Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/ Seu portal de notícias Sat, 22 Nov 2025 09:38:06 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=6.8.3 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/wp-content/uploads/2025/05/cropped-Favicon-Radar-Noticias-Grande-e1748225644153-1-32x32.jpeg Radar RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/ 32 32 Tartarugas usam campo magnético terrestre como GPS natural – 22/11/2025 – Ciência https://radar-rh.apdprh-br.org.br/tartarugas-usam-campo-magnetico-terrestre-como-gps-natural-22-11-2025-ciencia/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/tartarugas-usam-campo-magnetico-terrestre-como-gps-natural-22-11-2025-ciencia/#respond Sat, 22 Nov 2025 09:38:06 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/tartarugas-usam-campo-magnetico-terrestre-como-gps-natural-22-11-2025-ciencia/ Uma nova pesquisa revelou como as tartarugas-marinhas-cabeçudas (Caretta caretta) se localizam nos oceanos e “sabem” qual direção seguir: por meio de um mapa magnético da Terra, como um GPS. Vários animais usam o campo magnético terrestre como meio de locomoção, o que permite regressar ao seu habitat após longos períodos migratórios. Tal característica evoluiu diferentes […]

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Uma nova pesquisa revelou como as tartarugas-marinhas-cabeçudas (Caretta caretta) se localizam nos oceanos e “sabem” qual direção seguir: por meio de um mapa magnético da Terra, como um GPS.

Vários animais usam o campo magnético terrestre como meio de locomoção, o que permite regressar ao seu habitat após longos períodos migratórios. Tal característica evoluiu diferentes vezes na linhagem evolutiva dos vertebrados, e pouco se sabe ainda sobre os mecanismos por trás desse sentido.

Uma hipótese é que eles usam quimiorreceptores magnéticos guiados por luz, que funciona como uma bússola interna, dando uma direção associada a um campo magnético. A outra é a presença de magnetorreceptores capazes de ativar uma cadeia neural, como uma leitura precisa de “onde” o animal está e para onde ir.

Em um artigo publicado na última quinta (20) na revista Journal of Experimental Biology, Alayna Mackiewicz, doutoranda do departamento de Biologia da Universidade da Carolina do Norte em Chapel Hill (EUA), e colegas revelaram que as tartarugas não só possuem uma bússola interna capaz de dizer em qual direção seguir mas que também são capazes de “aprender” o mapa magnético terrestre e definir sua localização.

Segundo Mackiewicz, a principal hipótese sobre o mecanismo de funcionamento desse “GPS interno” é que ele é formado por pequenos cristais magnéticos chamados magnetita que giram livremente e se alinham ao campo magnético da Terra, “sentindo” a localização. “Esses pequenos ímãs podem permitir que um animal ‘sinta’ informações magnéticas. A nossa pesquisa nos permite explorar essas questões para nos ajudar a entender como os animais percebem essas informações”, explica ela.

Para testar qual das duas hipóteses está presente nesses répteis, os pesquisadores utilizaram 16 filhotes de Caretta caretta que foram acondicionados por dois meses em um campo magnético de duas localidades: as ilhas Turcas e Caicos (território britânico ultramarino) e o entorno do Haiti. Para essa etapa, elas aprenderam a associar o campo magnético de cada uma das localidades com alimento. Em resposta, elas mostravam um comportamento chamado “dança de tartaruga”, que consistia em agitar suas nadadeiras em círculos e abrir a boca à espera do alimento.

Em seguida, as mesmas tartarugas foram submetidas a três testes em laboratório: manipuladas a fim de receber pulsos magnéticos por meio de uma bobina metálica, manipuladas da mesma maneira, mas sem receber nenhum pulso (simulação) ou então não foram manipuladas de forma a não receber nem o pulso, nem a simulação de pulso (grupo controle). A intenção dos pesquisadores era avaliar se o pulso magnético desabilitaria temporariamente seu senso de localização —fazendo-as dançar independentemente de onde estavam— ou se elas ainda eram capazes de saber onde estavam no campo magnético da Terra.

Como resultado, houve uma diferença significativa entre os grupos testados e controle, o que sugere que elas “sabem” onde estão. Assim, foi possível comprovar que as tartarugas-cabeçudas usam, de fato, a magnetita para se posicionar geograficamente.

“Observamos menos ‘dança de tartaruga’ depois que as tartarugas receberam o pulso magnético, o que sugere que o mapa magnético delas depende desses pequenos cristais magnéticos. Em comparação, os mesmos indivíduos no grupo simulado exibiram níveis normais de comportamento de dança”, afirma a bióloga.

Os autores afirmam, porém, que não é possível descartar completamente explicações alternativas. “Como o ensaio que utilizamos é o primeiro em qualquer animal a desacoplar o mapa magnético da bússola magnética, trazemos a evidência mais direta até o momento de que um pulso magnético afeta o ‘GPS’. Estes resultados reforçam as evidências até então de que dois mecanismos diferentes de magnetorrecepção estão envolvidos em alguns animais”, disseram eles no estudo.

Os pesquisadores ressaltaram que mais trabalhos são necessários para afirmar se estes sistemas duplos estão amplamente difundidos no reino animal, ou estão restritos a poucos animais.

De acordo com a pesquisadora, apesar de terem usado alimento para treinar as tartarugas, esse é um dos usos do seu sentido de navegação, mas não o único. Os filhotes das tartarugas-marinhas, ao eclodirem dos ovos em uma praia, nadam em direção ao mar, onde vivem suas vidas adultas e regressam ao local de nascimento para reprodução.

“Durante o período migratório, as tartarugas viajam milhares de quilômetros e toda a jornada leva cerca de 6 a 10 anos para ser concluída. Durante esse tempo, as tartarugas-cabeçudas usam informações magnéticas para guiar essas migrações transoceânicas, o que as ajuda a permanecer dentro de correntes oceânicas favoráveis e avançar ao longo do caminho migratório. Isso sugere fortemente que estes animais usem seu sentido de mapa para muitos outros comportamentos críticos ao longo de suas vidas.”

Segundo ela, considerando que muitos dos habitats naturais das tartarugas-cabeçudas se encontram ameaçados por ação humana, o novo estudo pode ajudar a informar áreas prioritárias para proteção e também estruturas, como cabos elétricos submarinos, que podem perturbar o seu campo magnético natural e, assim, interferir nas migrações. “O nosso ensaio permite explorar essas questões para nos ajudar a entender como os animais percebem informações magnéticas, o primeiro passo crucial para qualquer política de conservação.”



Fonte: Uol

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Medo de deportação muda rotina de imigrantes nos EUA – 22/11/2025 – Mundo https://radar-rh.apdprh-br.org.br/medo-de-deportacao-muda-rotina-de-imigrantes-nos-eua-22-11-2025-mundo/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/medo-de-deportacao-muda-rotina-de-imigrantes-nos-eua-22-11-2025-mundo/#respond Sat, 22 Nov 2025 09:24:01 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/medo-de-deportacao-muda-rotina-de-imigrantes-nos-eua-22-11-2025-mundo/ Na casa de Ana Luna, uma imagem da bandeira americana decora a parede da cozinha. No seu iPhone, o papel de parede é uma foto da sua filha mais velha, vestindo o uniforme azul da Marinha dos Estados Unidos. E guardadas em pastas estão declarações de imposto de renda de vários anos, um rastro documental […]

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Na casa de Ana Luna, uma imagem da bandeira americana decora a parede da cozinha. No seu iPhone, o papel de parede é uma foto da sua filha mais velha, vestindo o uniforme azul da Marinha dos Estados Unidos.

E guardadas em pastas estão declarações de imposto de renda de vários anos, um rastro documental da vida profissional que ajudou Luna, 47, e seu marido a alugar seu apartamento de três quartos em Los Angeles, onde moram há quase duas décadas. “Somos pessoas honradas que amam este país”, disse Luna. Ela é uma imigrante sem documentos do México. O mesmo vale para o marido.

Para uma família de recursos modestos, a vida no sul da Califórnia tem sido definida por prazeres simples, como ir ao parque, ao shopping ou aos cultos na igreja que eles transformaram em seu lar espiritual. Agora, essas alegrias foram manchadas pelo medo que tomou conta das comunidades de imigrantes nos Estados Unidos desde que o governo Trump lançou sua campanha de deportação em massa em janeiro.

Cerca de um terço dos imigrantes não cidadãos dizem agora que estão evitando aspectos da vida cotidiana, de acordo com uma nova pesquisa nacional com imigrantes realizada pelo jornal The New York Times e pela KFF, uma organização sem fins lucrativos que realiza pesquisas e estudos sobre políticas de saúde. Entre os imigrantes sem documentos, essa porcentagem sobe para 59%.

“Com a situação atual, sentimos medo e insegurança”, disse Luna, que afirmou que ela e o marido estavam falando com o jornal oficialmente porque tinham orgulho das contribuições de sua família para os EUA.

Grande parte dos imigrantes sem documentos, como Luna, descreve mudanças em sua vida cotidiana. A maioria diz que eles ou alguém da família agora evitam viajar regularmente, quase metade evitou procurar atendimento médico e 40% dizem que eles ou alguém da família evitou ir trabalhar.

Cerca de 52 milhões de pessoas que vivem nos Estados Unidos são imigrantes. Pouco mais da metade são cidadãos naturalizados. O restante, chamados de não cidadãos, é uma mistura de pessoas que estão no país legalmente e outras que não estão.

A nova pesquisa oferece uma visão dos sentimentos dos imigrantes não cidadãos, tanto aqueles com status legal temporário —como estudantes e trabalhadores estrangeiros— quanto aqueles que são indocumentados, porque entraram ilegalmente nos Estados Unidos ou não têm um visto ativo ou outra permissão para residir no país.

Em um momento em que as táticas agressivas de fiscalização da imigração do governo em Chicago e em outros lugares têm despertado resistência não apenas entre os imigrantes, mas também entre um número crescente de cidadãos nascidos nos EUA, os resultados ajudam a esclarecer como é a vida de um imigrante atualmente no país.

Os resultados chegam em um momento em que muitos americanos apoiam políticas mais duras contra a imigração ilegal: uma pesquisa do Times/Siena no final de setembro descobriu que 54% dos eleitores registrados apoiavam a deportação de imigrantes que viviam ilegalmente no país.

Mais da metade dos imigrantes não cidadãos agora dizem estar preocupados com a possibilidade de eles ou um membro da família serem detidos ou deportados, um aumento desde 2023. Entre os imigrantes sem documentos, 75% dizem temer a detenção ou deportação.

Mesmo os imigrantes que estão no país legalmente, sejam residentes permanentes, estudantes ou trabalhadores com visto, estão tomando precauções que não tomavam antes. Muitos estão carregando seus green cards, exigidos por lei, nervosos com a possibilidade de que um sotaque ou uma pele mais escura possam torná-los alvos.

“Os agentes olham para o nosso rosto, presumem que somos ilegais e nos tratam como criminosos”, disse Sandra Perez, 40, uma residente permanente legal que mora nos subúrbios da cidade de Nova York e nunca sai de casa sem seu green card.

Metade dos imigrantes não cidadãos relatam que carregam consigo um passaporte, cartão de residência ou autorização de trabalho, o dobro do número que disse isso em abril, um sinal de que a intensificação da fiscalização, de Los Angeles a Chicago, Nova York e além, abalou até mesmo aqueles que têm status legal temporário.

Em entrevistas, muitos disseram que seu senso de pertencimento foi substituído por vigilância e medo. John, 31, que é da Índia, veio para os Estados Unidos para estudar e obteve diplomas de graduação e pós-graduação. Há dois anos, ele recebeu um green card após se casar com uma cidadã americana. Ele leciona em uma escola pública na Filadélfia, e isso o deixa inquieto.

O governo Trump suspendeu uma diretiva que proibia os agentes de imigração de realizar operações em “locais sensíveis”, como escolas, hospitais e locais de culto. “Eu definitivamente ouço histórias e conversas sobre agentes de imigração esperando do lado de fora das escolas”, disse ele. “Eu costumava deixar meu green card em casa, em um lugar seguro”, ele contou. “Agora eu o mantenho na minha carteira, por precaução.”

John está entre os entrevistados para este artigo que falaram sob a condição de que seus sobrenomes não fossem divulgados por medo de comprometer seu status de imigração, embora ele resida legalmente nos Estados Unidos.

O governo Trump também aumentou a verificação dos candidatos à cidadania, para verificar se eles têm sentimentos antiamericanos. Os oficiais de imigração também podem conduzir entrevistas com vizinhos dos candidatos.

Quase 1 em cada 3 imigrantes não cidadãos, incluindo metade daqueles sem status legal, afirmam conhecer pessoalmente alguém que foi detido ou deportado, aproximadamente o dobro da porcentagem que afirmou o mesmo em abril.

O que deixa alguns imigrantes sem documentos especialmente nervosos, segundo eles afirmaram em entrevistas, é a realidade de que a aplicação da lei não diferencia entre aqueles que são criminosos perigosos e aqueles que estão no país há décadas trabalhando, pagando impostos e, muitas vezes, criando filhos cidadãos americanos.

Eles também expressaram frustração com a falta de progresso em relação a uma reforma abrangente da imigração, que foi aprovada pelo Congresso pela última vez em 1986.

Nem todos os imigrantes compartilham dos mesmos medos.

Lemay Oliva, 42, cruzou a fronteira sul da Califórnia em maio de 2015 e, como cubano, beneficiou-se da agora extinta política “wet foot, dry foot” (pé molhado, pé seco), que oferecia um caminho rápido para a residência legal a qualquer cubano que tocasse o solo americano —um caminho não oferecido a outros migrantes.

A política, em vigor de 1995 a 2017, foi projetada para promover os objetivos dos EUA de acolher aqueles que fugiam da nação comunista e dissuadir travessias marítimas perigosas feitas por migrantes que tentavam chegar aos EUA.

Oliva, que se descreveu como de direita, administra um serviço de bar para festas particulares em Orlando, Flórida. A atual repressão à imigração não o incomodou. “Estou bem com isso”, disse ele. “Essas pessoas infringiram a lei”, disse ele sobre os migrantes que cruzaram a fronteira. “É preciso fazer cumprir a lei. Não importa se você a infringiu há 20 anos.”

As opiniões de Oliva refletem as de uma parcela pequena, mas não insignificante, de imigrantes não cidadãos. Um terço do grupo disse que o nível de fiscalização da imigração no país atualmente é necessário. Sua satisfação com o clima atual de fiscalização reflete a dos imigrantes brancos, que relatam se sentir menos ameaçados pela repressão.

Imigrantes de países europeus —tanto os indocumentados quanto os que têm status legal— são menos propensos a sentir o medo que muitos outros imigrantes descrevem, de acordo com a pesquisa. Um terço dos europeus diz ter sentido medo, em comparação com 57% dos imigrantes da América Latina e 44% da Ásia.

Luna, a imigrante sem documentos em Los Angeles, fez uma pausa quando questionada se faria a viagem para os Estados Unidos novamente. Ela nunca imaginou que ela e seu marido, e por extensão sua família, se sentiriam tão inseguros como se sentem agora, disse ela.

Eles têm cinco filhos. Quatro deles —com idades entre 18, 12, 11 e 7 anos— nasceram nos EUA. O quinto, um filho de 26 anos, foi trazido do México quando criança e é um dos chamados Dreamers, protegido da deportação pelo programa da era Obama conhecido como DACA. Eles criaram um plano de emergência, para o caso de Luna ou seu marido, Gabriel Lorenzo, serem detidos.

“Somos gratos por tudo que este país nos deu e aos nossos filhos”, disse Lorenzo, que trabalha para a mesma empresa de construção há mais de uma década. “Mas o sistema se tornou totalmente cruel com os imigrantes.”

Durante anos, Luna levou sua filha mais velha a 45 minutos de carro para frequentar uma academia militar do ensino médio, porque ela estava determinada a se juntar aos fuzileiros navais. Luna então corria para casa para preparar suas outras filhas para a escola. Depois de deixá-las, ela dirigia mais 35 minutos até seu trabalho de zeladora.

Por mais ocupados que fossem aqueles dias, eles parecem uma época feliz e passada em sua vida. Em várias ocasiões, agentes apareceram no estacionamento do shopping onde ela trabalha, inclusive neste mês, quando um lojista que a conhece ligou para avisá-la para atrasar sua chegada.

No próximo mês, sua filha mais velha se formará como fuzileira naval dos EUA em Camp Pendleton, após concluir o treinamento básico. Luna está decidida a comparecer à cerimônia, não importa o risco da viagem. “Não gostaria de perder a formatura dela”, disse.



Fonte: Terra

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Nascemos para ‘ser-vir’ – por Luis Norberto Pascoal https://radar-rh.apdprh-br.org.br/nascemos-para-ser-vir-por-luis-norberto-pascoal/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/nascemos-para-ser-vir-por-luis-norberto-pascoal/#respond Sat, 22 Nov 2025 08:10:19 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/nascemos-para-ser-vir-por-luis-norberto-pascoal/ A dedicação ao próximo e à comunidade é a expressão mais elevada da existência humana. Servir não significa anular-se, mas reconhecer que nossas necessidades e as dos outros caminham lado a lado. Em um sentido mais amplo, isso revela que a vocação humana é o altruísmo: viemos para servir uns aos outros. Servir dá sentido […]

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A dedicação ao próximo e à comunidade é a expressão mais elevada da existência humana. Servir não significa anular-se, mas reconhecer que nossas necessidades e as dos outros caminham lado a lado. Em um sentido mais amplo, isso revela que a vocação humana é o altruísmo: viemos para servir uns aos outros.

Servir dá sentido à vida, diminui o egoísmo e faz nossos próprios problemas parecerem menores. A verdadeira grandeza é encontrada no ato de ajudar e contribuir para um bem maior.

Essa visão de vida ganha ainda mais força quando olhamos para pessoas que encarnaram esse ideal com coragem e dedicação.

Neste contexto, vale lembrar de grandes exemplos que traduziram essa missão de vida em ação. Entre eles, destaca-se, Betinho, o sociólogo Herbert de Souza, completaria 90 anos, no último dia 3 de novembro. Ele dedicou sua existência à luta contra a fome, à desigualdade e à exclusão social no Brasil. Tive o privilégio de conhecer o criador do lema “Quem tem fome, tem pressa”, Betinho não apenas serviu, mas mobilizou milhões com sua visão de urgência e compaixão. A sua vida é testemunho de que servir é uma forma de grandeza que transforma realidades.

Fundada por ele em 1993, a Ação da Cidadania nasceu como uma ampla rede de mobilização nacional para ajudar os 32 milhões de brasileiros que, segundo o Ipea, viviam abaixo da linha da pobreza. Criada no auge do Movimento pela Ética na Política, a Ação da Cidadania contra a Fome, a Miséria e pela Vida tornou-se o movimento social mais reconhecido do Brasil. Betinho nos deixou como legado que a ideia de servir é construir um país mais justo.

Somos simultaneamente, aqueles que necessitam e aqueles que podem construir. A vida nos convoca a um fim maior do que supomos, e somente ajudando percebemos o quanto também dependemos dos outros para sermos quem somos.

A beleza de servir está em ver o outro feliz. Quando contribuímos de forma sincera, para a realização e o crescimento alheio, experimentamos a plenitude. É nesse envolvimento com algo maior que encontramos a verdadeira razão de existir.

O nascimento humano começa muito antes do primeiro suspiro: começa no amor, nos sonhos, na paixão, na intenção. Biologicamente, a vida surge na concepção; existencialmente, ela surge no desejo. Somos resultado de uma linhagem imensa de ancestrais, que nos antecede e molda quem somos.

Amamos e buscamos ser amados. Sobrevivemos, nos conectamos, crescemos e nos realizamos através de relações significativas. Herdamos valores dos pais, dos amigos e da comunidade, mas construímos nosso próprio sentido por meio de escolhas e liberdade.

Por fim, nascemos para servir e nascemos para o mundo. Servir quem amamos e servir à comunidade não é apenas um dever moral, mas uma regra da própria natureza humana.

E é nesse ato, simples e profundo, que encontramos grandeza, significado e plenitude. Porque, no mais íntimo de nossa existência, viver é ser. E ser, no seu sentido mais pleno, é ‘ser-vir’.

 

Luis Norberto Pascoal é empresário e presidente da Fundação Educar

 

 

 



Fonte: Hora Campinas

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Prosas do Leonardo Campos. Gols do Daniel Alcarria. Para ler e recordar. Vibrar com o futebol raiz. Orgulhar-se: os autores são daqui… – 22/11/2025 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/prosas-do-leonardo-campos-gols-do-daniel-alcarria-para-ler-e-recordar-vibrar-com-o-futebol-raiz-orgulhar-se-os-autores-sao-daqui-22-11-2025/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/prosas-do-leonardo-campos-gols-do-daniel-alcarria-para-ler-e-recordar-vibrar-com-o-futebol-raiz-orgulhar-se-os-autores-sao-daqui-22-11-2025/#respond Sat, 22 Nov 2025 07:02:12 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/prosas-do-leonardo-campos-gols-do-daniel-alcarria-para-ler-e-recordar-vibrar-com-o-futebol-raiz-orgulhar-se-os-autores-sao-daqui-22-11-2025/ “Vim ao mundo no embalo manso da vida simples da roça, onde o silêncio da mata virgem, o perfume da relva úmida, o som do fubá borbulhando na panela de ferro, sobre o velho fogão de lenha se faziam presentes. Lá fora, os galos cantavam anunciando um novo amanhecer e o pequeno “Catulim” latia como […]

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“Vim ao mundo no embalo manso da vida simples da roça, onde o silêncio da mata virgem, o perfume da relva úmida, o som do fubá borbulhando na panela de ferro, sobre o velho fogão de lenha se faziam presentes. Lá fora, os galos cantavam anunciando um novo amanhecer e o pequeno “Catulim” latia como quem saudava a chegada de mais um dia”. 

Leonardo Campos, ‘Eco de minhas raízes’

“Fundado em 15 de dezembro de 1981 no anfiteatro do Paço Municipal, o Grêmio Mauaense disputou a então terceira divisão em 1982 e até o primeiro acesso, três anos depois, esteve sempre nas fases decisivas. A subida veio em 1985, quando a equipe treinada por Roberto Bonora, que morreu em 1993, venceu o Mirassol e ficou com o título. A base do Mauaense era formada por Gilmar; Pacola, Fernando, Alemão e Laurindo; Dias, Tigrila e João Carlos; Giba, Gaúcho e Ica”.

Divanei Guazzelli, Diário: 14-12-2001

Anotem em suas agendas: Leonardo Campos lança o livro “Proseando pelo tempo, entre passos, preces e lembranças”, na próxima segunda-feira, dia 24; na sexta-feira, dia 28, Daniel Alcarria lança o livro “Grêmio Mauaense, campeão 1985, a história do primeiro título do futebol profissional de Mauá”.


Importante assinalar, nesses tempos de mídia eletrônica: são dois livros impressos com tinta e no papel, mereceremos de fazer parte da sua biblioteca, amigo leitor.

Leonardo Campos integra da Coopacesso, editora com sede na Vila Guaraciaba, em Santo André; Daniel Alcarria faz parte do grupo de historiadores do futebol do Memofut, das reuniões mensais no Pacaembu.

Os dois autores já estiveram na TV do Diário, falando de suas obras iniciais. Diante da pergunta do repórter: “Qual o próximo livro?”, sempre houve respostas positivas, e Alcarria e Campos prosseguem, firmes e felizes, escrevendo e publicando.

Daniel Alcarria participou do 16º Congresso de História do Grande ABC, semana passada, em São Bernardo; Leonardo Campos participará do 17º Congresso, 2027, em São Caetano. E na semana que vem os dois autores aguardam pela presença de todos para mostrarem suas novas criações.

Os contos do Leonardo

Lançamento: segunda-feira, dia 24, às 19h.


Local: Restaurante Caboclo Bão.

Endereço: Rua Gertrudes de Lima, 356, Santo André.

(*) Leonardo comemorará seus 54 anos.

O Grêmio Mauense campeão

Autor: Daniel Alcarria

Lançamento: sexta-feira, dia 28, às 18h30.

Local: Centro de Formação de Professores Miguel Arraes.

Endereço: aquele prédio redondo da Secretaria de Educação de Mauá, 10º andar. Fica ao lado das estações.

(*) Daniel aguarda a presença em peso dos colegas do Memofut.

 

Crédito das fotos 1 e 2 – Divulgação

EM CARTAZ. A dedicatória do livro do Leonardo Campos, a capa do livro do Daniel Alcarria: o Grande ABC que escreve e emociona

NAS ONDAS DO RÁDIO

O Poder da Mensagem.

E o programa que surpreendeu Hélio Ribeiro.

Texto: Milton Parron

O Centro de Documentação e Memória da Bandeirantes reserva um fundo especial para o comunicador – e inovador – Hélio Ribeiro, criador de uma linguagem radiofónica única. De tal maneira que, 25 anos após a sua partida, Hélio Ribeiro preserva uma legião de admiradores, verdadeiramente um clube que se preocupa em estudar e divulgar a carreira do ídolo.

Para esta edição de “Memória”, escolhemos um programa apresentado por Hélio Ribeiro em 1973, data de seu aniversário, quando a produção o surpreendeu com algumas entrevistas inesperadas que o cumprimentaram pela data, entre as quais, seu padrinho Blota Junior, Sônia Ribeiro e o Rei Pelé.

José Magnoli, nome de batismo de Hélio Ribeiro, é paulistano, nascido em 24 de julho de 1935. Faleceu também em São Paulo, em 6 de outubro do ano 2000.

Memória – Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast.

Crédito da foto 3 – Cedom (divulgação)

HÉLIO RIBEIRO. ‘Sabe quem, sabe quem? A moça do Karmann-Ghia vermelho…’

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Sábado, 22 de novembro de 1975 – Edição 2910

MANCHETE – Procap começará a demolir barracos dentro de 15 dias.

Ideia da empresa de economia mista de São Bernardo era transferir moradores de favelas para Taquacetuba, isolando-os neste bairro pós-balsa em Riacho Grande.

NOTA DA MEMÓRIA – Não se falava em urbanização de favelas; a ordem era a chamada “desfavelização”, num radicalismo furado e desumano que não tinha como dar certo. E que de fato não deu.

SANTO ANDRÉ – Prefeitura reconstruía ponte na Alameda São Bernardo.

MOVIMENTO SINDICAL – Têxteis obtinham reajuste de 38%.

MEMÓRIA – Curitiba inaugurava o único museu médico do Brasil.

FUTEBOL – Saad, de São Caetano, inaugurava sua moderna concentração para os jogadores, à Rua Ramos de Azevedo, 249.

EM 22 DE NOVEMBRO DE…

1905 – Do correspondente do Estadão em São Bernardo: em visita ao dr. Cesário Bastos e seu genro, dr. Paulo Passalacqua, estiveram ontem (17) o monsenhor Camilo Passalacqua e o major José Passalacqua.

Sessenta caixeiros viajantes enviavam abaixo-assinado às empresas ferroviárias solicitando redução de 20% nas passagens de primeira classe e frete de bagagens, “devido à crise porque passam todas as classes laborais do país”.

Berlim, 20 – Os operários dos portos fluviais declararam a greve geral.

1953 – Realizados plebiscitos em Mauá e Ribeirão Pires. O povo diz SIM. E os dois distritos separam-se de Santo André.

1980 – Inaugurado o Centro Cultural do Bairro Assunção, com a Biblioteca Guimarães Rosa, auditório (futuro Teatro Elis Regina), Pinacoteca Municipal e Galeria de Exposições.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

No Estado de São Paulo, hoje é o aniversário de Álvaro de Carvalho (1949, quando se separa de Garça) e Monte Castelo (1954, quando se separa de Araçatuba).

No Ceará, Barro, Chaval, Itatira, Jati, Marco, Monsenhor Tabosa, São Luís do Curu e Trairi.

No Rio Grande do Sul, Cruzeiro do Sul e Ibiaçá.

No Paraná, Iguaraçu e Santa Cecília do Pavão.

Em Rondônia, Ji-Paraná e Primavera de Rondônia. 

E mais: Cabeceira Grande (MG), Cândido Mendes (MA), (PR), Lages (SC), Niterói (RJ) e Piracanjuba (GO).

HOJE

Dia da Música, do Músico e dos Cantores

Dia Nacional do Líbano.

Santa Cecília

22 de novembro

Viveu em Roma entre os séculos II e III. E a padroeira da música e do canto.

Ilustração: Arquidiocese de Manaus





Fonte: Diário do Grande ABC

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22112025 – ABC Repórter https://radar-rh.apdprh-br.org.br/22112025-abc-reporter/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/22112025-abc-reporter/#respond Sat, 22 Nov 2025 06:42:18 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/22112025-abc-reporter/ ABC Repórter Empresa Jornalística Walter Estevam Junior – PUBLISHER MTB 03.337 Rua Tupi, nº 84 – São Caetano do Sul – SP – CEP 09530-530 Telefone: +55 (11) 4221-6787 | +55 (11) 96589-1878 redacao@jornalabcreporter.com.br comercial@jornalabcreporter.com.br Fonte: ABC Repórter

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ABC Repórter Empresa Jornalística

Walter Estevam Junior – PUBLISHER MTB 03.337

Rua Tupi, nº 84 – São Caetano do Sul – SP – CEP 09530-530

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CRJ apresenta parecer em IRR (Tema 274), opinando pela suspensão do contrato de trabalho do aposentado por invalidez após o decurso dos prazos para avaliação periódica https://radar-rh.apdprh-br.org.br/crj-apresenta-parecer-em-irr-tema-274-opinando-pela-suspensao-do-contrato-de-trabalho-do-aposentado-por-invalidez-apos-o-decurso-dos-prazos-para-avaliacao-periodica/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/crj-apresenta-parecer-em-irr-tema-274-opinando-pela-suspensao-do-contrato-de-trabalho-do-aposentado-por-invalidez-apos-o-decurso-dos-prazos-para-avaliacao-periodica/#respond Sat, 22 Nov 2025 06:26:09 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/crj-apresenta-parecer-em-irr-tema-274-opinando-pela-suspensao-do-contrato-de-trabalho-do-aposentado-por-invalidez-apos-o-decurso-dos-prazos-para-avaliacao-periodica/ CRJ apresenta parecer em IRR (Tema 274), opinando pela suspensão do contrato de trabalho do aposentado por invalidez após o decurso dos prazos para avaliação periódica Fonte: MPT Notícias

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Fonte: MPT Notícias

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STJ concede HC a homem que ficou preso esperando por perícia https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stj-concede-hc-a-homem-que-ficou-preso-esperando-por-pericia/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stj-concede-hc-a-homem-que-ficou-preso-esperando-por-pericia/#respond Sat, 22 Nov 2025 03:42:04 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/stj-concede-hc-a-homem-que-ficou-preso-esperando-por-pericia/ A lerdeza do Estado O ministro do Superior Tribunal de Justiça Rogerio Schietti concedeu Habeas Corpus a um homem preso preventivamente há quase um ano por tráfico de drogas. O acusado aguardava por uma perícia em seu aparelho celular, pedida pelo Ministério Público desde a denúncia, e pela produção de um incidente de […]

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A lerdeza do Estado

O ministro do Superior Tribunal de Justiça Rogerio Schietti concedeu Habeas Corpus a um homem preso preventivamente há quase um ano por tráfico de drogas. O acusado aguardava por uma perícia em seu aparelho celular, pedida pelo Ministério Público desde a denúncia, e pela produção de um incidente de insanidade mental instaurado há dois meses.

Rogerio Schietti não viu motivo para a demora para a prolação da sentença

A defesa alegou que ele estava preso havia 300 dias por ineficiência do Estado, que não fez a perícia no aparelho. E sustentou ainda haver um “excesso de prazo” na formação da culpa do acusado, preso preventivamente pela suposta prática do crime previsto no artigo 33 da Lei 11.343/2006, que, entre outras providências, estabelece normas para repressão ao tráfico ilícito de drogas.

Baixa complexidade

Schietti, que substituiu a prisão preventiva por medidas cautelares, destacou na decisão a simplicidade do processo e o fato de não haver “absolutamente nenhuma previsão para o encerramento da instrução e a prolação de sentença”. “Observo tratar-se de processo aparentemente bastante simples, com apenas um réu, duas testemunhas de acusação (policiais militares) e duas de defesa, sem complexidade que eventualmente explicasse tamanho atraso para a prolação de sentença.”

Ele fez a ressalva de que, com o HC concedido, o réu fica proibido de se ausentar da comarca sem autorização judicial, devendo, além disso, comparecer em juízo, sempre que intimado, para informar o endereço e justificar atividades no prazo e nas condições a serem fixados pelo juiz.

“Alerte-se ao acusado que a violação das medidas impostas poderá acarretar o restabelecimento da prisão provisória, a qual também poderá ser novamente aplicada se sobrevier situação que configure a exigência da cautelar mais gravosa.”

Atuaram no caso os advogados Jessé Conrado Góes e Caroline Conrado Góes, do escritório Conrado Góes Advogados.

Clique aqui para ler a decisão
HC 1.041.950





Fonte: Conjur

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Emprego nas micro e pequenas empresas cresce 22,8% de agosto para setembro – Sistema FENACON https://radar-rh.apdprh-br.org.br/emprego-nas-micro-e-pequenas-empresas-cresce-228-de-agosto-para-setembro-sistema-fenacon/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/emprego-nas-micro-e-pequenas-empresas-cresce-228-de-agosto-para-setembro-sistema-fenacon/#respond Sat, 22 Nov 2025 03:40:19 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/emprego-nas-micro-e-pequenas-empresas-cresce-228-de-agosto-para-setembro-sistema-fenacon/ Emprego nas micro e pequenas empresas cresce 22,8% de agosto para setembro – Sistema FENACON A Fenacon Fenacon – Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas. Mídias Sociais Fale conosco Telefone: 61 3105-7500 E-mail: fenacon@fenacon.org.br Nosso endereço Setor Bancário Norte, Quadra 2, Lote 12,Bloco F, Salas […]

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Emprego nas micro e pequenas empresas cresce 22,8% de agosto para setembro – Sistema FENACON





Fonte: Fenacon

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Inteligência artificial no RH e o poder das decisões aumentadas – Portal Melhor RH https://radar-rh.apdprh-br.org.br/inteligencia-artificial-no-rh-e-o-poder-das-decisoes-aumentadas-portal-melhor-rh/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/inteligencia-artificial-no-rh-e-o-poder-das-decisoes-aumentadas-portal-melhor-rh/#respond Sat, 22 Nov 2025 03:28:25 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/inteligencia-artificial-no-rh-e-o-poder-das-decisoes-aumentadas-portal-melhor-rh/ A rotina de qualquer gestor é feita de escolhas. Decidir como redistribuir responsabilidades ou quando intervir em um conflito exige leitura de contexto, atenção ao clima e sensibilidade para perceber o que não é dito. Nada é automático. E, justamente porque o trabalho humano é cheio dessas sutilezas, as empresas começaram a buscar ferramentas que […]

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A rotina de qualquer gestor é feita de escolhas. Decidir como redistribuir responsabilidades ou quando intervir em um conflito exige leitura de contexto, atenção ao clima e sensibilidade para perceber o que não é dito. Nada é automático. E, justamente porque o trabalho humano é cheio dessas sutilezas, as empresas começaram a buscar ferramentas que ampliassem o olhar sobre as relações humanas. É nesse cenário que a inteligência artificial surge como apoio às lideranças, abastecendo o RH com dados capazes de prever tendências e antecipar problemas. Mas nem tudo que chega como resposta objetiva traduz a realidade. Previsão não é fato.

Foi exatamente essa confusão que moveu a trama de Minority Report, thriller de ficção científica de 2002 protagonizado por Tom Cruise, que apostava na ilusão de que antecipar o futuro era o bastante para compreendê-lo. No filme, a tecnologia entregava indícios de possíveis assassinos, mas ignorava o contexto de cada caso, o que transformava previsões em sentenças. É o mesmo risco que as empresas enfrentam, hoje, quando confundem volumes de informação com decisões supostamente mais assertivas “porque são baseadas em dados”.

IA apoia, não substitui

Na prática, as decisões só se tornam realmente estratégicas quando combinam a agilidade da tecnologia – capaz de identificar padrões e antecipar riscos em segundos – com a nossa humanidade. Por mais que a inteligência artificial apoie o RH na gestão de pessoas, quem interpreta, pondera e decide continua sendo o ser humano. É exatamente sobre esse equilíbrio que queremos falar: como usar a IA para apoiar, e não substituir, gestores.

Agora, pense por um instante. À medida que a IA acelera análises e antecipa cenários, cresce também a expectativa de que tudo receba uma resposta imediata. Mas, como bem sabemos, tudo tem seu tempo. E é justamente aí que surge um sério descompasso entre a velocidade da tecnologia e a complexidade humana. No cotidiano, isso ganha forma em prazos curtos, escolhas urgentes e uma pressão constante por resultados, como se a liderança fosse capaz de decidir no mesmo ritmo em que os dados chegam. Diante desse cenário, apostar tudo na IA pode parecer inevitável, mas será que a tecnologia realmente tem todas as respostas?

O fim da autonomia – ou o começo

Antes da inteligência artificial, o RH já precisava “colocar sua sensibilidade para jogo” para dar conta dessa complexidade. Hoje, porém, em vez de responder sozinhos, muitos gestores estão aprendendo a dividir o peso da análise com a tecnologia – e é nesse ponto que a leitura de Luiz Lobo, head de RH da Maitha, ajuda a reposicionar o debate. Embora tenha gente que ainda trate a IA como ameaça à autonomia, ignorar seu potencial seria um equívoco. Entusiasta declarado de tecnologia, Luiz enxerga a inteligência artificial não como risco ao RH, mas como aliada: uma ferramenta capaz de limpar ruídos, reduzir obstáculos e devolver clareza à atuação. “Costumo dizer que a IA é uma oportunidade de resgatar a essência da área, que é o olhar cuidadoso para as necessidades e expectativas de cada colaborador”, conta.

Luiz Lobo,
da Maitha

Citando um estudo recente da Gartner, ele destaca que oito em cada dez líderes já usam IA em alguma etapa da decisão, mas poucos confiam plenamente nos resultados. Um problema que, para ele, é puramente cultural. Vivemos cercados de ferramentas digitais, mas ainda não aprendemos a lidar com elas no campo simbólico. O que se ganha, ou se perde, quando o algoritmo entra na equação? O que significa delegar parte da análise? É justamente por isso, diz Luiz, que cabe ao RH mostrar que a inteligência artificial não substitui o julgamento humano – ela o amplia. E os dados reforçam isso: estudos da McKinsey mostram ganhos reais de eficiência e engajamento em modelos de decisão aumentada.

Onde a IA enxerga o que o líder não vê

No cotidiano, Luiz descreve a IA como uma lente que revela nuances difíceis de identificar. Ela apoia decisões ao aumentar a precisão técnica em entrevistas, automatizar briefings, identificar gaps de performance e até estimar potencial de liderança com base em dados de comportamento. Com esse tipo de suporte, o gestor passa a enxergar possibilidades onde antes só via problemas, inovando em processos até corriqueiros, como seleção, acompanhamento e distribuição de tarefas. E, quando isso acontece, a experiência do colaborador também muda.

É nesse ponto que surgem os exemplos que ele chama de “miopia corporativa”: “a IA não possui sentimentos como empatia ou percepções como intuição, mas pode enxergar padrões que a gente não vê ou até mesmo negligencia”, afirma. Isso inclui desde profissionais de uma faixa etária que são menos promovidos até “clusters de exclusão invisíveis” ou talentos essenciais que simplesmente perderam visibilidade na organização. “Nesses casos, a IA brilha ao revelar coisas relevantes para empresa e líderes.”

Mas, ao mesmo tempo em que reconhece essa sofisticação, ele demarca a fronteira onde o algoritmo não entra: empatia, propósito, ética e contexto emocional. “A IA expande a visão do gestor, tornando-o mais estratégico, holístico e até mesmo aumentando prontidão para novos desafios na organização. Mas é o humano que dá propósito, valores, interpreta nuances e toma a decisão final”, afirma. A tecnologia pode indicar indícios de desmotivação, mas só uma conversa 1:1 revela se o problema é o cargo, a cultura ou algo da vida pessoal. Nas palavras de Luiz, “no fim do dia, o líder deixa de ser ‘chefe de pessoas’ e vira um profissional mais completo, com análise crítica mais robusta”. Não por acaso, estudos do MIT Sloan (2025) mostram que times que combinam IA e empatia reduziram turnover em 17%.

Tempo para engajar

Além do olhar ampliado, existe um valor silencioso – e, talvez, o mais escasso no mundo corporativo – que a IA devolve ao líder (e ao RH): tempo. Para Fernanda Mazzetto, superintendente de Pessoas & Cultura da Qualicorp, a tecnologia pode liberar o gestor da operação repetitiva e abrir espaço para o que realmente faz diferença: “cuidar das pessoas”. Em vez de mergulhar em pilhas de relatórios, faz muito mais sentido direcionar energia para ações que fortalecem a cultura e sustentam vínculos. “É esse tempo precioso que permite escuta ativa, reconhecimento de conquistas e orientação personalizada, criando um espaço onde cada colaborador se sente valorizado”, salienta. E nada disso cabe em dashboards, porque presença, atenção e cuidado continuam sendo tarefas irrenunciavelmente humanas.

É justamente nessa margem, onde a IA amplia sem substituir, que os bons exemplos ganham força. “A IA pode ajudar a identificar áreas com maior risco de esgotamento, mapear diferenças de engajamento entre gerações ou acompanhar indicadores de inclusão”, explica Fernanda. São alertas que ampliam a visão das lideranças e permitem agir antes que problemas se agravem. Ainda assim, ela reforça: “Diversidade, inclusão e saúde mental envolvem contextos muito particulares, e nenhuma ferramenta substitui o diálogo, a escuta ativa e o julgamento humano.” Na Qualicorp, ela conta que essa lógica orienta o uso da tecnologia sem abrir mão do #DNAQuali, pautado por ética, cuidado e desenvolvimento contínuo.

Sensibilidade é o que falta à máquina

Fernanda Mazzetto,
da Qualicorp

Além disso, com a inteligência artificial como aliada no RH, é possível tomar decisões mais justas, reduzindo vieses inconscientes com dados consistentes. Mas, mesmo com trilhas de desenvolvimento sugeridas por algoritmos, análises de engajamento e modelos de turnover cada vez mais precisos, há zonas que continuam intraduzíveis para as máquinas.

Segundo ela, ética, cultura organizacional e histórias individuais pertencem ao campo humano. “Nenhum algoritmo é capaz de compreender integralmente a história, os sentimentos e as motivações de cada pessoa. É nesse ponto que se estabelece a fronteira entre apoio e substituição”, afirma. Na verdade, a combinação entre tecnologia e sensibilidade é o que torna a decisão mais completa.

Decisões pedem empatia, contexto e toque humano

No momento final do processo decisório, quando os dados deixam de explicar a realidade e o cenário exige interpretação, é o gestor quem precisa entrar em campo com sua própria expertise. Para Eliana Vieira, vice-presidente de RH da Hapvida, é justamente nesse ponto que começa aquilo que ela chama de “acabativa”, a etapa em que a sensibilidade entra onde o algoritmo não chega. É ali, nas decisões que pedem empatia, contexto e leitura humana, que o julgamento do líder faz toda a diferença. “Na Hapvida, temos a compreensão de que a tecnologia é uma facilitadora, mas nos processos mais críticos, o toque humano é insubstituível”, reflete.

Na prática, isso significa usar a IA para acelerar o que pode ser acelerado, como etapas de atração, triagem e resposta aos candidatos, sem abrir mão da presença humana nos pontos que realmente moldam a experiência das pessoas. “Quando utilizamos IA para agilizar o processo de atração de talentos, conseguimos reduzir etapas operacionais e responder mais rapidamente aos candidatos”, afirma. Em um ambiente hospitalar, onde tempo e acolhimento caminham lado a lado, essa agilidade também significa respeito às pessoas.

Experiência melhorada

A mesma lógica vale para o uso de chatbots de RH, que agilizam aqueles processos mais protocolares e repetitivos. “Ao implementarmos chatbots para responder dúvidas, estamos democratizando o acesso à informação, dando autonomia e promovendo uma experiência mais fluida e inclusiva”, reforça. Entretanto, para Eliana, a discussão vai além da eficiência. Ela propõe olhar não apenas para o ROI (Retorno sobre o Investimento), mas para a experiência em si. Ou seja: é preciso avaliar onde a tecnologia realmente melhora a jornada e onde ela precisa parar para que o humano assuma.

Segundo, ela, quando utilizada com propósito, a IA provoca o oposto da desumanização: ela amplia nossa capacidade de cuidar, estar presentes e decidir com consciência. “Estamos falando de uma aliada estratégica, que nos ajuda a enxergar melhor, decidir melhor e, acima de tudo, cuidar melhor das pessoas”, finaliza.

inteligência artificial no RH
Eliana Vieira ,
da Hapvida

Entre dados, vieses e o que ainda precisa ser visto

Diante de tudo isso, uma última pergunta parece inevitável: como confiar em recomendações produzidas por mecanismos que não mostram o caminho até a resposta? A mesma IA que acelera análises, organiza informações e antecipa cenários também pode esconder vieses e reforçar padrões discriminatórios, operando por lógicas pouco visíveis ao gestor. É justamente nesse terreno que governança, transparência e letramento deixam de ser protocolos técnicos e tornam-se condições básicas para o uso responsável da inteligência artificial no RH.

Para Luiz Lobo, o debate começa bem antes do algoritmo: começa na ética. Ele afirma que governança não é acessório, mas parte da infraestrutura. “Toda empresa que quer usar IA precisa de comitês multidisciplinares formados por RH, jurídico, tecnologia e até participações extraordinárias de representantes dos times conforme o tema em foco”, analisa. Na prática, são esses grupos que ficam responsáveis por revisar premissas, critérios de decisão, dados usados e potenciais vieses.

“Não existe IA madura sem líderes maduros”

Ao trazer referências como o EU AI Act e os princípios da OCDE, ele reforça que não existe uso seguro de IA sem uma arquitetura clara de responsabilidade. Isso implica compreender como a tecnologia raciocina, o que ela prioriza, o que descarta e que tipo de viés pode carregar. Por isso, ferramentas de explainable AI tornam-se indispensáveis para os gestores ao relevar o caminho até a resposta. “O gestor passa confiar no dado da mesma forma que confia em um relatório financeiro: com clareza, controles, limitações e rastreabilidade.”

Mas governança não se sustenta sem letramento, um dos fundamentos mais fundamentais e que muitas empresas ignoraram. A bem da verdade, não existe IA madura sem líderes maduros “Tudo sempre começa no arroz com feijão bem-feito”, diz. Para ele, alfabetizar líderes é o primeiro passo para que passem a perguntar melhor. O ponto principal, afirma, é entender que “o dado é um norteador e não um destino final”. Usar IA de forma madura é saber quando confiar e quando duvidar. “IA sem pensamento crítico por trás é só um PowerPoint sem graça.”

Quando os dados ganham contexto e sensibilidade, a tecnologia deixa de disputar espaço com o humano e passa a ampliar a capacidade real de decidir

Maturidade digital

Essa mesma lógica orienta a visão de Fernanda Mazzetto, da Qualicorp, que coloca confiança e transparência como pilares inseparáveis quando se trata de inteligência artificial no RH. “Os gestores precisam entender claramente quais dados estão sendo usados, de onde vêm e quais fatores influenciam as recomendações da IA”, reflete. E esse entendimento, segundo ela, não é um mero detalhe técnico, mas condição de segurança. Como os modelos aprendem e evoluem, é preciso monitorá-los de perto e continuamente, evitando que ajustes silenciosos distorçam a realidade ao longo do tempo.

Fernanda reforça que proteger dados, garantir finalidades legítimas e assegurar consentimento fazem parte da mesma ética do cuidado que sustenta o #DNAQuali. E é por isso que investir em educação digital vai muito além de ensinar alguém a operar ferramentas: significa formar líderes com “uma mentalidade analítica, crítica e ética”, capazes de interpretar insights, questionar desvios e usar a tecnologia sem abrir mão da humanidade.

Essa mesma maturidade aparece na leitura de Eliana Vieira, da Hapvida, que vê o equilíbrio entre humano e máquina como resultado de escolhas conscientes, e não de automatismos. Para ela, o uso responsável da IA começa por um foco duplo e inegociável: “investir onde a IA ajuda a resolver questões críticas e, ao mesmo tempo, onde ela melhora efetivamente a jornada das pessoas”. Governança, portanto, não é apenas limitar o algoritmo, mas garantir que ele opere a favor da experiência humana, sem diluí-la ou torná-la acessória. Para ela, o papel da tecnologia é liberar o que há de mais insubstituível no trabalho: a sensibilidade. “A tecnologia mais poderosa continua sendo aquela que nos permite ser mais humanos”, finaliza.


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Fonte: Revista Melhor

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Enem 2025: prazo para solicitar reaplicação de prova termina hoje https://radar-rh.apdprh-br.org.br/enem-2025-prazo-para-solicitar-reaplicacao-de-prova-termina-hoje/ https://radar-rh.apdprh-br.org.br/enem-2025-prazo-para-solicitar-reaplicacao-de-prova-termina-hoje/#respond Sat, 22 Nov 2025 03:15:19 +0000 https://radar-rh.apdprh-br.org.br/enem-2025-prazo-para-solicitar-reaplicacao-de-prova-termina-hoje/     O prazo para solicitar a reaplicação de prova de um ou dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 termina às 12h desta sexta-feira (21). O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avisa que haverá apenas uma reaplicação do Enem. Como solicitar O pedido deve ser […]

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O prazo para solicitar a reaplicação de prova de um ou dos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2025 termina às 12h desta sexta-feira (21).

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) avisa que haverá apenas uma reaplicação do Enem.

Como solicitar

O pedido deve ser feito exclusivamente na Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), com o acesso pela plataforma Gov.br, com o CAPF e senha cadastrados.

Para a análise, o participante deverá inserir um documento legível, em língua portuguesa, que comprove a condição que motiva a solicitação de atendimento, com a data que contemple o dia perdido de aplicação do Enem 2025. 

Acompanhe a cobertura completa da EBC na COP30 

Situações

O edital de abertura do Enem prevê que o participante afetado por problemas logísticos durante a aplicação das provas ou acometido por uma das doenças infectocontagiosas no primeiro ou no segundo dia de aplicação das provas poderá solicitar a reaplicação do exame.

O direito à reaplicação é assegurado também a quem foi afetado por desastres naturais. É o caso dos inscritos confirmados, moradores de Rio Bonito do Iguaçu (PR), impactados por um tornado em 7 de novembro de 2025, um dos mais intensos já registrados no estado do Paraná.

O participante só poderá fazer as provas referentes ao dia em que ficou inviabilizado de realizar na agenda regular do exame.

Doenças infecciosas

De acordo com o edital do Enem 2025, o participante infectado por uma das doenças a seguir deverá solicitar reaplicação: tuberculose, coqueluche, difteria, doença invasiva por Haemophilus influenzae, doença meningocócica e outras meningites, varíola, varíola dos macacos (monkeypox), influenza humana A e B, poliomielite por poliovírus selvagem, sarampo, rubéola, varicela (catapora) ou covid-19.

Problemas logísticos

Para reaplicação, são considerados problemas logísticos que prejudicaram o solicitante fatores como: desastres naturais que comprometam a infraestrutura do local; falta de energia elétrica que comprometa a visibilidade da prova pela ausência de luz natural ou outro erro de execução de procedimento de aplicação.

Análise

Cada caso será analisado individualmente pela equipe do Inep. Somente a aprovação do documento comprobatório garante a participação na reaplicação do Exame.

Para os casos em que o pedido for aceito (deferido), as provas serão reaplicadas nos dias 16 e 17 de dezembro.

O inscrito fará a prova somente no dia em que sua participação foi inviabilizada no Enem.

 

 



Fonte: Ag Brasil

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