Arquivos Acontece em São Paulo - Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/informacoes/por-regiao/acontece-em-sao-paulo/ Seu portal de notícias Wed, 04 Jun 2025 10:25:11 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.1 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Favicon-Radar-Noticias-Grande-e1748225644153-1-32x32.jpeg Arquivos Acontece em São Paulo - Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/informacoes/por-regiao/acontece-em-sao-paulo/ 32 32 Você já foi chamado de “coxinha”? https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-ja-foi-chamado-de-coxinha/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-ja-foi-chamado-de-coxinha/#respond Wed, 04 Jun 2025 10:25:11 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-ja-foi-chamado-de-coxinha/ O texto começa informando que na época dos protestos a Folha de S. Paulo, em sua revista de domingo, tentou explicar o novo significado do velho e gorduroso petisco de botequim, explicando: “trata-se de gíria paulistana.” Para explicar o novo significado da palavra, a revista entrevistou pessoas que já tinham ouvido falar em “coxinhas”. Logo […]

O post Você já foi chamado de “coxinha”? apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

O texto começa informando que na época dos protestos a Folha de S. Paulo, em sua revista de domingo, tentou explicar o novo significado do velho e gorduroso petisco de botequim, explicando: “trata-se de gíria paulistana.” Para explicar o novo significado da palavra, a revista entrevistou pessoas que já tinham ouvido falar em “coxinhas”. Logo surgiu um consenso sobre o seu significado: “coxinha” é gente engomada, certinha, que segue a maioria. Gente convencional e conservadora, em suma.

Mas foi o diário Correio do Brasil, de Curitiba – também 2013 – que apresentou a melhor explicação para o vocábulo que tomou conta dos protestos. O periódico não buscou somente a nova acepção da palavra, mas sua relação com as manifestações. Juntou o sociólogo Leonardo Rossato e o professor de português Michel Montanha, que elaboraram uma análise sociológica do “coxinha” e apresentaram uma hipótese sobre sua origem: “Coxinha, sociologicamente falando, é um grupo social específico, que compartilha determinados valores. Dentre eles está o individualismo exacerbado e dezenas de coisas que derivam disso: a necessidade de diferenciação em relação ao restante da sociedade, a forte priorização da segurança em sua vida cotidiana, como elemento do ‘não me misturo’ com pessoas que considero de mim, além da forte necessidade de se parecer bom moço.”

Outro significado tem origem nos pobres “almoços” dos policiais nos anos de 1980, que recebiam vales-refeição tão desvalorizados que acabaram apelidados de “vale-coxinha”. Com o tempo, policial e coxinha tornaram-se sinônimos. Os programas policiais no rádio e na TV acabaram por estender o novo significado da palavra a todos aqueles policiais, civis ou militares, preocupados com a segurança acima de tudo. Concluo que os “coxinhas” parecem estar identificados com São Paulo, fenômeno tipicamente paulistano daqueles que se dizem conservadores ou de direita, sem saber de fato o que é ser de direita, mas simplesmente porque não concordam com as idéias do PT. Como tal o prefeito reagiu em tom nervoso, mas disse depois que “com bom humor você desanuvia o ambiente”.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Você já foi chamado de “coxinha”? apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/voce-ja-foi-chamado-de-coxinha/feed/ 0
STF marca para 10 de junho julgamento sobre biografias não autorizadas https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stf-marca-para-10-de-junho-julgamento-sobre-biografias-nao-autorizadas/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stf-marca-para-10-de-junho-julgamento-sobre-biografias-nao-autorizadas/#respond Wed, 04 Jun 2025 02:22:24 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stf-marca-para-10-de-junho-julgamento-sobre-biografias-nao-autorizadas/ O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 10 de junho o julgamento sobre a constitucionalidade da publicação de biografias não autorizadas. Os ministros vão julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada, em 2012, pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) contra liminares que proíbem o lançamento das biografias. A associação questiona a […]

O post STF marca para 10 de junho julgamento sobre biografias não autorizadas apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o dia 10 de junho o julgamento sobre a constitucionalidade da publicação de biografias não autorizadas. Os ministros vão julgar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade impetrada, em 2012, pela Associação Nacional dos Editores de Livros (Anel) contra liminares que proíbem o lançamento das biografias.

A associação questiona a constitucionalidade dos Artigos 20 e 21 do Código Civil. A Anel argumenta que a norma contraria a liberdade de expressão e de informação, e pede que o Supremo declare que não é preciso autorização do biografado para a publicação dos livros.

Segundo o Artigo 20 do Código Civil, “salvo se autorizadas, ou se necessárias à administração da Justiça ou à manutenção da ordem pública, a divulgação de escritos, a transmissão da palavra, ou a publicação, a exposição ou a utilização da imagem de uma pessoa poderão ser proibidas, a seu requerimento e sem prejuízo da indenização que couber, se lhe atingirem a honra, a boa fama ou a respeitabilidade, ou se se destinarem a fins comerciais.”

Um dos casos que podem ser influenciados pela decisão do Supremo é a biografia não-autorizada do cantor Roberto Carlos. A biografia Roberto Carlos em Detalhes foi escrita por Paulo César de Araújo. Em 2007, 11 mil exemplares foram recolhidos das livrarias após ação judicial impetrada pelo advogado do cantor.



Fonte: Estadão São Paulo

O post STF marca para 10 de junho julgamento sobre biografias não autorizadas apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stf-marca-para-10-de-junho-julgamento-sobre-biografias-nao-autorizadas/feed/ 0
Livro e exposição resgatam chegada do zepelim ao Brasil https://radar-rh.apdprh-br.org.br/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/#respond Tue, 03 Jun 2025 17:54:25 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/ Há exatamente 85 anos – 22 de maio de 1930 – o dirigível LZ -127 Graf Zeppelin iniciava sua primeira viagem pelo Brasil visitando várias capitais brasileiras, a começar por Recife. Foi o primeiro modelo aéreo a cruzar o Oceano Atlântico, vindo da Europa rumo à América do Sul e em comemoração à data, acontece […]

O post Livro e exposição resgatam chegada do zepelim ao Brasil apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Há exatamente 85 anos – 22 de maio de 1930 – o dirigível LZ -127 Graf Zeppelin iniciava sua primeira viagem pelo Brasil visitando várias capitais brasileiras, a começar por Recife. Foi o primeiro modelo aéreo a cruzar o Oceano Atlântico, vindo da Europa rumo à América do Sul e em comemoração à data, acontece na capital de Pernambuco a exposição, “O Zeppelin no Recife” reunindo imagens sobre a passagem do dirigível pela cidade.

A exposição acontece até 26 de junho, no Museu da Cidade do Recife, no Forte das Cinco Pontas, bairro de São José e junto ao evento se pode adquirir o livro “O Zeppelin no Recife”, contendo imagens selecionadas pelo historiador Dirceu Marroquim e fotos do artista plástico Jobson Figueiredo.

O material faz parte do acervo do museu e da coleção particular de Jobson, um apaixonado pela história dos dirigíveis que, por iniciativa própria, restaurou a torre de atracação dos zepelins, instalada no Parque do Jiquiá, na zona Oeste do Recife, para ser utilizada na época. De acordo com a Prefeitura da cidade, a torre de Jiquiá é o único equipamento de atracação para esse tipo de aeronave que restou no mundo.

A mostra conta com projeções, fotografias e músicas da década de 1930, recriando o clima do Recife quando da chegada do zepelim à cidade. Os jornais da época contam que foram meses de preparativos para o grande dia e o então prefeito, Francisco da Costa Maia, decretou feriado municipal para que todos pudessem ver a chegada do dirigível. Cerca de 15 mil pessoas se dirigiram até o Jiquiá acompanhar a chegada do dirigível, de acordo com registros de jornais da época.

Em 27 de maio de 1930, uma terça – feira, o jornal O Estado de São Paulo publicou uma ampla reportagem sobre o dirigível Graf Zeppellin no Brasil, que depois de adentrar ao país pelo Recife, seguiu ao Rio de Janeiro e passou por São Paulo “O Conde Zeppellin deve partir hoje para Nova York”, dizia o Estadão, acompanhado de foto do dirigível fazendo evoluções no Campo dos Afonsos.

http://acervo.estadao.com.br/pagina/#!/19300527-18556-nac-0002-999-2-not

O LZ – 127 Graf Zeppelin tinha 230 metros de comprimento e cerca de 30 metros de diâmetro. “O LZ – 129 Hindenburg era ainda maior, 245 metros de comprimento e 41, 2 metros de diâmetro”, informa Jobson Figueiredo curador da exposição, acrescentando que os zepelins se tornaram marca registrada da propaganda nazista e a suástica começou a ser aplicada na fuselagem das aeronaves. Nem todos os comandantes, entretanto, concordavam em divulgar o nazismo, especialmente os de fora da Alemanha.

Mas a história dos zepelins acaba interrompida pela explosão do dirigível Hindenburg, em 6 de maio de 1937, quando 35 pessoas morreram. O acidente aconteceu no final de uma tarde chuvosa, 77 horas depois da decolagem em Frankfurt. A bordo estavam 61 tripulantes, 36 passageiros, dois cachorros, além de bagagem, cargas e correspondências. O forte vento em Lakehurst, imediações de Nova York, havia obrigado o capitão Max Pruss a sobrevoar o atracador por duas vezes. Ao mesmo tempo, ordenou que fossem soltos gás e mais de uma tonelada de água para aliviar o peso. O zepelim já estava com as escadas baixadas quando, a 60 metros do chão, iniciou-se um incêndio em sua cauda. Meio minuto depois, o corpo do dirigível caía, em chamas, com o solo.

Hoje, os técnicos têm quase certeza de que a causa está nas leis da física. O gás hidrogênio, que fazia o balão flutuar, vazou devido a uma trágica cadeia de circunstâncias e explodiu em contato com o ar, por causa da eletricidade estática acumulada na atmosfera com o temporal. O fogo espalhou-se rapidamente pela parede externa do dirigível, feita de algodão e linho e revestida por uma fina camada de alumínio.

Depois da tragédia, a indústria alemã de zepelins passou a fazer contatos com os Estados Unidos para importar hélio, gás não inflamável, produzido no Texas. Os negociadores alemães quase haviam atingido seu objetivo, um navio com milhares de garrafas do gás estava a caminho da Alemanha quando os nazistas invadiram a Áustria, a 1º de março de 1938. Mais interessado na guerra do que no pioneirismo aéreo, três anos após o acidente do Hindenburg, Hitler manda destruir o hangar de dirigíveis em Frankfurt. Hoje os zepelins perderam sentido e se tornaram obsoletos por não dispor do mesmo conforto e velocidade dos aviões.

Serviço Exposição e livro “O Zeppelin no Recife” Até 26 de junho Visitação de terça a sábado, das 9h às 17h Recife – PE



Fonte: Estadão São Paulo

O post Livro e exposição resgatam chegada do zepelim ao Brasil apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/livro-e-exposicao-resgatam-chegada-do-zepelim-ao-brasil/feed/ 0
Arqueólogas descobrem no Rio de Janeiro antigo caminho secreto de dom Pedro I https://radar-rh.apdprh-br.org.br/arqueologas-descobrem-no-rio-de-janeiro-antigo-caminho-secreto-de-dom-pedro-i/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/arqueologas-descobrem-no-rio-de-janeiro-antigo-caminho-secreto-de-dom-pedro-i/#respond Tue, 03 Jun 2025 09:45:45 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/arqueologas-descobrem-no-rio-de-janeiro-antigo-caminho-secreto-de-dom-pedro-i/ Nas pesquisas as arqueólogas também encontraram no terreno recortes de jornal sobre a Primeira Grande Guerra descobertos dentro de um objeto de metal. O trecho encontrado estava escondido por uma camada de 2 metros e 40 centímetros de entulho e areia, que se acumularam em muitas décadas. “A área foi ocupada no início do século […]

O post Arqueólogas descobrem no Rio de Janeiro antigo caminho secreto de dom Pedro I apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Nas pesquisas as arqueólogas também encontraram no terreno recortes de jornal sobre a Primeira Grande Guerra descobertos dentro de um objeto de metal. O trecho encontrado estava escondido por uma camada de 2 metros e 40 centímetros de entulho e areia, que se acumularam em muitas décadas. “A área foi ocupada no início do século XX para a construção da Villa Aymoré, dez casas geminadas construídas por Maria José de Seabra, que impactaram de forma decisiva no trajeto deste caminho, pois algumas das casas, a 9 e a 10, foram construídas numa parte do trajeto levava à antiga casa da baronesa Maria Benedita”, explicaram. Em 1848, a residência chegou a ir a leilão, mas não se sabe se este foi concluído. A mansão ficou abandonada e acabou sendo ocupada por mais de 80 famílias. Virou cortiço e terminou demolida na década de 1970.

No livro “1822” escrito pelo jornalista Laurentino Gomes, se explica que dom Pedro como colecionador de amantes namorava as duas irmãs ao mesmo tempo e que o marido de Maria Benedita administrava alguns bens do imperador. A casa da baronesa foi palco de muitas festas reunindo a nobreza da época. Dessa fase ficaram pedaços de alguns utensílios domésticos, achados pelas pesquisadoras. A lista do que foi encontrado inclui ainda vidros de perfume, potes de pasta de dentes, escovas de dentes e moedas antigas.

Outros Achados

Entre 2010 e 2015, foram recolhidas 30 mil peças do terreno onde está a Villa Aymoré, na Glória – Rio de Janeiro, das quais se destacam: Fivela de Cinto: A peça, sem data, foi encontrada no terreno junto ao caminho da baronesa. Anestésico: Um vidro com tampa conta-gotas de origem alemã, do final século XIX, também foi recolhido. Louças: A equipe descobriu um grande volume de faianças francesa e portuguesa do século XIX. Moedas: Entre as achadas, havia uma com a imagem de dom Pedro I, de 1823/1830 Cachimbos: Associados aos escravos, estão no material reunido pelas arqueólogas. Cápsula do Tempo: Foi achado um pequeno pedaço de metal com dois recortes de jornal com notícias sobre a Primeira Guerra Mundial. Joia: Anel de olho de tigre com prata, da era vitoriana.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Arqueólogas descobrem no Rio de Janeiro antigo caminho secreto de dom Pedro I apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/arqueologas-descobrem-no-rio-de-janeiro-antigo-caminho-secreto-de-dom-pedro-i/feed/ 0
Morgado de Mateus é nome de rua e de um título de nobreza https://radar-rh.apdprh-br.org.br/morgado-de-mateus-e-nome-de-rua-e-de-um-titulo-de-nobreza/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/morgado-de-mateus-e-nome-de-rua-e-de-um-titulo-de-nobreza/#respond Tue, 03 Jun 2025 01:19:57 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/morgado-de-mateus-e-nome-de-rua-e-de-um-titulo-de-nobreza/ Morgado de Mateus dá nome a uma rua no bairro da Vila Mariana, mas não é nome de gente e o dono desse título nobiliárquico governou São Paulo. O Arquivo Público do Governo do Estado de São Paulo promove a partir de 28 de abril a exposição “Em nome d’ El Rey : 250 anos […]

O post Morgado de Mateus é nome de rua e de um título de nobreza apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Morgado de Mateus dá nome a uma rua no bairro da Vila Mariana, mas não é nome de gente e o dono desse título nobiliárquico governou São Paulo. O Arquivo Público do Governo do Estado de São Paulo promove a partir de 28 de abril a exposição “Em nome d’ El Rey : 250 anos do governo do Morgado de Mateus em São Paulo – 1765 – 2015”. A mostra exibe documentos durante a fase colonial na capitania de São Paulo e ficará em cartaz até o dia 31 de julho de 2015.

A figura central da mostra é Luís António de Sousa Botelho Mourão, que recebeu do rei de Portugal um titulo de nobreza diferenciado. Em vez de barão, visconde ou marquês; a denominação foi morgado, baseado na transmissão da posse de terras em regime de morgadio, ou seja, uma forma de organização familiar cuja linhagem de sucessores, possuía código, estatutos e comportamentos a serem seguidos. Em Lisboa há uma freguesia com o nome Mateus onde foi construído um palácio residencial destinados aos nobres sucessores do morgadio e por consequência Condes de Vila Real.

O nosso Morgado de Mateus foi o quarto na linhagem de sucessores e viveu entre 1722 e 1798. Ele chegou ao Brasil a pedido do Rei de Portugal em 1765 e governou São Paulo durante dez anos na busca de reverter o quadro de pobreza e abandono em que capitania se encontrava após o término da fase de entradas e bandeiras que desviou o interesses para Minas Gerais onde havia ouro, deixando São Paulo na penúria e quase abandonada. Toda a região sul do Brasil, do Paraná ao Prata, estava também ameaçada pelo risco de ocupação por parte das colônias de língua castelhana, dominadas pela Espanha. Para modificar essa situação, o Morgado de Mateus organizou o governo, reforçou as defesas, criou vilas onde hoje estão cidades como Jacareí e São José dos Campos, recenseou a população e fomentou a economia. “Todas essas atividades geraram documentos escritos, como requerimentos, alvarás, avisos, provisões, patentes e cartas de sesmarias, que estão preservados e fazem parte da mostra”,informa Marcelo Quintanilha, curador da exposição e também diretor do centro de acervo permanente do Arquivo do Estado que vê na pesquisa a possibilidade do público interessado descobrir como funcionavam os governos e agiam os governantes do passado. “Esse levantamento esclarece como se davam as relações de poder entre o Estado e a economia, justiça, organização militar e agrária, proporcionando um espelho onde se pode observar o passado.

O evento de abertura terá início às 9h30, com o Seminário: “Em Nome d´El Rey: 250 anos do governo Morgado de Mateus em São Paulo -1765-2015”, terá a participação de Heloísa Belloto, professora de História da Universidade de São Paulo – USP e consultora da exposição. Também estarão no encontro, Ana Canas; diretora do Arquivo Histórico Ultramarino do Instituto de Investigação Científica Tropical de Portugal, Norma Cassares; diretora técnica do Núcleo de Conservação do Apesp – Portugal.

Finalizam o encontro, Jobson Arruda, professor do Departamento de História e do Programa de Pós-graduação em História Econômica da USP e Vera Ferline; diretora do Monumento Nacional Ruínas Engenho São Jorge dos Erasmos e presidente da Comissão Gestora da Cátedra Jaime Cortesão do Instituto Camões; Pablo Oller, pesquisador da Cátedra Jaime Cortesão; e Ana Maria Camargo, professora do Departamento de História da USP e autora de trabalhos na área de arquivos.

Direcionada a todos os públicos, a exposição “Em Nome d’El Rey”, conta com material de apoio especialmente dirigido aos visitantes que querem aprofundar o conhecimento na história de São Paulo, mergulhando no acervo do Arquivo Público. A exposição tem o apoio do Consulado Geral de Portugal, da Universidade de São Paulo – USP e da Casa de Mateus, instituição cultural localizada em Vila Real, Portugal.

Confira os nomes de todos os Morgados de Mateus

António Álvares Coelho, 1.º morgado de Mateus; Matias Álvares Mourão, Morgado da Prata (1669-d. 1730), 2.º morgado de Mateus; António José Botelho Mourão (1688-1746), 3.º morgado de Mateus; Luís António de Sousa Botelho Mourão* (1722-1798), 4.º morgado de Mateus; José Maria de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1758-1825), 5.º morgado de Mateus; José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1785-1855), 6.º morgado de Mateus, 1.° Conde de Vila Real; Fernando de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1815-1858), 7.º morgado de Mateus, 2.° Conde de Vila Real; José Luís de Sousa Botelho Mourão e Vasconcelos (1843-1923), 8.º e último morgado de Mateus, 3.° Conde de Vila Real; Fernando de Sousa Botelho e Melo (1870-1928), 4.° Conde de Vila Real, 3.º Conde de Melo; Maria Teresa de Sousa Botelho e Melo (1871-1947), 5.° Condessa de Vila Real, 4.ª Condessa de Melo, 2.ª Condessa de Mangualde; Francisco de Sousa Botelho de Albuquerque (1909-1973), 6.° Conde de Vila Real, 5.ª Conde de Melo, 3.ª Conde de Mangualde; *governou São Paulo.

Serviço:

“Em Nome d´El Rey: 250 anos do governo Morgado de Mateus em São Paulo – 1765-2015” Período: de 28 de abril a 31 de julho de 2015 Local: Arquivo Público do Estado de São Paulo (Piso Térreo) Rua Voluntária da Pátria, 596 – Santana, São Paulo. Horário: Segunda à sexta, das 9hs às 17h. Entrada: Gratuita



Fonte: Estadão São Paulo

O post Morgado de Mateus é nome de rua e de um título de nobreza apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/morgado-de-mateus-e-nome-de-rua-e-de-um-titulo-de-nobreza/feed/ 0
Os 88 anos do poeta Paulo Bomfim https://radar-rh.apdprh-br.org.br/os-88-anos-do-poeta-paulo-bomfim/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/os-88-anos-do-poeta-paulo-bomfim/#respond Mon, 02 Jun 2025 17:07:18 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/os-88-anos-do-poeta-paulo-bomfim/ Paulo Bomfim conviveu com Anita Malfatti que pintou seu rosto em 1946, para a capa de seu primeiro livro, Antonio Triste, com prefácio de Guilherme de Almeida. Mário de Andrade frequentou sua casa na Vila Buarque quando ele era menino e ao vê-lo, certa vez, com seis anos de idade, caminhando com a mãe pelo […]

O post Os 88 anos do poeta Paulo Bomfim apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Paulo Bomfim conviveu com Anita Malfatti que pintou seu rosto em 1946, para a capa de seu primeiro livro, Antonio Triste, com prefácio de Guilherme de Almeida. Mário de Andrade frequentou sua casa na Vila Buarque quando ele era menino e ao vê-lo, certa vez, com seis anos de idade, caminhando com a mãe pelo antigo Viaduto do Chá, cujo piso era de madeira, brincou e disse: “Vamos precisar de você para entregar cartas aos soldados na batalha constitucionalista”. Paulo diz que ficou eufórico com o convite e passou a pedalar intensamente seu triciclo. “Eu acreditava que aquilo me deixaria forte a ponto de começar logo a fazer as entregas”. Poucos anos depois Mário foi a uma festa de Ano – Novo da família e tudo parecia meio desanimado. “Foi então que ele puxou um cordão pela sala, as tias na frente e eu criança no fim da fila e ficamos todos alegres ao final.” Outra coisa que o poeta disse não esquecer foi o dia em que Mário de Andrade morreu. “O velório aconteceu na casa dele, na Rua Lopes Chaves e Leonor Aguiar, uma mulher inteligentíssima que declamava russo, entrou com uma roupa e quando se aproximou do caixão resolveu trocar. Tirou o vestido, ficou de combinação na frente do morto e de todos os presentes e colocou outro sem a menor cerimônia”.

Fez seus estudos no tradicional Colégio Rio Branco e um de seus colegas de sala de aula, no primeiro ano do antigo curso primário, foi o empresário Antonio Ermírio de Moraes. A primeira professora dos dois foi dona Soledad pela qual tinham muito carinho e com quem mantinham um contato carinhoso que se estendeu pelo restante da vida dela. Vez por outra, já adultos, mandavam bilhetinhos carinhosos à professorinha que em um determinado dia pediu que eles comparecessem à sua casa. Os dois para lá foram e preocupados acreditavam tratar-se de algum problema de saúde, achando que a antiga mestra precisava de ajuda, mas para a surpresa não foi bem isso. Ela cobrou atenção de Paulo Bomfim e Antonio Ermírio pela forma “desleixada” como eles estavam escrevendo e saiu dizendo: “Tenho lido os bilhetes que vocês me mandam e percebo que a letra de vocês está cada vez pior. Quero que vocês venham aqui mais vezes para que eu possa dar novamente a vocês, aulas de caligrafia.”

Na infância Paulo Bomfim frequentou a Biblioteca Infantil da Vila Buarque onde pegou gosto por escrever e lá se tornou poeta, mas não sabe bem por quê. “A poesia me procurou e não eu a ela”, costuma dizer. Em seu primeiro livro escreveu, “…lembrava-me de um balão que, multicor, se vê no firmamento, não se sabe donde veio, não se sabe aonde vai, não era velho, não era moço, não tinha idade, … Antônio Triste.”

Como não se vive só de poesia, Paulo Bomfim se tornou jornalista, se destacando a partir da década de 1950, nos Diários e Emissoras Associados, do empresário Francisco de Assis Chateaubriand, o Chatô. Na TV Tupi apresentou o “Mappin Movietone”, um noticioso que precedeu no formato ao Jornal Nacional. Teve ainda outro programa, “Universidade na TV”, que foi ao ar na TV Cultura que pertenceu aos Associados. O poeta publicou durante anos uma crônica semanal no “Diário de São Paulo”, passando depois para o Correio Paulistano e Diário de Notícias e assina agora uma coluna no jornal forense “Tribuna do Direito”, mantendo-se assim na ativa. Dessas publicações a historiadora Ana Maria Martins retirou as crônicas que compõem o novo livro. Nele, em sua sensibilidade poética, Bomfim procura dizer de seu amor pela cidade de São Paulo explicando que, “o corpo de São Paulo foi formado pelo sangue e a carne de João Ramalho e Bartira, filha de Tibiriçá. O pensamento é de Manuel da Nóbrega, mas a alma é de José de Anchieta. Já o governo veio de Santo André, a vila dos parentes de João Ramalho”.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Os 88 anos do poeta Paulo Bomfim apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/os-88-anos-do-poeta-paulo-bomfim/feed/ 0
O que é ser um startup? https://radar-rh.apdprh-br.org.br/o-que-e-ser-um-startup/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/o-que-e-ser-um-startup/#respond Mon, 02 Jun 2025 08:54:59 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/o-que-e-ser-um-startup/ A Rádio Estadão nas madrugadas mantém seu espaço aberto ao ouvinte que entra em contato com a emissora pelas redes sociais, interagindo na programação. Dia desses noticiávamos um encontro de startups em São Paulo e veio uma pergunta pelo WhatsApp 994811777. Quem é ou quem pode ser um startup? Nem tudo sei de pronto para […]

O post O que é ser um startup? apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

A Rádio Estadão nas madrugadas mantém seu espaço aberto ao ouvinte que entra em contato com a emissora pelas redes sociais, interagindo na programação. Dia desses noticiávamos um encontro de startups em São Paulo e veio uma pergunta pelo WhatsApp 994811777. Quem é ou quem pode ser um startup?

Nem tudo sei de pronto para responder e o que não sei saio a pesquisar pela internet nestes horários dedicados aos notívagos e insones. Sou do tempo em que startup era unicamente uma marca de calça jeans. Depois entrou a palavra passou a constar nos dicionários de “economês” como microempresa.

Agora pesquisando na web descubro que uma startup é aquela empresa tocada geralmente por um jovem ousado e criativo que desenvolve algo inovador com custos de manutenção muito baixos e que está crescendo rapidamente e obtendo lucros cada vez maiores. Outra definição para o startup é o da pessoa à procura de um modelo de negócio em condições de extrema incerteza e que acaba dando certo.

Assim, por exemplo, começaram os negócios do Google hoje uma das empresas que mais faturam no mundo, cobrando dos patrocinadores a cada click nos anúncios mostrados. Um outro exemplo de startup são os compradores de franquias: Paga-se um valor alto mas se tem acesso a uma receita de sucesso com o suporte do franqueador facilitando as chances de se obter lucro.

Ser um startup é buscar crescimento cada vez mais em receita e produtividade, com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem de lucro seja cada vez maior. Acumulando lucros se gera a riqueza. Pode parecer difícil, mas é possível e para tudo que dê certo é necessário acima tudo muito trabalho e dedicação. Tendo dúvidas sobre qualquer assunto encaminhe suas perguntas para mim, no Estadão Notícias da Rádio Estadão em FM 92,9 da meia – noite às cinco da manhã.



Fonte: Estadão São Paulo

O post O que é ser um startup? apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/o-que-e-ser-um-startup/feed/ 0
Jogadores com nome de bicho fazem parte da história do São Paulo https://radar-rh.apdprh-br.org.br/jogadores-com-nome-de-bicho-fazem-parte-da-historia-do-sao-paulo/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/jogadores-com-nome-de-bicho-fazem-parte-da-historia-do-sao-paulo/#respond Mon, 02 Jun 2025 00:49:59 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/jogadores-com-nome-de-bicho-fazem-parte-da-historia-do-sao-paulo/ Apesar de não ter conquistado títulos em 1958, foi seu melhor ano no São Paulo. Em 60 jogos marcou 44 gols, sendo o artilheiro da equipe na temporada com uma excelente média de 0,73 gols por jogo. Ao deixar tricolor Amaury Marreco seguiu para o futebol mexicano, tendo boas passagens pelo Oro Jalisco (1962/65) e […]

O post Jogadores com nome de bicho fazem parte da história do São Paulo apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Apesar de não ter conquistado títulos em 1958, foi seu melhor ano no São Paulo. Em 60 jogos marcou 44 gols, sendo o artilheiro da equipe na temporada com uma excelente média de 0,73 gols por jogo. Ao deixar tricolor Amaury Marreco seguiu para o futebol mexicano, tendo boas passagens pelo Oro Jalisco (1962/65) e pelo Toluca (1966/68). Marreco continua vivo, morando no México e em 2010, visitou Barretos, onde iniciou sua carreira, e participou de um programa na Rádio Independente – AM 1010 – Mundo dos Esportes, produzido e apresentado pelo advogado e radialista, José Maria dos Santos. Foi por ele que chegaram as curiosas informações desse jogador que brilhou em gramados brasileiros no passado. Em Barretos, sua cidade natal, Amaury Marreco disputou o Campeonato Amador Varzeano, sendo descoberto por um olheiro que o levou para o futebol cerarense onde se profissionalizou, jogando pela equipe do Fortaleza. Depois passou pelo Vasco, Taubaté e São Paulo se consagrando como goleador. No México foi artilheiro por vários anos nas equipes onde passou. Ao encerrar a carreira voltou ao Brasil onde foi técnico do Barretos Esporte Clube, depois retornou a Toluca, no México e lá reside até hoje. Ele está com 79 anos e fala com carinho do tricolor e da inauguração do Morumbi quando atuou no time principal. Assim, além dos atuais jogadores Pato e Ganso, o São Paulo FC também já teve Marreco, Peixinho, Cegonha, Ratinho, Piau (peixe), Galo e Pavão. Todos ganharam títulos menos os atuais “craques” são-paulinos.

Outros clubes:

Com relação às demais equipes há também uma lista enorme de jogadores com nome de bicho. Dá até para montar uma seleção. Conheça alguns nomes:

O goleiro é Aranha, que joga atualmente no Palmeiras. O lateral direito é Coelho, que passou pelo Corinthians. Os zagueiros são Edson e Eduardo Ratinho e o lateral esquerdo é Júnior Urso, que atualmente joga na China. No meio campo, Walter Minhoca que está no CRB de Alagoas e Neto Coruja no Vitória da Bahia. No ataque jogam Flávio Caça Rato, ídolo no Santa Cruz de Recife, Kerlon Foquinha que passou pelo Cruzeiro e um outro atacante é Max Pardalzinho que jogou no Palmeiras, além de Roberto Jacaré que está no ASA de Arapiraca. O mais famoso jogador com nome de bicho foi Mané Garrincha, um pássaro de canto muito bonito que brilhou no Botafogo e na Seleção Brasileira.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Jogadores com nome de bicho fazem parte da história do São Paulo apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/jogadores-com-nome-de-bicho-fazem-parte-da-historia-do-sao-paulo/feed/ 0
Conheça a verdadeira história da Revolução Constitucionalista https://radar-rh.apdprh-br.org.br/conheca-a-verdadeira-historia-da-revolucao-constitucionalista/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/conheca-a-verdadeira-historia-da-revolucao-constitucionalista/#respond Sun, 01 Jun 2025 15:58:28 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/conheca-a-verdadeira-historia-da-revolucao-constitucionalista/ A Proclamação da República, em 1889, ao contrário do que muitos imaginam não implantou a democracia em nosso país. Os bem intencionados republicanos do século XIX, como Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva e José do Patrocínio, não imaginavam que por trás do golpe promovido pelos militares que surpreendeu até Dom Pedro, havia fazendeiros e comerciantes ligados […]

O post Conheça a verdadeira história da Revolução Constitucionalista apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

A Proclamação da República, em 1889, ao contrário do que muitos imaginam não implantou a democracia em nosso país. Os bem intencionados republicanos do século XIX, como Benjamin Constant, Quintino Bocaiuva e José do Patrocínio, não imaginavam que por trás do golpe promovido pelos militares que surpreendeu até Dom Pedro, havia fazendeiros e comerciantes ligados ao café paulista com intenções somente de ampliar o comércio do produto no exterior.

São Paulo deixava de ser a província interiorana afastada dos negócios e dos interesses da capital federal. A partir da República, a metrópole insurgente passou a ser reconhecida como a “locomotiva do Brasil”, embora os políticos nordestinos rebatessem dizendo que a “locomotiva seguia puxando 20 vagões vazios”. Verdade é que durante os 41 anos da República Velha a política foi a mesma: se mudavam os presidentes, mas o objetivo era sempre o de defender a autonomia do café paulista e o leite mineiro cuja produção excedente era comprada pelo governo. No caso do café, para se manter os preços no mercado internacional, queimava-se o que era produzido a mais. Pouco se fazia pelo povo e pouco pensava no povo. A política do café com leite promovia as eleições cujo voto precisava ser assinado pelo eleitor, ou seja, quem votasse contra um político próximo poderia ser descoberto. Era o voto de cabresto, sempre acompanhado das denúncias de fraude. O Partido Republicano Paulista – PRP, não tinha sequer um programa e atuava unicamente em benefício dos agricultores.

Nesse tempo, para se ter uma ideia de como a participação popular era diminuta, apenas 5% da população tinha direito ao voto. Na época da República Velha não havia grandes expectativas de progresso pessoal nem mesmo para a classe média que sem oportunidade de empregos via seus filhos seguirem para a carreira eclesiástica ou a carreira militar, daí a quantidade de tenentes, oficiais de menor patente mas em maior número que os oficiais mais graduados integrantes da burguesia.

Em 1929 a Bolsa de Nova York quebrou e o abalo na economia afetou os preços do café aumentando ainda mais o desemprego e a fome, especialmente no nordeste. Os fazendeiros de São Paulo se desentendem com os de Minas e Washington Luiz decide que o seu sucessor seria um outro paulista, Julio Prestes, mas os tenentes e os demais militares considerados praças, como – sargentos, cabos e soldados, que já haviam tentado destituir o governo, nos levantes de 1922 e 1924, se insurgem novamente, dessa vez dominando quartéis no Brasil todo. Washington Luiz acaba destituído e enviado ao exílio e em seu lugar os tenentes colocam aquele que havia enfrentado os republicanos no pleito vencido por Júlio Prestes e perdido numa eleição considerada fraudulenta. Seu nome: Getúlio Vargas.

Em São Paulo o PD – Partido Democrático que fazia oposição ao PRP – Partido Republicano Paulista apóia Getúlio que desfila em carro aberto pela cidade deixando nos integrantes do PD a esperança de que ele nomeasse para o governo do Estado um integrante do partido, o professor Francisco Morato. Em vez disso Getúlio nomeia como interventor, João Alberto, um tenente pernambucano, deixando irritados os liberais paulistas.

João Alberto coloca seus colegas, tenentes de outros Estados, em cargos importantes do funcionalismo, abusando do poder e constrangendo pequenos comerciantes com atitudes como ir a uma barbearia e não pagar pelo serviço por ser do governo. Os nomeados por João Alberto costumeiramente almoçavam em restaurantes nobres e depois penduravam a conta em nome da revolução de 1930. Getúlio Vargas seguia governando por decretos, sem casas legislativas e sem uma constituição.

Em 1º. de janeiro de 1931, uma quinta-feira, o jornal O Estado de S. Paulo publica um editorial propondo a realização de uma assembleia constituinte lembrando que já era hora do país retomar a normalidade democrática. Getúlio responde ao jornal através de um porta – voz de sua confiança, Juarez Távora, e diz que ainda era cedo para isso porque os antigos republicanos poderiam reacender a manipulação das eleições acrescentando que os paulistas só pensavam em si e não no Brasil. Ao atacar São Paulo, o porta – voz uniu os paulistas contra os tenentes e contra Getúlio. Estudantes da faculdade de direito passaram a promover comícios propondo uma constituição e João Alberto deu início à repressão, tendo o cuidado antes de retirar as armas dos quartéis de São Paulo para evitar uma reação.

As propostas constitucionalistas ganharam adeptos no Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro. O Partido Democrático rompeu com Getúlio e criou uma frente única propondo um governador paulista. Em 25 de janeiro de 1932 houve um grande comício na praça da Sé e em várias partes do país havia descontentes porque os tenentes estavam mandando mais que os generais. No Rio Grande do Sul e em São Paulo se iniciaram mobilizações visando a retirada de Getúlio do poder.

Em São Paulo os generais Isidoro Dias Lopes e Euclides Figueiredo articulavam com o general Bertholdo Klinger, do Mato Grosso, um plano para destituir Getúlio. No Rio Grande do Sul, o general Flores da Cunha prometeu enviar tropas em apoio e o governo de Minas Gerais anunciava que também enviaria tropas contra o ditador. Essas informações chegaram até o gabinete de Getúlio que prometeu eleições e uma constituinte para o ano seguinte, mas já era tarde. Em 22 de maio, estudantes se municiaram de armas e se dirigiram à Praça da República para invadir a sede política dos tenentes que ali ficava.

Houve tiroteio e a batalha terminou na madrugada do dia 23 maio com quatro corpos de estudantes estendidos na calçada da Praça da República com a Rua Barão de Itapetininga, eram os de Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. Um deles tinha apenas 14 anos. Houve comoção popular e já no dia seguinte foi criado o movimento MMDC, com as iniciais dos estudantes, tendo por missão conclamar as pessoas à guerra por uma constituinte já.

A data marcada para o ataque era 14 de julho, data da revolução francesa, mas como Getúlio destituiu o general Klinger do comando no Mato Grosso, Isidoro sugeriu se antecipar o ataque, mas se temia que não desse tempo dos gaúchos e mineiros chegarem a tempo, porém a tese de Isidoro acabou prevalecendo.

Alguns jornais passaram a anunciar que haveria guerra e a convocar os jovens paulistas para o alistamento e a adesão foi total. O historiador Hernâni Donato, conta no livro “Breve História da Revolução Constitucionalista” que até as jovens solteiras conclamavam à luta dizendo a seus noivos ou namorados, “Quem não vestir a farda, deve então vestir uma saia”. Houve mais de 200 mil inscritos, muitos jamais haviam sequer pego em uma arma, mas foram com coragem e disposição, como verdadeiros heróis.

Depois de iniciada a luta as mulheres residentes em São Paulo, em número acima de 100 mil, ofereceriam serviços às organizações de apoio, como por exemplo, na costura dos uniformes dos voluntários e na confecção de agasalhos, pois o inverno de 1932 foi dos mais rigorosos, além dos trabalhos de enfermagem. Foram mais de 440 mil fardas confeccionadas de graça, com as costureiras se revezando em turnos diurnos e noturnos à frente de 800 máquinas de costura. A Associação Comercial se mobilizou na manutenção dos salários às famílias dos voluntários em guerra.

Na madrugada de 9 de julho tropas comandadas pelo general Euclides Figueiredo seguem até a divisa entre os Estados de São Paulo e Rio de Janeiro bloqueando o túnel ferroviário e impedindo a passagem do Rio para São Paulo e ali ficam esperando o reforço das tropas que viriam em apoio, do Rio Grande do Sul e de Minas Gerais. Getúlio revida determinando a interdição do Porto de Santos e impedindo a chegada ou a saída de qualquer tipo de embarcação ou mercadoria, ao mesmo tempo em que negociava no sentido de demover os comandantes militares dos outros Estados da ideia de se associar ao movimento constitucionalista de São Paulo.

O noticiário de guerra dava conta aos jornais de São Paulo que a cada dia os paulistas avançavam na direção do Rio de Janeiro, mas Hernâni Donato, em seu livro, registra que as notícias eram estranhas – na verdade inverídicas – porque citavam avanço das tropas mas ou se andava em círculos ou se recuava. “Um dia diziam que os soldados paulistas estavam no município de Lavrinhas, outro dia em Piquete, não havia na verdade um avanço efetivo”, escreve Hernâni. Verdade é que o general Euclides Figueiredo cometeu um erro estratégico ao conduzir as tropas até a divisa com o Estado do Rio de Janeiro e ali ficar parado aguardando pelos gaúchos e mineiros. Isso deu tempo a Getúlio de se articular e armar o contragolpe.

A Rádio Record seria a porta-voz dos paulistas na revolução, com as narrações de notícias escritas por Guilherme de Almeida tendo ao fundo a marcha Paris Belfort, escolhida aleatoriamente pelo técnico de som, virando depois um símbolo da revolução constitucionalista. As tropas provenientes de Minas Gerais chegaram como se esperava, mas atirando nos paulistas, pegando-os pelas costas e de surpresa, o mesmo acontecendo em Itapeva e Buri, no sul do Estado, diante de forças gaúchas. Houve ataques também em outras localidades do interior paulista por tropas provenientes do Mato Grosso e aviões chegaram a bombardear o Campo de Marte impedindo a saída da pequena aviação pertencente à Força Pública. A população começou a ficar temerosa com o risco da cidade de São Paulo ser bombardeada como já acontecera na Revolução de 1924. Ao final as tropas federais, entram por São José do Barreiro, atacam as trincheiras tomando para si o controle do túnel ferroviário. Não havia mais o que fazer, São Paulo perdia a guerra nas armas.

Em 3 de outubro de 1932, uma segunda – feira, o Estadão publicava em primeira página os termos de um armistício que punha fim à guerra. Ao lado, na primeira página do jornal, o governador aclamado pelos paulistas, Pedro de Toledo, publicava uma mensagem onde explicava: “Tudo o que e se pôde fazer foi feito, até uma moeda paulista foi emitida quando os recursos federais foram cortados…” Uma campanha com valores em ouro de fato foi feita para dar valor ao novo dinheiro emitido durante a revolução: “Ouro para o bem de São Paulo”, se chamou o movimento. Após a revolução, o que sobrou desse montante arrecadado se aplicou na construção de um prédio no centro da cidade, existente até hoje, cujo formato lembra o da bandeira paulista. Ao final todos os que comandaram a revolução foram exilados.

Mas o ideal constitucionalista ultrapassou as fronteiras do Estado e o país passou a exigir uma posição do governo a esse respeito. Por isso é que se diz que São Paulo não venceu nas armas, mas venceu nos ideais. Isto é verdade. Foram aproximadamente mil mortos na revolução, mas somente 634 foram devidamente identificados. Em 1934 o Brasil ganharia uma Constituição que assegurou o voto secreto com dignidade e o direito de voto à mulher.

Para entender o sentido daquela revolução é importante lembrar que, até então, não se sabia no Brasil o que é democracia, daí o histórico que fizemos desde a Monarquia até fim da República Velha. Quando pensarmos em democracia, transparência, cidadania e estado de direito estaremos seguindo os ideais da revolução constitucionalista. Sempre que aparecerem coisas que não seguem esses princípios, estaremos fora do sentido democrático da transparência. Por isso procuro sempre lembrar a frase do poeta Paulo Bomfim: “A trincheira de 32 foi a pia batismal da democracia em nossa terra”.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Conheça a verdadeira história da Revolução Constitucionalista apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/conheca-a-verdadeira-historia-da-revolucao-constitucionalista/feed/ 0
Estatuto da Pessoa com Deficiência: agora começa luta para qualificar a mão de obra https://radar-rh.apdprh-br.org.br/estatuto-da-pessoa-com-deficiencia-agora-comeca-luta-para-qualificar-a-mao-de-obra/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/estatuto-da-pessoa-com-deficiencia-agora-comeca-luta-para-qualificar-a-mao-de-obra/#respond Sun, 01 Jun 2025 07:09:47 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/estatuto-da-pessoa-com-deficiencia-agora-comeca-luta-para-qualificar-a-mao-de-obra/ Pela nova lei de inclusão haverá um benefício às pessoas desse segmento que ingressarem no mercado de trabalho, é o “auxílio-inclusão”, para ajudar a pessoa a se manter diante do custo de vida, com a contratação de um “cuidador”, mas ainda falta uma regulamentação mais específica. Também está prevista uma reserva de 10% das vagas […]

O post Estatuto da Pessoa com Deficiência: agora começa luta para qualificar a mão de obra apareceu primeiro em Radar RH.

]]>

Pela nova lei de inclusão haverá um benefício às pessoas desse segmento que ingressarem no mercado de trabalho, é o “auxílio-inclusão”, para ajudar a pessoa a se manter diante do custo de vida, com a contratação de um “cuidador”, mas ainda falta uma regulamentação mais específica. Também está prevista uma reserva de 10% das vagas em exames de seleção de cursos de ensino superior para pessoas com deficiência. As novas regras definem ainda pena criminal de um a três anos por atos de discriminação contra deficientes. O número de matrículas de pessoas com deficiência em escolas regulares cresceu mais de 400% nos últimos 12 anos no Brasil, passando de 145 mil, em 2003, para 698 mil em 2014. Somente nos últimos cinco anos, foram registradas mais 214 mil entradas de estudantes especiais em classes comuns. Na rede federal de educação superior, esse índice quintuplicou: de 3.705 alunos para 19.812 no ano passado.

Segundo Walter Borges dos Santos, coordenador-geral de política de acessibilidade na escola da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi) do Ministério da Educação, o aumento é resultado de políticas inclusivas. “O direito à educação especializada se fortaleceu com a legislação a partir de 2012, determinando que os sistemas públicos e privados de educação básica e superior assegurem a matrícula”, afirma. O coordenador refere-se ao artigo 7º da Lei 12.764, de 2012, que determina punição a gestor escolar ou autoridade competente que recusar matrícula de aluno com transtorno do espectro autista ou qualquer outro tipo de deficiência. Outro avanço legislativo foi o artigo 5º do Decreto nº 8.368, de 2014, que regulamenta a aplicação de punição aos que não cumprirem.

Entre 2011 e 2014, cerca de, 153 mil pessoas com deficiência chegaram ao mercado de trabalho, por ação direta da fiscalização. De acordo com os dados da última Relação Anual de Informações Sociais (Rais), em 2013 foram criados 27,5 mil novos empregos para pessoas com deficiência, o que representa um aumento de 8,33%, na participação desse grupo no mercado de trabalho. Com o resultado, se chegou a 357,8 mil o número vagas ocupadas. Os homens representam 64,84% dos empregados enquanto as mulheres com deficiência ocupam 35,16% das vagas. Uma parte, entretanto, chega sem a devida qualificação e o aperfeiçoamento da mão obra acaba se dando na prática do dia a dia entre o gestor e o empregado.



Fonte: Estadão São Paulo

O post Estatuto da Pessoa com Deficiência: agora começa luta para qualificar a mão de obra apareceu primeiro em Radar RH.

]]>
https://radar-rh.apdprh-br.org.br/estatuto-da-pessoa-com-deficiencia-agora-comeca-luta-para-qualificar-a-mao-de-obra/feed/ 0