O ex-diretor de Fiscalização do BC (Banco Central) Paulo Sérgio Neves de Souza era uma “espécie de empregado/consultor de [Daniel] Vorcaro” segundo a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) que determinou a prisão do dono do Banco Master.
De acordo com a decisão, há diversas comunicações entre Vorcaro e Souza nas quais o banqueiro “solicitava orientações estratégicas sobre a condução de reuniões institucionais, a elaboração de documentos e a abordagem de temas sensíveis perante autoridades regulatórias”.
Nessas conversas, o ex-diretor “chega a dar sugestões a Daniel Vorcaro sobre como deve se comportar em reunião com o presidente do BC”. Na época, a autoridade monetária era presidida por Roberto Campos Neto.
A decisão aponta que Vorcaro “coordenou a articulação de mecanismos destinados à formalização de contratos simulados de prestação de serviços, por intermédio de empresa de consultoria, utilizados para justificar transferências financeiras efetuadas em favor dos servidores públicos vinculados ao Banco Central, à título de contraprestação pela ‘assessoria’ privada que forneciam”.
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Fonte: Uol