Passageiros da embarcação deverão “retornar aos seus países”, disse o governo israelense. “O ‘iate das selfies’ das ‘celebridades’ está navegando com segurança em direção às costas de Israel”, ironizou o Ministério das Relações Exteriores de Israel em comunicado.
A pequena quantidade de ajuda no iate que não foi consumida pelas ‘celebridades’ será transferida para Gaza pelos canais humanitários reais
governo de Israel, em nota
O veleiro da Coalizão da Flotilha da Liberdade, um movimento internacional não violento de solidariedade com os palestinos, partiu da Itália no dia 1º de junho. Após uma escala no Egito, a embarcação se aproximou da costa de Gaza.
Em nota, a coalização informou na madrugada de ontem a perda de comunicação com o barco. A tripulação foi “sequestrada pelas forças israelenses”, acrescentou o movimento.
Em nota, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil havia apelado para o princípio da liberdade de navegação em águas internacionais. O Itamaraty também destacou “a necessidade de que Israel remova imediatamente todas as restrições à entrada de ajuda humanitária em território palestino, de acordo com suas obrigações como potência ocupante”.
A Suécia, país de origem de Greta, disse prestar ajudar consular, mas ressaltou que havia advertido seus cidadãos a não viajarem para Gaza. A França, que tem seus cidadãos a bordo, entre eles a deputada Rima Hassan, exigiu o retorno imediato deles ao território francês. O Reino Unido pediu que os tripulantes sejam tratados com “com segurança e moderação, em conformidade com o direito internacional”, e condenou a situação humanitária em Gaza, classificada como “terrível e intolerável”.
Fonte: Uol