A Cosan comunicou neste domingo (22) que celebrou um acordo de investimento com veículos ligados ao BTG Pactual e à gestora Perfin Infra, além de seus controladores — Aguassanta Investimentos S.A. e Queluz Holding, veículos da família de Rubens Ometto, presidente do conselho da Cosan — para estruturar duas ofertas públicas primárias de ações.
A primeira oferta pública será estruturada pela Cosan e deverá resultar em uma distribuição primária de 1,45 bilhão de ações ordinárias, podendo ser aumentada em até 25%, equivalentes a 362,5 milhões e quinhentas mil) ações em potencial lote adicional, após a conclusão do procedimento de bookbuilding. Os investidores âncora se comprometeram a subscrever integralmente essa oferta, com um aporte de R$ 7,25 bilhões, ao preço de R$ 5,00 por ação.
A segunda oferta pública, com direito de prioridade aos acionistas da Cosan com posição em 19 de setembro, poderá emitir até 550 milhões de ações. O preço por ação será o mesmo da primeira oferta.
A Cosan esclareceu que, em nenhuma hipótese as ofertas públicas resultarão na emissão de mais do que 2 bilhões de ações ordinárias, podendo o número de ações a serem emitidas na segunda oferta pública ser ajustado para evitar que tal número máximo seja ultrapassado. Assim, o valor máximo do aporte pode chegar a R$ 10 bilhões, considerando o preço de R$ 5,00 por ação.
Os recursos captados serão destinados exclusivamente à renegociação e ao pagamento de dívidas financeiras da companhia, com o objetivo de reduzir sua alavancagem.
O investimento será realizado pelos investidores âncora — veículos do BTG, Perfin e controladores da Cosan — por meio de nova holding, na qual as Holdings Aguassanta também possuirão participação até a data da liquidação da primeira oferta pública. Os investidores, observadas determinadas condições precedentes, realizarão, até a data da liquidação da primeira oferta pública, aportes na nova holding, em valor equivalente ao compromisso de investimento de cada Investidor.
Fonte: Valor Econômico