Com essa maioria, o impeachment dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), particularmente do ministro Alexandre de Moraes, pode entrar na pauta a partir de 2027. Ontem, Lula demonstrou preocupação com essa articulação da oposição pelo Senado.
Na eleição de 2022, o PL —partido de Bolsonaro— já havia formado a maior bancada do Senado. Aquilo ali foi um banho de água fria para o campo da centro-esquerda, ninhada em torno do Lula.
Então, a direita já vem se organizando lá atrás. Não é para 2026. Vem de antes, frisando a necessidade de a direita estar presente no Senado, para passar as pautas de costumes e valores (incluindo aí ataques aos ministros do STF). E eles já tinham sido bem-sucedidos lá atrás.
Há um aprendizado político de lá para cá: eles já acertaram lá atrás, já conseguiram formam um Senado forte. Então, agora, parece que a esquerda está acordando para esse tema. Isso é tratado como prioridade dentro do governo e por seus aliados.
Eles estão preocupados e não é para menos. Não só por eventuais processos de impeachments de ministros [do STF] que passam por ali, mas pelas indicações ao Supremo. Uma vez com o controle do Senado, eles barram qualquer indicação do presidente, trava o trabalho do presidente. Beatriz Bulla, colunista do UOL
O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h, com apresentação de Fabíola Cidral, e às 17h, com Diego Sarza. Aos sábados, o programa é exibido às 11h e 17h, e aos domingos, às 17h.
Fonte: Uol