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Introdução
A percepção de aumento das dores reumáticas no frio é comum em condições como artrose, artrite e fibromialgia. O texto explora os mecanismos envolvidos, incluindo fatores comportamentais, e esclarece que a intensificação da dor não indica, necessariamente, o agravamento da doença. Orientações sobre manejo e quando buscar auxílio médico são detalhadas.
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- Aumento da dor no frio é uma percepção comum para diversas doenças reumáticas.
- Fatores comportamentais, como menor movimentação, contribuem significativamente para o desconforto.
- Sentir mais dor não indica, necessariamente, agravamento da doença ou inflamação articular.
- Mantenha-se ativo, utilize aquecimento e evite a automedicação.
- Sinais como inchaço, rigidez prolongada ou fenômeno de Raynaud atípico requerem avaliação médica.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Todo inverno a cena se repete: “Doutora, meu reumatismo atacou com o frio”. E, embora “reumatismo” seja um termo popular que reúne doenças reumáticas muito diferentes, como artrose, artrite reumatoide, fibromialgia e outras doenças autoimunes, a percepção de piora da dor nos dias frios é comum a várias delas.
Para muitas pessoas, o frio aumenta a percepção de dor. Temperaturas mais baixas, umidade e variações da pressão atmosférica podem aumentar o desconforto.
O mecanismo ainda não é totalmente conhecido, mas pode envolver redução da circulação sanguínea nas extremidades ou mudanças nas articulações e no líquido que ajuda a lubrificá-las.
Mas o fator mais importante parece ser comportamental: no inverno, costumamos nos movimentar menos.
Caminhamos menos, adiamos a academia, ficamos mais tempo sentados e contraímos mais a musculatura. Para quem já convive com dor articular ou lombar, isso pode aumentar a rigidez e o desconforto.
A boa notícia é que sentir mais dor no frio não significa, necessariamente, que a articulação esteja mais inflamada ou que a doença esteja piorando. A seguir, confira algumas explicações para a sensação e como lidar com esses sintomas.
O que fazer para reduzir as dores
A principal recomendação é manter-se ativo. Fortalecimento, caminhada, alongamento e outras atividades ajudam a preservar mobilidade, força e função. Banhos mornos, compressas quentes e roupas adequadas também ajudam.
Analgésicos e relaxantes musculares podem ser úteis, mas é importante evitar a automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, cujo uso indiscriminado pode trazer riscos para rins, estômago e sistema cardiovascular.
Nem tudo, porém, deve ser atribuído ao frio. Articulações inchadas, rigidez prolongada ao acordar, perda de força ou dor persistente merecem avaliação.
Outro sinal importante é o fenômeno de Raynaud, em que os dedos podem ficar brancos ou arroxeados no frio e, depois, avermelhados ao aquecer.
Na maioria das vezes, ele ocorre de forma isolada. Porém, quando surge após os 30 anos, é muito intenso ou provoca feridas nas pontas dos dedos, pode estar associado a doenças autoimunes e deve ser investigado.
Por isso, vale ficar atento aos sinais de alerta. Mas, na maioria das vezes, sentir mais dor no frio é algo comum e não significa que exista um problema mais grave.
Manter o corpo aquecido, continuar em movimento e cuidar da rotina pode ajudar a atravessar os meses frios com mais conforto e tranquilidade.
*Ana Paula Luppino Assad é reumatologista, doutora em Ciências pela Faculdade de Medicina da USP, e membro da comissão científica da Sociedade Paulista de Reumatologia (SPR).
Fonte: Saúde Abril