A justiça do Peru condenou nesta quinta-feira (27) o ex-presidente Pedro Castillo a 11 anos e cinco meses de prisão pelo crime de conspiração para uma tentativa de golpe de Estado. A sentença contra Castillo foi proferida um dia após outro ex-presidente peruano, Martín Vizcarra, ser condenado por corrupção.
Ao todo, com as prisões de Castillo e Vizcarra, chegam a quatro o número de ex-presidentes peruanos detidos no presídio de Barbadillo, localizado nos arredores da capital Lima.
Além de Castillo, também foram condenados a ex-primeira-ministra Betssy Chávez, atualmente asilada na embaixada do México em Lima, e o ex-ministro do Interior Willy Huerta, por participação na tentativa de insurreição.
Chávez também foi condenada a 11 anos de prisão, enquanto Huerta obteve uma pena menor. Outros dois acusados foram absolvidos devido à falta de provas.
Pedro Castillo era acusado de liderar uma rebelião para dar um golpe de Estado, após tentar dissolver o Congresso e o Judiciário peruanos em 7 de dezembro de 2022. Ele acabou destituído pelos parlamentares e foi preso no mesmo dia.
A justiça peruana entendeu que o ex-presidente não chegou a consumar uma rebelião de fato, pois, aos olhos das leis locais, seria necessário o uso de armas para isso, mas o condenou por ter conspirado para cometer um golpe de Estado.
Fonte: Valor Econômico