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Idosa é intubada após comer peixe com suspeita de ciguatera no RN

Fátima Santos, 72, permanece internada após suspeita de intoxicação por ciguatera
Fátima Santos, 72, permanece internada após suspeita de intoxicação por ciguatera Imagem: Reprodução/SBT


A advogada relatou queda acentuada da pressão e batimentos cardíacos fracos. Ela também teve vômitos, diarreia, dores e coceira no corpo, cansaço e sensação de queimação nas mãos, nos pés e na boca.

Mirian comprou a cioba congelada em uma peixaria do bairro onde mora. Segundo ela, o alimento não apresentava alterações de cheiro, aparência ou sabor antes de ser preparado. “O peixe estava uma delícia, tudo estava perfeito, o aroma perfeito e, 40 minutos depois, nós já estávamos com sintomas de vômitos e diarreia”, afirmou Cíntia.

Fátima também teria apresentado alterações neurológicas. Mirian afirmou que a filha da amiga relatou episódios de esquecimento e mudanças de comportamento. A informação não foi confirmada pelo hospital.

A suspeita é de intoxicação por ciguatera. A condição é provocada pelo consumo de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas marinhas e acumuladas na cadeia alimentar.

A toxina não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou salga. Ela também não modifica o cheiro, o gosto ou a aparência do peixe, o que dificulta a identificação da contaminação antes da refeição.

Casos aumentaram no Rio Grande do Norte

O Rio Grande do Norte registrou aumento das notificações de ciguatera em 2026. Até 11 de junho, o estado havia contabilizado 141 ocorrências, ante 88 em todo o ano de 2025, alta de 60,2%. Desde 2022, foram 259 notificações, 113 casos confirmados e duas mortes, segundo a Sesap.





Fonte: Terra

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