“A escala de sofrimento para as novas mães e seus bebês em Gaza está além da compreensão”, disse Laila Baker, diretora regional para os Estados Árabes do UNFPA. “Toda mãe e toda criança merecem o direito a um parto seguro e a um início de vida saudável. O que estamos testemunhando é uma negação sistemática desses direitos fundamentais, levando uma geração inteira à beira da morte”, completou.
De acordo com ela, os hospitais e as instalações de saúde que permanecem parcialmente funcionais – a maioria foi danificada ou destruída – estão perdendo cada vez mais a capacidade de manter mães e bebês vivos.
“Setenta por cento dos medicamentos essenciais estão esgotados e metade de todos os equipamentos médicos está danificada, reduzindo severamente o acesso a cuidados essenciais para recém-nascidos em 70%”, alertou a entidade.
O colapso dos sistemas de encaminhamento, com serviços de ambulância reduzidos ao mínimo, e a grave falta de transporte significam que as mulheres grávidas não conseguem acessar o atendimento pré-natal ou chegar aos hospitais para o parto, transformando complicações tratáveis em mortes evitáveis.
Para a ONU, porém, um dos obstáculos é o veto para a entrada de ajuda humanitária.
“Somente o UNFPA tem 170 caminhões carregados com suprimentos extremamente necessários, incluindo unidades de maternidade em contêineres, medicamentos para a saúde materna, ultrassons e incubadoras portáteis, que estão retidos nas fronteiras desde o início de março de 2025”, constata, que pede acesso urgente aos territórios em Gaza.
Fonte: Terra