O CEO do UBS, Sergio Ermotti, está planejando deixar o cargo em abril de 2027, dando início à corrida por um dos maiores cargos do setor bancário global.
Ermotti, que retornou para comandar o UBS em 2023 após a aquisição do Credit Suisse orquestrada pelo governo suíço, pretende sair depois de liderar a integração dos dois bancos, segundo pessoas familiarizadas com o assunto informaram ao FT.
O executivo, 65, está se preparando para partir em um momento crucial para o UBS. O banco luta contra os planos do governo de apertar seus requisitos de capital, uma disputa que alimentou especulações de que o maior banco da Suíça possa transferir sua sede para o exterior.
Ermotti foi chamado para o cargo principal no UBS — função que ele ocupou anteriormente por nove anos até 2020 — pelo presidente Colm Kelleher apenas semanas depois de o banco concordar em resgatar seu antigo rival da beira do colapso.
O cronograma esperado para a saída de Ermotti, próximo à assembleia geral anual do próximo ano, dará início à corrida sucessória por um dos papéis mais cobiçados no setor bancário.
Aleksandar Ivanovic, chefe de gestão de ativos do UBS, surgiu como um dos executivos com mais chances de suceder Ermotti, segundo pessoas familiarizadas com o assunto.
Ivanovic, um cidadão suíço que foi elevado ao conselho executivo do grupo em março de 2024, é o mais recente executivo a emergir como um concorrente, tendo impressionado a administração do banco na gestão de sua divisão de gestão de ativos, disseram as pessoas familiarizadas com o assunto.
Folha Mercado
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Os outros principais candidatos são os cochefes de gestão de patrimônio do UBS, Iqbal Khan e Robert Karofsky, acrescentaram as pessoas. Bea Martin, que foi anunciada como diretora de operações do banco em outubro, também é vista como uma concorrente.
O cronograma para a saída de Ermotti ainda não foi finalizado pelo conselho do UBS, disse outra pessoa, o que significa que sua data de saída pode mudar.
Ermotti se comprometeu a passar de três a cinco anos como CEO quando retornou em 2023, informou anteriormente o FT. Ele foi encarregado de supervisionar a complexa integração do Credit Suisse e desenvolver uma estratégia de crescimento para o grupo unificado.
A integração, que viu o UBS herdar a infinidade de problemas regulatórios e legais do Credit Suisse, transcorreu em grande parte sem problemas, e o preço das ações do banco dobrou durante a gestão de Ermotti.
Mas seu segundo período no comando foi ofuscado por uma disputa pública com o governo suíço sobre seu plano de aumentar os requisitos de capital do UBS em cerca de US$ 24 bilhões, o que analistas e investidores disseram ter pesado sobre o preço das ações.
O UBS disse na segunda-feira (12) que as propostas “colocariam em risco” seu sucesso. A implementação das reformas, que poderiam ser finalizadas antes da substituição de Ermotti, estará no topo da lista de prioridades do novo chefe.
Kelleher, que está supervisionando a sucessão, busca seguir o exemplo de seu antigo empregador, o Morgan Stanley, que tinha vários candidatos internos para escolher quando o chefe de longa data, James Gorman, deixou o cargo em 2023. Kelleher descreveu anteriormente a sucessão do banco de Wall Street como um “golpe sem derramamento de sangue”, que ele esperava emular.
Khan, ex-executivo do Credit Suisse, há muito tempo é visto como o sucessor mais provável de Ermotti. Ele ingressou no UBS após entrar em conflito com seu antigo empregador e seu chefe Tidjane Thiam, alegando que o banco havia contratado detetives particulares que o perseguiram por Zurique.
Khan, que posteriormente chegou a um acordo com o Credit Suisse, mudou-se para Hong Kong em 2024 para se tornar o chefe do UBS para a Ásia-Pacífico. Na mesma época, o então chefe do banco de investimento, Karofsky, foi nomeado chefe das Américas.
Martin foi recentemente promovida a diretora de operações depois de liderar a unidade não essencial e legada do UBS, que lida com o encerramento e a alienação de partes indesejadas do Credit Suisse.
Ermotti indicou em 2024 que deixaria o cargo de CEO no final deste ano ou no início de 2027. Pessoas familiarizadas com o assunto disseram que ele poderia potencialmente retornar como presidente do banco no futuro, se desejasse o cargo.
Ermotti recebeu 14,9 milhões de francos suíços (US$ 18,7 milhões) em 2024, tornando-se o CEO de banco mais bem pago da Europa naquele ano. O UBS recusou-se a comentar.
Fonte: Terra