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Introdução
Gerardo Renault, pai de Ana Paula Renault, faleceu aos 96 anos. Ele havia sido internado por desidratação e infecção urinária, condições comuns e perigosas em idosos. O texto detalha como esses quadros, intensificados pela imunossenescência e perda da sensação de sede, podem ser fatais na terceira idade.
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- Morte de Gerardo Renault (96 anos), pai de Ana Paula Renault, após internação.
- Internação motivada por desidratação, infecção urinária e confusão mental.
- Idosos são mais vulneráveis a essas condições devido à imunossenescência.
- A perda do reflexo da sede em idosos agrava a desidratação e o risco de infecções.
- A combinação pode levar a falência de órgãos, sepse e ser fatal em pacientes frágeis.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Gerardo Renault, pai da jornalista Ana Paula Renault, participante do BBB 26, morreu neste domingo (19), aos 96 anos. A informação foi confirmada durante a última edição do programa. A produção do reality informou à sister sobre o falecimento.
A causa oficial da morte não foi divulgada. No entanto, Gerardo, que é ex-deputado federal, havia sido internado no início de abril, em Belo Horizonte (MG), com um quadro de desidratação e infecção urinária, acompanhados de confusão mental.
As condições, apesar de comuns, podem ser ainda mais frequentes e especialmente perigosas entre os idosos. Entenda a seguir.
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Como a infecção urinária afeta idosos
A infecção urinária acontece quando micro-organismos, principalmente bactérias do próprio intestino, entram no trato urinário e começam a se multiplicar. Para que isso ocorra, o caminho mais comum é pela uretra até a bexiga.
Fatores de risco incluem má higiene íntima, baixa ingestão de água, segurar a urina por muito tempo, atividade sexual e diabetes. A doença está entre problemas comuns na terceira idade e, não raro, aparece junto da desidratação.
“Isso acontece porque quando envelhecemos, entramos em um processo chamado imunossenescência“, explica Rosemary Arias, presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia de São Paulo.
Esse processo consiste em um modificação nos padrões de proteção do organismo contra infecções e outros estresses ambientais, o que pode favorecer o surgimento de doenças.
“Consequentemente, nesses pacientes, o risco das infecções urinárias pode ser muito maior, levando a uma infecção mais grave, que pode ser chamada de infecção generalizada ou sepse“, diz a médica.
Além disso, pessoas que estejam acamadas ou que usem fraldas ou absorventes por conta de incontinência urinária — o que também é uma condição comum nessa faixa etária — podem ter uma perda da proteção local, favorecendo o surgimento da infecção urinária.
E há um ciclo. A infecção tanto pode ser causada pela baixa ingestão hídrica, quanto pode, ela mesma, levar à desidratação, que é um quadro extremamente comum entre pessoas com mais de 60 anos.
“Naturalmente, o idoso perde com o tempo o reflexo que promove a sensação de sede. Então, ele tende a tomar menos líquido e, consequentemente, reduz o volume de urina produzido, o que cria condições propícias para a multiplicação de bactérias no trato urinário”, diz Rosemary.
Além disso, a infecção pode causar sintomas como febre, mal-estar e, em muitos casos, redução do apetite e da ingestão de líquidos. Esse conjunto de fatores acaba intensificando o risco de desidratação.
Ao mesmo tempo, o idoso infectado pode ficar mais abatido, o que leva à redução da ingestão de líquidos e também da alimentação.
Desidratação e infecção urinária podem levar à morte?
“A desidratação nos idosos é muito impactante“, afirma Rosemery.
Um resultado possível da menor ingestão de líquidos com a idade é a redução do volume de sangue circulante. Com menos circulação, há também menos entrega de oxigênio e nutrientes para órgãos vitais.
Por exemplo, nos rins, pode causar uma redução no trabalho de filtragem e piora da função renal em geral. No coração, a redução do fluxo nas artérias coronárias pode aumentar o risco de eventos como infarto, especialmente em quem já tem doença cardiovascular.
Além disso, desidratação também impacta a pressão arterial.
Já no cérebro, pode se manifestar como sonolência, confusão mental e até quadros de delírio, muitas vezes interpretados inicialmente como “algo da idade”, quando, na verdade, podem ser sinal de alerta.
Portanto, a condição pode ser fatal, especialmente se combinada a um quadro de infecção.
“Se considerarmos que o idoso já reúne múltiplos fatores de risco, esse cenário pode evoluir para uma desidratação severa associada ao processo inflamatório gerado pela infecção”, diz Rosemery.
O perigo é ainda maior em idosos mais frágeis, como os nonagenários ou aqueles que já apresentam outras doenças.
“Nesses casos, a combinação de infecção urinária e desidratação pode se tornar crítica e, em algumas situações, ser determinante para o desfecho, inclusive levando ao óbito”, alerta a médica.
Fonte: Saúde Abril