A Vibra, empresa líder no mercado brasileiro de distribuição de combustíveis, está encerrando 2025 em uma posição considerada estratégica para o setor. Após um período de competição acentuada no mercado, a companhia apresentou, no Vibra Investor Day, números que indicam recuperação de participação, aceleração comercial e reforço de portfólio, movimento sustentado por um ambiente regulatório mais equilibrado e por um plano de longo prazo voltado à geração de caixa e eficiência. A empresa chegará a 2026 com embandeiramento recorde, avanço no B2B, redução relevante de custos logísticos e maior integração entre varejo, lubrificantes e energia renovável.
O CEO Ernesto Pousada avaliou que este é o início de um novo ciclo. “Estamos construindo o legado de uma companhia que voltou a crescer no core, recuperou market share de forma definitiva, gerou caixa em nível recorde e entrou em um novo ciclo de crescimento e rentabilidade, com disciplina e foco no cliente”, afirmou ao apresentar projeções até 2030. A estratégia parte de cinco avenidas de crescimento: postos, B2B, logística, lubrificantes e renováveis.
Retomada no varejo e disciplina logística
No varejo, a companhia registrou 357 novos postos em 2025, o maior nível dos últimos cinco anos. O movimento reforça a presença da marca Petrobras na ponta e impulsiona o ecossistema formado por BR Mania, Premmia e Lubrax+. A empresa destaca que a previsibilidade regulatória, com monofasia do etanol, solidariedade tributária e fiscalização de agentes irregulares, gerou ambiente mais competitivo, favorecendo volumes e margens. A meta para 2026 é ampliar o embandeiramento, acelerar canais digitais e intensificar ações comerciais com revendedores, com foco no relacionamento e em produtos de maior valor agregado.
A agenda de eficiência também avançou na logística. A Vibra reduziu R$ 350 milhões em fretes em 2025, impulsionada por rotas otimizadas, maior uso multimodal e inteligência artificial aplicada à operação. A companhia indica que o próximo passo é monetizar ativos, otimizar bases menos produtivas e aprimorar o protagonismo na aquisição de etanol, consolidando ganhos operacionais e sustentando competitividade no core.
Expansão em B2B, lubrificantes e energia renovável
No segmento empresarial, houve crescimento de 5% na base de clientes, aumento de 14% no cross-sell e expansão do upsell de produtos de maior margem, com destaque para aditivados e lubrificantes. A evolução da estrutura Agro, novos canais comerciais e uso de IA no pricing ampliaram a rentabilidade. Para 2026, a companhia pretende fortalecer ofertas premium, entrar no mercado de gás natural e avançar em fidelização com portfólio integrado.
Em lubrificantes, o Lubrax manteve liderança nacional e foi Top of Mind pelo nono ano seguido. O volume comercializado cresceu 11% no acumulado do ano, alcançando recorde trimestral de 81mil m³ no 3T25. A Vibra estruturou uma unidade de negócio dedicada ao segmento, mirando capturar o potencial do mercado latino-americano com a estratégia de, em 2026, ampliar o portfólio premium, a ocupação fabril e a presença em concessionárias e montadoras.
O braço renovável, representado pela Comerc, manteve o guidance de EBITDA @stake entre R$1,05 bi e R$1,15 bi em 2025, mesmo com efeitos do curtailment na geração centralizada. Para 2026, a agenda, guiada por disciplina de capital, prioriza maior conversão de EBITDA em caixa, avanço em geração distribuída e crescimento das frentes de eficiência energética, baterias e gestão de energia. A empresa afirma que continuará perseguindo sinergias acima do previsto e oportunidades de expansão do portfólio de transição.
Líder na distribuição de combustíveis e consolidada como plataforma multienergia, a Vibra opera cerca de 8 mil postos sob licença da marca Petrobras, incluindo BR Mania e Lubrax+, atendendo mais de 30 milhões de consumidores por mês e detendo 31% do mercado de postos embandeirados. No segmento corporativo, abastece 10,4 mil clientes em 30 mil pontos de consumo e responde por seis em cada dez aeronaves abastecidas no país, com a marca BR Aviation, em mais de 90 aeroportos. Com a maior planta de lubrificantes da América Latina e a Comerc integrada ao ecossistema de renováveis, a companhia já investiu mais de R$7 bilhões em transição energética e descarbonização. No ESG, mantém como causa prioritária o combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. A visão para 2030 combina escalar o core com digitalização, eficiência e expansão em energia limpa.
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Fonte: Valor Econômico