A advogada relatou queda acentuada da pressão e batimentos cardíacos fracos. Ela também teve vômitos, diarreia, dores e coceira no corpo, cansaço e sensação de queimação nas mãos, nos pés e na boca.
Mirian comprou a cioba congelada em uma peixaria do bairro onde mora. Segundo ela, o alimento não apresentava alterações de cheiro, aparência ou sabor antes de ser preparado. “O peixe estava uma delícia, tudo estava perfeito, o aroma perfeito e, 40 minutos depois, nós já estávamos com sintomas de vômitos e diarreia”, afirmou Cíntia.
Fátima também teria apresentado alterações neurológicas. Mirian afirmou que a filha da amiga relatou episódios de esquecimento e mudanças de comportamento. A informação não foi confirmada pelo hospital.
A suspeita é de intoxicação por ciguatera. A condição é provocada pelo consumo de peixes contaminados por ciguatoxinas, substâncias produzidas por microalgas marinhas e acumuladas na cadeia alimentar.
A toxina não é eliminada pelo cozimento, congelamento ou salga. Ela também não modifica o cheiro, o gosto ou a aparência do peixe, o que dificulta a identificação da contaminação antes da refeição.
Casos aumentaram no Rio Grande do Norte
O Rio Grande do Norte registrou aumento das notificações de ciguatera em 2026. Até 11 de junho, o estado havia contabilizado 141 ocorrências, ante 88 em todo o ano de 2025, alta de 60,2%. Desde 2022, foram 259 notificações, 113 casos confirmados e duas mortes, segundo a Sesap.
Fonte: Terra