O governo central registrou déficit primário de R$ 40,621 bilhões em maio, conforme divulgado pelo Tesouro Nacional. No mesmo mês de 2024, as contas ficaram negativas em R$ 60,408 bilhões. Os dados levam em conta Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central (BC) e excluem despesas com a dívida pública.
No acumulado de 12 meses até maio, o governo central teve superávit de R$ 18,1 bilhões, o equivalente a 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB).
A meta de resultado primário para este ano é zero, mas tem um intervalo de tolerância que admite um déficit de até R$ 31 bilhões. O governo projeta que terminará o ano exatamente com esse valor de déficit, segundo o último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas.
O resultado de maio, segundo o Tesouro, foi formado por superávit de R$ 15,337 bilhões do Tesouro, déficit de R$ 56,155 bilhões da Previdência Social e superávit de R$ 197 milhões do BC.
No acumulado do, por sua vez, o governo central registrou superávit de R$ 32,198 bilhões, fruto de superávit R$ 186,565 bilhões do Tesouro, déficit de R$ 154,290 bilhões da Previdência e déficit de R$ 77 milhões do BC.
A receita líquida do governo central registrou alta real de 2,8% em maio, contra o mesmo mês de 2024, somando R$ 178,765 bilhões. Enquanto isso, as despesas totais caíram 7,6% na mesma comparação, para R$ 219,386 bilhões.
No acumulado do ano, a receita líquida alcançou R$ 978,797 bilhões (alta de 3,3%), enquanto as despesas totais somaram R$ 944,743 bilhões (queda de 3,3%), sempre na comparação com o mesmo período do ano anterior e em termos reais.
Ainda em maio, o governo federal recebeu R$ 9,174 bilhões em dividendos de empresas estatais, queda real de 49,4% ante o mesmo mês de 2024. Um ano antes, o pagamento de dividendos pelas estatais somou R$ 18,139 bilhões.
Os dados do Tesouro também mostram que o governo obteve R$ 21,142 bilhões em dividendos e participações no acumulado deste ano, contra R$ 29,143 bilhões no mesmo período de 2024, uma queda real de 27,5%.
Fonte: Valor Econômico