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Chico Pinheiro revela câncer de intestino: entenda doença e cirurgia feito pelo apresentador

Chico Pinheiro revela câncer de intestino: entenda doença e cirurgia feito pelo apresentador
Chico Pinheiro revelou que passou por cirurgia para retirada de câncer de intestino (Portal Multi Paletras/Reprodução)



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O jornalista Chico Pinheiro, ex-âncora do “Bom Dia, Brasil”, revelou que recebeu o diagnóstico de câncer de intestino.

O apresentador comentou a sua jornada com a doença durante entrevista com o cantor Zeca Baleiro, em seu programa “Chico Pinheiro Entrevista”. A edição vai ao ar nesta segunda-feira (11).

“Agora eu vou contar uma coisa aqui que eu não estava disposto a falar, mas é inevitável […] Eu passei um mês e pouco internado, fazendo cirurgia. Descobri um câncer no intestino”, disse ele a Zeca, em cortes do programa já publicados em suas redes sociais.

Chico contou ter descoberto a doença no começo e que, a princípio, precisaria apenas passar por um cirurgia considerada simples, mas enfrentou complicações.

“Uma cirurgia que era para ser feita em um dia e três dias depois eu ia para casa. Só que teve uma complicação posterior”, disse o jornalista.

Ele desenvolveu uma aderência intestinal e precisou passar por uma nova operação mais invasiva, além de ficar vários dias em Unidade de Terapias Intensivas (UTI).

A aderência intestinal é uma formação de faixas de tecido fibroso – como se fossem cicatrizes internas – que fazem partes do intestino “grudarem” entre si ou em outros órgãos da cavidade abdominal.

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Elas geralmente surgem após cirurgias no abdome ou em decorrência de infecções e, na maior parte das vezes, não provocam sintomas.

Porém, em alguns casos, podem acabar dificultando a passagem do conteúdo intestinal, causando uma obstrução.

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O que é o câncer de intestino

O câncer de intestino, ou colorretal, é o terceiro mais comum no Brasil e diz respeito aos tumores que afetam o cólon e o reto, partes do intestino grosso que atuam na absorção da água, sais minerais e na formação das fezes.

Segundo o Ministério da Saúde, anualmente, a doença soma mais de 45 mil diagnósticos, sendo cerca de 21 mil entre homens e 23 mil entre mulheres.

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+Leia também: Câncer colorretal: o que é, sintomas, causas e tratamentos

Como é feito o tratamento

O câncer de intestino é considerado um dos tumores mais preveníveistratáveis. Além disso, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), ele é frequentemente curável.

De acordo com a American Cancer Society, quando descoberto em fase inicial, ainda restrito ao local de origem, o câncer colorretal tem taxa de cura acima de 90%.

O tratamento depende do tamanho, da localização e da extensão do tumor, mas a cirurgia costuma ser a principalmente estratégia, normalmente utilizada no início do tratamento.

Os procedimentos são especialmente indicados quando o tumor está na região do cólon (a maior parte do intestino grosso). Já nos casos de câncer de reto, é comum fazer antes quimioterapia e radioterapia para reduzir o tamanho da neoplasia.

Na cirurgia, os médicos retiram a parte do intestino afetada e também os gânglios linfáticos (estruturas de defesa do corpo) próximos, pois eles podem conter células cancerosas.

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Em seguida, sempre que possível, as duas extremidades saudáveis do intestino são reconectadas, permitindo que ele volte a funcionar normalmente. No entanto, há casos em que essa reconexão não pode ser feita de imediato.

Nessa situação, os cirurgiões criam o que se chama de estoma, uma abertura feita na parede da barriga por onde uma ponta do intestino é exteriorizada. Assim, as fezes e gases podem passar por ali, sendo coletadas em uma bolsa especial fixada à pele.

Além da cirurgia, o tratamento pode incluir quimioterapia e radioterapia para diminuir o risco de o câncer voltar. Já nos casos em que a doença se espalhou para órgãos como fígado ou pulmão, o tratamento fica mais complexo e as chances de cura diminuem.

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Causas

Na maioria dos casos, o câncer de intestino é resultado de uma combinação de fatores que se acumulam ao longo dos anos, alguns ligados ao estilo de vida, outros ao histórico genético e médico de cada pessoa.

Nesse cenário, a idade é um dos principais marcadores de risco. Isso porque, a partir dos 50 anos, o organismo acumula mais tempo de exposição a tudo que pode irritar e inflamar o intestino, o que aumenta as chances de que alguma célula perca o controle do seu crescimento.

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Junto a isso, o que vai no prato e o modo de viver faz muita diferença. O sedentarismo, o excesso de peso e uma alimentação pobre em fibras, frutas e vegetais criam um ambiente interno favorável ao desenvolvimento da doença.

Além disso, carnes processadas como salsicha, mortadela, bacon, presunto, linguiça e salame são classificadas como cancerígenas pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

A carne vermelha, quando consumida em grandes quantidades, acima de 500 gramas por semana já cozida, também eleva o risco. Tabagismo e consumo de bebidas alcoólicas completam a lista de hábitos que pedem atenção.

Há fatores, porém, que independem das escolhas do dia a dia.

Quem tem histórico familiar de câncer de intestino, ou já enfrentou pessoalmente um câncer de intestino, ovário, útero ou mama, carrega uma predisposição maior e precisa de acompanhamento médico mais próximo.

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O mesmo vale para pessoas com doenças inflamatórias crônicas, como a doença de Crohn e a retocolite ulcerativa, que mantêm o intestino em estado de irritação constante e, com o tempo, aumentam o risco de transformação maligna das células.

Prevenção

Para tanto, além de evitar hábitos de risco, o diagnóstico precoce é um dos principais aliados.

Isso porque a doença costuma se desenvolver lentamente, muitas vezes a partir de pólipos — pequenas lesões benignas que podem levar anos para se transformar em tumor.

É por isso que, quando identificado nas fases iniciais, antes de se espalhar para outros órgãos, o câncer colorretal tem altas chances de cura e costuma exigir tratamentos menos agressivos.

No entanto, quando descoberto depois que já se espalhou para os linfonodos (estruturas de defesa do sistema imunológico), a chance de cura cai para 70%. E, em caso de metástase, quando um há um espalhamento da doença pelo corpo, as taxas reduzem para menos de 20%.

E o problema é que, no começo, a doença pode não causar sintomas. Por isso, os exames de rastreamento são tão importantes, especialmente a partir dos 45 ou 50 anos, dependendo do histórico de saúde e da orientação médica.

Para isso, o principal exame é a colonoscopia, que permite visualizar o interior do intestino e até retirar pólipos imediatamente durante o procedimento, evitando que eles evoluam para câncer.

Quando o resultado é normal, geralmente o exame só precisa ser repetido a cada 10 anos.

Além dos testes preventivos, alguns sinais merecem atenção, como: sangue nas fezes, mudança persistente no funcionamento do intestino, dor abdominal frequente, perda de peso sem explicação, anemia e sensação constante de evacuação incompleta.

Manual anticâncer: 14 formas de evitar a doença



Fonte: Saúde Abril

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