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Com gol só no segundo tempo da prorrogação, Espanha vence a Copa do Mundo | Mundo

Com gol só no segundo tempo da prorrogação, Espanha vence a Copa do Mundo | Mundo
Seleção da Espanha sagra-se campeã da Copa do Mundo de 2026, no Estádio de Nova York/Nova Jersey (EUA), ao derrotar por 1 a 0 a seleção da Argentina — Foto: Mike Segar/Reuters


Nem com toda a mandinga, com o gênio Lionel Messi – que jogou sua pior partida na competição – e, porque não falar, com o jogo violento da seleção argentina, a Espanha deixou de faturar a Copa do Mundo de 2026. A equipe comandada por Luis de la Fuente venceu a seleção de Lionel Scaloni por 1 a 0. Com isso, a camisa da seleção espanhola ganha mais uma estrela dourada, já que se tornou bicampeã da Copa.

A trajetória de “La Fúria”, como é conhecida a equipe espanhola, passou pela fase de grupos com duas vitórias – 4 a 0 sobre a Arábia Saudita e 1 a 0 sobre o Uruguai – e um empate sem gols com a sensação da Copa, a seleção africana de Cabo Verde.

Na fase mata-mata, a Espanha venceu a Áustria por 3 a 0, por 1 a 0, em jogo dramático, despachou Portugal e a Bélgica por 2 a 1, nas quartas de final.

Na semifinal, venceu a favorita – e imparável – França por 2 a 0, até com uma tranquilidade quase incompreensível, considerando a forte tensão que envolvia a partida, levando a Espanha para uma final de Copa depois de 16 anos.

No confronto com a Argentina, neste domingo (19), a equipe comandada por Luis de la Fuente dominou o primeiro tempo, com mais tempo de bola e muitas descidas ao gol de Dibu Martínez, que trabalhou mais que Unai Simón – goleiro espanhol que foi o menos vazado da história das Copas, com somente um gol tomado, e, por isso, levou o prêmio “Luva de Ouro“, de melhor arqueiro da edição deste ano.

Na grande final, a primeira da história dos Mundiais entre um vencedor da Eurocopa e um vencedor da Copa América, o primeiro tempo teve o domínio da Espanha, com 51% da posse de bola – apesar disto, somente 4% do tempo a bola esteve em disputa, mostrando a dificuldade de ambas as equipes de cavar chances reais de gol, apesar de a Espanha ter tido 3 chutes a gol, mas sem finalização nas redes argentinas.

O show do intervalo abriu com Madonna sendo conduzida num bugue pelos ex-campeões do mundo Ronaldo, o Fênomeno, e Ronaldinho Gaúcho, o Bruxo. Depois o maestro venezuelano Gustavo Dudamel regeu a orquestra filarmônica de Nova York, com participação dos inesquecíveis Muppets. Eles passam o bastão para os cantores coreanos do BTS. Na sequência musical, Justin Bieber dedilha seu violão e canta para a multidão de 80.633 pessoas, entre elas o presidente dos EUA, Donald Trump, do México, Claudia Sheinbaum, do premiê do Canadá, Mark Carney, e da Fifa, Gianni Infantino, e as celebridades Will Ferrel, William Pharrel, Matt Damon, Serena Williams, Carlos Alcaraz e Mick Jagger (que deve ter torcido para a Argentina), entre outros.

Encerrando os 11 minutos do show, a colombiana Shakira, Pelé – que apareceu na tela do Estádio de Nova York/Nova Jersey com parte do seu discurso de despedida dos campos em 1977 –, e um coral de crianças de uma escola pública da região de Nova Jersey entoando Coldplay.

No segundo tempo, após 27 minutos de intervalo, novamente, domínio da Espanha com a Argentina só se defendendo, como se quisesse segurar o 0 a 0 até o fim do segundo tempo – o que acabou acontecendo.

Após um segundo tempo de jogo duro e violento por parte da alviceleste, tanto que teve um jogador expulso, Enzo Fernández, após falta violenta sobre Pau Cubarsí (que levou para casa o troféu de melhor jogador jovem do torneio) e sem a Espanha conseguir marcar, a partida foi para dois tempos de 15 minutos de prorrogação – nona vez que uma final de Copa foi para o tempo extra.

O primeiro tempo da prorrogação seguiu igual: a Espanha, que somou 20 tentativas de finalização em gol contra nenhuma da seleção adversária, dominando e a Argentina só se defendendo sem praticamente passar do meio de campo.

Aos 40 segundos da etapa final do tempo extra, o espanhol Ferrán Torres consegue o que a Espanha demorou 106 minutos para fazer: o sonhado gol que daria o título para os espanhóis.

Na sequência, a Argentina, com um a menos, não conseguiu empatar e, com o apito final, jogadores reservas e comissão técnica da Espanha invadiram o campo para comemorar a segunda estrela espanhola na camisa da seleção.

O espanhol Ferrán Torrez faz o primeiro e único gol da partida, aos 40 segundo da segunda etapa da prorrogação — Foto: Kai Pfaffenbach/REUTERS



Fonte: Valor Econômico

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