo 3 da dengue, o que se confirmou em 2025.

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Como o DENV-3 não circulava há mais de uma década por aqui, ele encontrou uma população desprotegida, aumentando o potencial para a doença se espalhar.

A entidade inclusive criou um painel de vigilância, a Rede Genômica Fiocruz, para propiciar também capacitação em sequenciamento e geração de dados para instituições do Brasil e da América do Sul.

O monitoramento de agentes infecciosos circulantes é objeto de investigações também do Instituto Butantan e seu Centro para Vigilância Viral e Avaliação Sorológica. Voltada a identificar as variantes dos causadores de dengue, influenza e Covid, a instituição reúne dados e promove treinamento técnico em diferentes laboratórios pelo país afora.

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A ideia é entender a evolução dos vírus como ponto de partida para propor medidas de prevenção, como desenvolvimento e atualizações de vacinas, e controle das infecções.

Conhecer novas ferramentas genéticas voltadas à criação de planos de rastreio, diagnóstico e tratamento de doenças é um dos focos do Prêmio Veja Saúde Oncoclínicas de Inovação Médica, cuja edição 2025 está em andamento.

Veja o regulamento completo e acompanhe as novidades sobre a premiação clicando aqui

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Fonte: Saúde Abril

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Milagre ou receita de risco? Discutindo a ma… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/milagre-ou-receita-de-risco-discutindo-a-ma/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/milagre-ou-receita-de-risco-discutindo-a-ma/#respond Tue, 03 Jun 2025 23:19:21 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/milagre-ou-receita-de-risco-discutindo-a-ma/ Os novos remédios emagrecedores, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, viraram um dos principais assuntos do momento. Potentes e seguros, eles acabaram chamando a atenção de um mercado paralelo, que tem lucrado com a fama dos princípios ativos das drogas, a semaglutida e a tirzepatida. Nas redes sociais e nos consultórios de médicos, pipocam versões manipuladas desses […]

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Os novos remédios emagrecedores, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, viraram um dos principais assuntos do momento. Potentes e seguros, eles acabaram chamando a atenção de um mercado paralelo, que tem lucrado com a fama dos princípios ativos das drogas, a semaglutida e a tirzepatida.

Nas redes sociais e nos consultórios de médicos, pipocam versões manipuladas desses medicamentos, produzidas por farmácias de manipulação. Produzidas graças a uma brecha legal, essas imitações usam princípios ativos desconhecidos, em geral moléculas sintéticas oriundas da China ou da Índia, que não foram estudadas adequadamente.

Trata-se de uma situação tão escandalosa que havia “Mounjaro” manipulado à disposição antes mesmo da molécula original chegar ao Brasil.

É um mercado perigoso e maior do que se imagina. “Temos dados de apreensões da Polícia Federal com insumos para produzir 6 milhões de doses de semaglutida manipulada e 4 milhões de tirzepatida”, comenta o endocrinologista Clayton Macedo, professor da Unifesp e diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM).

Macedo é o convidado desta semana do podcast Olhar da Saúde, que trata sobre o tema. Ele explica as diferenças na elaboração das versões manipuladas e originais, bem como os riscos de apostar nelas. Entre eles, efeitos colaterais desconhecidos e até fatais.

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+Leia também: Ozempic manipulado funciona?

Clique aqui para assistir ao episódio. Ou, se preferir, escute diretamente no Spotify:

O podcast é apresentado por Carlos Eduardo Barra Couri, endocrinologista e fundador do portal Olhar da Saúde, e por Diogo Sponchiato, redator-chefe de VEJA SAÚDE.

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Esse episódio tem apoio da Lilly e da Novo Nordisk.

Confira os outros episódios clicando aqui.

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Fonte: Saúde Abril

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Você tem o hábito de observar suas fezes? Se… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-tem-o-habito-de-observar-suas-fezes-se/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-tem-o-habito-de-observar-suas-fezes-se/#respond Tue, 03 Jun 2025 14:22:03 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-tem-o-habito-de-observar-suas-fezes-se/ Há muita gente que, depois de evacuar, tem uma sensação de nojo, fecha rapidamente a tampa do vaso sanitário e dá descarga. Quem faz isso está perdendo a oportunidade de identificar alterações no aspecto das fezes que podem ser reflexo de doenças. Portanto, faz bem observá-las e checar se há algum detalhe atípico. Há uma […]

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Há muita gente que, depois de evacuar, tem uma sensação de nojo, fecha rapidamente a tampa do vaso sanitário e dá descarga. Quem faz isso está perdendo a oportunidade de identificar alterações no aspecto das fezes que podem ser reflexo de doenças.

Portanto, faz bem observá-las e checar se há algum detalhe atípico. Há uma série de escalas de classificação, considerando textura e formato. A mais conhecida é a Escala de Bristol. Mas você não precisa sabê-las de cor para identificar características que fogem do padrão de normalidade e são sinais de alerta para diferentes enfermidades.

Uma alteração facilmente visível é a presença de muco (uma secreção semelhante a catarro) nas fezes, ocorrência típica de inflamação na mucosa do intestino grosso. Uma das causas pode ser uma doença inflamatória intestinal, Crohn ou colite.

Outra pode ser a infecção por Clostridium difficile, uma bactéria que vive normalmente no nosso organismo, mas que pode se multiplicar em casos de desequilíbrio da flora intestinal associado ao uso de antibióticos.

Ela provoca um tipo de colite chamada pseudomembranosa, porque a inflamação forra a parede do intestino como se fosse uma membrana, cujos fragmentos aparecem nas fezes. Mas, nesses casos, o aspecto das fezes acompanha o quadro clínico, que traz outros sintomas, como dor abdominal, febre e diarreia.

Já o cocô escuro e quebradiço, com aspecto de borra de café, remente a sangramento que pode estar no trato digestivo alto (uma úlcera sangrando, por exemplo) ou em outro lugar (como no caso de malformações venosas do tipo hemangiomas).

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No caminho até a evacuação, o sangue é digerido pelo organismo e o ferro faz as fezes ficarem escuras (melena, na terminologia médica). Nesses casos, serão necessários exames adicionais para identificar a origem do sangramento para o tratamento.

Sangue vivo nas fezes, por sua vez, está associado a condições proctológicas, como fissura anal e hemorroidas. As hemorroidas externas são mais sensíveis e doloridas, mas as internas podem ter sangramento e a pessoa não sente nenhuma dor. Além disso, cânceres próximos ao ânus também podem apresentar sangramento.

+Leia também: Sangue nas fezes: 5 possíveis causas para o problema

Doenças hepáticas relacionadas à insuficiência na produção da bile, como acontece muito na hepatite, também podem deixar indícios reveladores no cocô, que fica esbranquiçado, parecido com massa de vidraceiro.

E se as fezes vierem acompanhadas de gotas de gordura? Isso pode ocorrer com pessoas que estão tomando orlistate, remédio para emagrecer que impede que até 30% da gordura ingerida seja absorvida. Mas pode ser um sintoma de má absorção de gordura devido a algumas condições, como insuficiência pancreática, causada por pancreatite crônica.

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Embora menos comum nos dias de hoje graças ao tratamento de água e maiores cuidados na higienização de alimentos, fezes também podem ter vermes ou fragmentos deles, indicando que a pessoa foi contaminada por parasitas como Ascaris (lombriga) e tênia.

Escalas de classificação das fezes podem ajudar apenas a interpretar anormalidades no quesito consistência. Por exemplo, um cocô endurecido está associado com constipação intestinal, que pode ser provocada por medicações – atualmente é comum em pessoas que usam os análogos de GLP-1 (como Ozempic) – ou por alimentação com pouca fibra.

+Leia também: Existe posição correta para fazer cocô? Sim, e pode não ser a sua

Aliás, a evacuação saudável tem muito a ver com uma alimentação equilibrada, rica em fibras e ingestão de líquidos.

Alguns também se preocupam em saber quantas vezes é normal evacuar por dia. Isso não existe. O “normal” varia de acordo com os hábitos de cada ser humano, o lugar onde mora, sua alimentação e seu estilo de vida.

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Portanto, você não precisa contar quantas vezes faz cocô. Mas, quando fizer, não esqueça de olhar seu aspecto. Pode não ser a observação mais agradável do mundo, mas fará muito bem para seus cuidados de saúde.

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Fonte: Saúde Abril

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Quem está tentando se tornar uma pessoa mais ativa pode encontrar algumas barreiras para incorporar os exercícios à rotina. Afinal, vencer o sedentarismo é um processo gradual, que exige cuidados para não sofrer com lesões ou sobrecarregar o corpo com um esforço novo.

Será que existe um exercício ideal para iniciantes?

A boa notícia é que, na verdade, não existe “um” exercício, mas diversas opções, envolvendo atividades físicas mais leves, que podem ser parte desse processo de transição até que você consiga pegar mais no pesado.

Confira cinco alternativas tipicamente indicadas para quem quer começar a fazer atividade física com mais frequência.

1. Caminhada

Difícil encontrar um exercício mais democrático do que a caminhada. (Foto: Arek Adeoye/Unsplash/Divulgação)

Você já ouviu a história de que é preciso dar 10 mil passos por dia para sentir benefícios na saúde? Nem precisa tanto assim: a ciência já mostra que impactos positivos aparecem muito antes disso, a partir dos 2,3 mil passos diários.

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Mesmo sem grande intensidade, simplesmente se mexer de forma mais sistemática já é um baita avanço para quem tinha uma rotina sedentária. Por ser um exercício de baixo impacto, também é uma boa para pessoas obesas, idosos ou quem tem problemas nas articulações.

Comece aos poucos, tentando fazer de 20 a 30 minutos por dia, e vá aumentando a dose seja no tempo, seja na velocidade, transformando a caminhada em uma corrida leve. Ou não: manter-se na caminhada também por si só traz vários benefícios.

+Leia também: Planilha de corrida, tênis, relógio… Do que iniciantes precisam para correr?

2. Calistenia

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Flexão é um dos tipos mais comuns de calistenia (Freepik/Freepik)

Não se assuste com o nome: a calistenia é o exercício que usa o peso do próprio corpo para promover um esforço físico. Entram aqui diversos tipos de atividades clássicas das academias e que também (por não exigirem equipamentos) podem ser feitas em casa: abdominais, agachamentos, flexões e muito mais.

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A barreira de entrada é baixa, já que o praticante só precisa conhecer os movimentos e ter a capacidade de executá-los. Ainda assim, é uma boa ideia consultar um profissional de educação física antes, para aprender como fazer da forma correta, potencializando o exercício e evitando algum mau jeito.

3. Pular corda

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Muito mais do que uma brincadeira de criança, pular corda ajuda na queima de calorias (Freepik/Freepik)

Se você não tem problemas nas articulações nem alguma condição que contraindique o impacto dos saltos, o ato de pular corda é considerado um dos exercícios mais completos para iniciantes: fácil de aprender e de fazer, sem exigir equipamentos difíceis de conseguir, e capaz de dar aquele up no ritmo cardíaco que muita gente precisa.

Outra vez, a dica aqui é ir com calma no começo, especialmente se você não estava habituado a se mexer demais. Pode ser recomendável fazer caminhadas antes para acostumar seu coração à intensidade maior. Ah, sim: se não tiver corda e quiser algum exercício com saltos, outra opção bastante indicada é realizar polichinelos.

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+Leia também: Atividade física: para cada fase, um tipo diferente

4. Bicicleta

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Aulas de bike indoor fazem sucesso atualmente. (Foto: Dercilio/SAÚDE é Vital)

Andar de bicicleta é outro exercício muito indicado e, como diz a frase clássica, quem aprendeu como se faz nunca esquece. Com uma técnica que muita gente domina desde a infância, basta ter a própria bike e uma pista segura para retomar a pedalada, algo excelente para a saúde do coração.

E, mesmo que você não tenha aprendido a andar de bicicleta (ou não queira correr riscos na rua), ainda dá para se beneficiar desse movimento recorrendo a uma ergométrica, aquelas de academia que não saem do lugar. O esforço variado das subidas e descidas pode ser emulado com ajustes no próprio equipamento.

5. Dança

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Estudo comprova benefícios da dança para a saúde física e mental (SerrNovik/Getty Images)
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Agora, se você realmente não se interessa por nenhuma atividade física com cara de “exercício”, talvez a melhor pedida seja algo com um aspecto mais lúdico. A dança é uma boa alternativa para mexer o corpo de maneira controlada e benéfica para a saúde, sem aquela sensação de estar fazendo algo “por obrigação”.

Não funcionou para você? Ainda dá para tentar outras atividades que exigem do corpo e não têm a mesma pegada de uma malhação em academia, como alguma das variantes do ioga.

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Fonte: Saúde Abril

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Vacinação já: proteger-se da gripe e do VSR… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/vacinacao-ja-proteger-se-da-gripe-e-do-vsr/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/vacinacao-ja-proteger-se-da-gripe-e-do-vsr/#respond Mon, 02 Jun 2025 21:23:37 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/vacinacao-ja-proteger-se-da-gripe-e-do-vsr/ Com a chegada das estações mais frias, os vírus respiratórios ganham força — e nós, que atuamos com a saúde dos idosos, já sabemos o que isso significa. É nesse período que a gripe e o vírus sincicial respiratório (VSR) se tornam ameaças reais à saúde da população mais velha. São infecções que, muitas vezes, […]

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Com a chegada das estações mais frias, os vírus respiratórios ganham força — e nós, que atuamos com a saúde dos idosos, já sabemos o que isso significa. É nesse período que a gripe e o vírus sincicial respiratório (VSR) se tornam ameaças reais à saúde da população mais velha.

São infecções que, muitas vezes, passam despercebidas nas conversas do dia a dia, mas que têm potencial para comprometer não apenas a qualidade de vida, como também a vida em si.

A gripe, por exemplo, não é um simples resfriado. Em pessoas idosas, ela pode evoluir para complicações como pneumonia, descompensação de doenças crônicas, internações e, em muitos casos, levar ao óbito.

Já o VSR, mais conhecido por causar bronquiolite em crianças, também representa um risco para os mais velhos, podendo desencadear quadros graves, como bronquiolite em adultos, exacerbações de DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica) e insuficiência respiratória.

+Leia também: Todas as mortes por covid-19 e gripe em Porto Alegre em 2025 foram de não vacinados

O que me preocupa, como médica geriatra (ofício em que atuo há duas décadas), é perceber que ainda enfrentamos barreiras para ampliar a cobertura vacinal nessa faixa etária. Seja por falta de informação, seja por medo de reações, ou até por aquela falsa sensação de que “nunca fiquei doente mesmo”, muitos idosos deixam de se vacinar — e isso é um erro.

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A imunização contra a gripe e o VSR é uma das ferramentas mais poderosas que temos para proteger a saúde dos mais velhos. E ela precisa ser feita com antecedência: o corpo leva cerca de duas semanas para criar anticorpos protetores. Vacinar-se agora é garantir proteção quando a circulação dos vírus estiver mais intensa.

Como presidente da Comissão de Imunização da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), tenho reforçado a importância de uma cultura de prevenção. Envelhecer bem não é só manter bons hábitos de alimentação, sono e atividade física — é também proteger-se de infecções evitáveis. É cuidar do corpo com respeito e da vida com responsabilidade.

Por isso, deixo aqui meu alerta: se você tem mais de 60 anos — ou cuida de alguém que tem — procure a unidade de saúde mais próxima e atualize a sua carteira de vacinação. Converse com seu médico, tire suas dúvidas e vacine-se o quanto antes. A prevenção começa agora, antes que os vírus cheguem com força total.

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Porque viver bem é também saber se proteger. E a vacina é um dos caminhos mais eficazes para se chegar bem à velhice!

+Leia também: Quais vacinas os idosos devem tomar? Guia atualiza recomendações

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Fonte: Saúde Abril

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Transposição ovariana: o que é e quando é in… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/transposicao-ovariana-o-que-e-e-quando-e-in/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/transposicao-ovariana-o-que-e-e-quando-e-in/#respond Mon, 02 Jun 2025 13:18:29 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/transposicao-ovariana-o-que-e-e-quando-e-in/ Técnicas como a transposição ovariana ajudam a preservar a fertilidade diante de problemas que afetam os órgãos reprodutores (Freepik/Freepik) Continua após publicidade A incidência de câncer e outros problemas ginecológicos preocupa muitas famílias que desejam planejar uma gestação, especialmente para o futuro. O câncer de ovário, por exemplo, só fica atrás do câncer de colo do […]

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Técnicas como a transposição ovariana ajudam a preservar a fertilidade diante de problemas que afetam os órgãos reprodutores (Freepik/Freepik)
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A incidência de câncer e outros problemas ginecológicos preocupa muitas famílias que desejam planejar uma gestação, especialmente para o futuro. O câncer de ovário, por exemplo, só fica atrás do câncer de colo do útero entre os cânceres ginecológicos mais comuns, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Por isso, a medicina tem desenvolvido novas técnicas que ajudam a preservar a fertilidade de pacientes durante e após tratamentos de radioterapia na região pélvica. Uma dessas técnicas é a ooforopexia, ou cirurgia de transposição ovariana. Entenda o que é a operação e em quais casos ela é mais indicada.

O que é a transposição ovariana?

A transposição dos ovários consiste em transferir os órgãos reprodutivos femininos temporariamente para a região do abdômen.

Na operação também são colocados clipes de titânio para orientar o radioterapeuta sobre a posição dos órgãos. O objetivo é afastar os ovários da região que sofrerá radiação e evitar possíveis danos ou a sua inutilização.

Por isso, a operação deve ser realizada perto do início da radioterapia. Após o tratamento terminar, os ovários podem ser reposicionados. Neste período e depois da cirurgia, a atividade ovariana continua normal, mantendo-se o ciclo menstrual.

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A operação é minimamente invasiva, podendo ser realizada por laparoscopia. Se houver a vontade de congelar óvulos, a aspiração pode ser feita durante o procedimento.

Quem pode fazer transposição ovariana?

A cirurgia de transposição ovariana é mais recomendada em casos de câncer localizados, como tumores em estágios iniciais e linfomas, e não é indicada para pacientes com mais de 40 anos.

Os principais riscos da ooforopexia incluem:

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  • falência prematura dos ovários
  • formação de cistos
  • lesões de ureter
  • torção dos vasos sanguíneos ovarianos
  • sangramento intraoperatório
  • migração dos ovários de volta para a posição original

Quem desejar conduzir uma gestação tardia com ou sem problemas oncológicos deve procurar um ginecologista para realizar o seu planejamento gestacional e avaliar as opções disponíveis.

Já no caso de pacientes com câncer, recomenda-se aguardar entre seis meses a dois anos para tentar engravidar após o término do tratamento, segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

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Fonte: Saúde Abril

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Análise genética revela a origem dos vira-latas https://radar-rh.apdprh-br.org.br/analise-genetica-revela-a-origem-dos-vira-latas/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/analise-genetica-revela-a-origem-dos-vira-latas/#respond Mon, 02 Jun 2025 05:10:59 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/analise-genetica-revela-a-origem-dos-vira-latas/ Teste genéticos também estão disponíveis para diagnóstico de doenças raras em pets e descoberta de ancestralidade (Catherine Ledner/Getty Images) Continua após publicidade Vivemos na era da genômica — e os pets não ficam de fora. Estão disponíveis no mercado testes para descobrir de quais raças o amigo peludo descende e como as predisposições genéticas explicam seus […]

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Teste genéticos também estão disponíveis para diagnóstico de doenças raras em pets e descoberta de ancestralidade (Catherine Ledner/Getty Images)
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Vivemos na era da genômica — e os pets não ficam de fora. Estão disponíveis no mercado testes para descobrir de quais raças o amigo peludo descende e como as predisposições genéticas explicam seus comportamentos e problemas de saúde.

“Basta adquirir um kit, coletar a saliva do animal com o cotonete fornecido, armazená-lo segundo as instruções e enviar o conjunto de volta à empresa. O sequenciamento estará pronto em poucos dias”, explica Rodrigo Faria Matheucci, CEO do Grupo DNA, empresa brasileira que desenvolve exames para humanos e seus companheiros de quatro patas.

Além de matarem a curiosidade sobre as origens de cães e gatos vira-latas, os exames também servem para rastrear condições genéticas raras. A depender de quão completa for a análise, o preço pode chegar a 2 299 reais.

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Mil e uma utilidades

Cabe procurar um veterinário para avaliar quando vale investigar e como interpretar os resultados do teste

Diagnóstico

Mutações genéticas são responsáveis por uma série de condições no mundo pet, como a síndrome de Scott.

Prevenção

Variantes também podem predispor a problemas futuros, que podem ser evitados ou diagnosticados precocemente. 

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Comportamento

Hábitos alimentares, padrão de sono e até personalidade são aspectos bastante influenciados pelo genoma.

Ancestralidade

Dá para descobrir as origens de cães e gatos sem raça definida ou ainda se certificar se o seu companheiro é de determinada raça.

Curiosidade

Em parceria com a Pedigree, a empresa mapeará a genética do vira-lata caramelo. Patrimônio cultural!

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Fonte: Saúde Abril

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Uva passa branca: quais são seus benefícios… https://radar-rh.apdprh-br.org.br/uva-passa-branca-quais-sao-seus-beneficios/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/uva-passa-branca-quais-sao-seus-beneficios/#respond Sun, 01 Jun 2025 20:44:50 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/uva-passa-branca-quais-sao-seus-beneficios/ Não importa se você está no time dos que gostam de uva passa ou daqueles que ficam furiosos quando ela aparece em alguma receita: independentemente da preferência pessoal, ela pode, sim, ser uma aliada da sua saúde. E tanto faz se é uma uva passa branca ou mais escura, já que os nutrientes que interessam […]

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Não importa se você está no time dos que gostam de uva passa ou daqueles que ficam furiosos quando ela aparece em alguma receita: independentemente da preferência pessoal, ela pode, sim, ser uma aliada da sua saúde. E tanto faz se é uma uva passa branca ou mais escura, já que os nutrientes que interessam estão presentes em níveis bem semelhantes.

Vamos por partes: primeiro, vale deixar claro que a diferença na cor das uvas não é tão relevante quando pensamos na fruta em si. Embora as mais escuras possam ter concentrações um pouco maiores de determinados compostos (como o resveratrol), essa distinção faz mais sentido para sucos e vinhos, não para o consumo da uva in natura ou desidratada.

Com isso em mente, vale entender um pouco melhor o que as uvas (brancas ou não) têm a oferecer, e o que muda quando elas se tornam passas.

Benefícios das uvas

As uvas são ricas em antioxidantes, entre eles alguns compostos particularmente famosos e estudados como os flavonoides e o já citado resveratrol. Antioxidantes combatem os radicais livres, sendo importantes para a saúde de maneira ampla: eles ajudam a reduzir os riscos de desenvolver doenças crônicas, problemas associados ao envelhecimento e até alguns tipos de câncer.

Como outras frutas, as uvas também são ricas em fibras, que ajudam no bom funcionamento do intestino (prevenindo casos de prisão de ventre), na sensação de saciedade entre as refeições, e no controle de outros aspectos relacionados à nutrição que também são relevantes para a saúde, como os níveis de glicose e colesterol.

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Uvas também são fontes de nutrientes como potássio (bom para regular a pressão arterial) e vitamina K (importante para a capacidade de cicatrização, entre outras razões), além de ajudar na saúde óssea devido aos seus teores de cálcio.

Em geral, as únicas diferenças mais significativas para as passas escuras é que as brancas têm um pouco menos de potássio e não oferecem ferro.

E a uva passa, serve para quê?

A uva passa branca (ou de outra cor) nada mais é do que a versão desidratada do fruto in natura. Nesse caso, o processo é o mesmo que ocorre com outras frutas: quando a uva é ressecada, suas propriedades nutricionais se tornam mais concentradas, isto é, são intensificadas.

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Isso é especialmente desejável para aqueles nutrientes benéficos para a saúde, mas exige uma atenção especial em relação a outros que podem causar problemas quando consumidos em excesso, caso dos carboidratos, que também ficam presentes em maior quantidade.

Como consumir

Ela pode ser incluída em diferentes tipos de receitas, incluindo saladas e como substituta do açúcar em bolos e outros doces.

Embora uvas passas possam ser benéficas para a saúde e sejam fáceis de inserir na alimentação depois que a pessoa vence a resistência a elas, essas circunstâncias exigem cuidados.

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Pessoas com diabetes ou em dietas de emagrecimento precisam ficar atentas a produtos que possam influenciar significativamente o controle de calorias e açúcares que estão sendo ingeridos, o que inclui as passas.



Fonte: Saúde Abril

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Líderes globais, representantes governamentais, organizações internacionais e especialistas em saúde articulam uma iniciativa inédita para enfrentar uma das maiores ameaças silenciosas à saúde pública global: o acidente vascular cerebral (AVC), entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo.

Liderado pela Global Stroke Action Coalition — primeiro movimento internacional de advocacy focado exclusivamente na prevenção e controle do AVC — o esforço busca promover uma resposta coordenada e urgente à crescente incidência da doença.

O tema foi pautado na 78ª Assembleia Mundial da Saúde, que ocorreu em maio em Genebra, e também será lembrado na Assembleia Geral da ONU, em setembro, em Nova York.

As projeções apontam para um cenário preocupante: sem intervenções concretas, a carga global do AVC deve aumentar 50% nos próximos 25 anos, com potencial para causar 10 milhões de mortes e gerar um custo estimado de US$ 1,6 trilhão por ano.

No Brasil, em 2024, o AVC foi responsável por 84.878 mortes, segundo o Portal da Transparência dos Cartórios de Registro Civil. Embora grave, o AVC é uma condição prevenível (90% dos casos podem ser evitados), tratável e recuperável — mas desde que haja políticas públicas eficazes e sistemas de saúde preparados.

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A união das nações em torno desse problema mostra que o mundo está, finalmente, priorizando o AVC. Os esforços por uma agenda global marca um momento histórico e sinaliza um novo horizonte para milhões de pessoas.

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Entre as principais recomendações das lideranças estão a inclusão do AVC nas estratégias nacionais de saúde; a elaboração de Planos Nacionais de Ação; o investimento contínuo em prevenção, tratamento e reabilitação; a participação ativa de sobreviventes na construção de políticas públicas e a implementação de sistemas robustos de monitoramento.

Os dados reforçam a urgência dessas medidas: a cada ano, são registrados 12 milhões de novos casos de AVC, com 7 milhões de mortes e 94 milhões de pessoas vivendo com sequelas. Além disso, 53% dos casos ocorrem em pessoas com menos de 70 anos — com crescimento expressivo entre os mais jovens — e 89% da carga global da doença está concentrada em países de baixa e média renda.

E em território brasileiro, como estão nossas ações de enfrentamento? A política federal que levou à criação de uma rede de hospitais especializados no atendimento ao AVC e à adoção de uma série de protocolos para reduzir óbitos e sequelas destacam o Brasil no cenário mundial.

Um dos protocolos, que instituiu o uso de trombolítico no AVC (medicamento que desfaz o trombo ou coágulo sanguíneo e desentope a circulação) no Sistema Único de Saúde (SUS), em 2012, preconiza que o tratamento seja realizado em até 4,5 horas do início dos sintomas. E que, entre a chegada do paciente ao hospital e o início do tratamento, o tempo de espera não ultrapasse 60 minutos. Quando se fala em AVC, o tempo é decisivo: a cada minuto em que não é tratado 1,9 milhão de neurônios morrem.

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A partir de 2012, houve também a criação de centros do SUS especializados no atendimento ao AVC, financiados pelo Ministério da Saúde, totalizando atualmente 119 unidades.

Já a partir de 2023, outra ferramenta importante foi incorporada ao sistema público, a partir de um estudo brasileiro: a trombectomia mecânica, que consiste na desobstrução da artéria cerebral por meio de um cateter que leva um dispositivo para remover o coágulo do vaso sanguíneo no cérebro.

Estudos constataram que o procedimento pode aumentar em três vezes as chances de o paciente permanecer independente após o AVC, por diminuição das sequelas. Atualmente, 13 hospitais públicos oferecem o procedimento.

O Brasil deu passos importantes, mas ainda há desafios significativos. As desigualdades regionais estão entre os principais deles. Cerca de 77% dos centros de AVC públicos e privados estão no Sul e no Sudeste. Na região Norte são muito poucos, com alguns estados, inclusive, sem nenhum.

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Quando o atendimento especializado faz a diferença entre viver e morrer, a ausência de centros de AVC no Brasil se torna uma sentença. Um estudo recente mostra que a mortalidade chega a 49% em hospitais sem essa estrutura, contra 17% onde ela existe. Não se trata apenas de números, mas de vidas perdidas por desigualdade de acesso. E em um país que garante o tratamento por lei, isso é inaceitável.

É preciso garantir que os hospitais tenham estrutura, equipe capacitada e, principalmente, que o atendimento aconteça no tempo certo. A expansão da rede e o treinamento de profissionais são essenciais e permanentes.

Assim como o tratamento, a prevenção e a reabilitação pós-AVC também precisam de atenção. Controlar a pressão arterial, promover hábitos saudáveis e garantir que o paciente tenha acesso à reabilitação são partes de uma mesma estratégia. O cuidado com o AVC não começa no hospital e nem termina na alta. Ele precisa ser contínuo, integrado e acessível em todas as fases.

A expectativa é que o Brasil siga se consolidando como liderança no combate ao AVC, com um olhar atento aos próprios gargalos, enquanto o planeta se organiza para transformar uma das maiores causas de morte e incapacidade em um problema de saúde pública controlável.

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O mundo está se unindo para enfrentar o AVC de forma estratégica e coordenada, e nosso país tem muito a contribuir nesse processo. Ao reconhecer seus próprios desafios e compartilhar soluções, o Brasil se coloca como parte ativa dessa transformação global. A resposta ao AVC pode — e deve — ser um exemplo de como cooperação internacional e políticas públicas podem salvar milhões de vidas.

*Sheila Martins é neurologista, pesquisadora brasileira, presidente da Rede Brasil AVC, ex-presidente da World Stroke Organization e uma das coordenadoras da Global Stroke Action Coalition

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Fonte: Saúde Abril

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