PUBLICIDADE

As vacinas brasileiras contra doenças tropicais negligenciadas

As vacinas brasileiras contra doenças tropicais negligenciadas
Cientistas brasileiros trabalham para desenvolver vacinas que previnam doenças negligenciadas (Foto: Luiz Carlos Lhacer Ilustração: Laura Luduvig/Veja Saúde)



Ler Resumo

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 1,6 bilhão de pessoas que vivem em zonas tropicais contraem doenças para as quais não há controle eficaz. Mas o cenário deve arrefecer com a criação de vacinas capazes de prevenir duas das principais moléstias parasitárias.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) está à frente dos estudos clínicos de um imunizante contra esquistossomose. Chamada Sm14, a fórmula combate o verme Schistosoma mansoni, principal causador da condição na América Latina e na África, onde está sendo testado.

Os resultados confirmaram segurança e indicaram resposta imunológica. Em paralelo, outra vacina da Fiocruz, ainda em fase pré-clínica, busca evitar a leishmaniose.

“Nesse caso, o desafio reside no fato de que a doença é causada por vários protozoários”, explica Alda Maria da Cruz, infectologista da instituição. “Estamos apostando no uso de RNA mensageiro, tecnologia da vacina da covid-19”, revela a cientista. 

Esquistossomose

Causas

Transmitida em água doce por vermes do gênero Schistosoma. 

Continua após a publicidade

Sintomas

Coceira, febre, calafrios, dor de cabeça, fraqueza, diarreia e náuseas. 

Tratamento

O antiparasitário praziquantel elimina vermes adultos — é oferecido pelo SUS. 

Continua após a publicidade

Dados

1,5 milhão de brasileiros vivem em áreas sob o risco, sem saneamento.

Leishmaniose

Causas

Picada do mosquito-palha dissemina protozoários do gênero Leishmania.

Continua após a publicidade

Sintomas

Úlceras na pele e mucosas. Em casos graves, feridas em órgãos internos. 

Tratamento

Medicamentos para controle são fornecidos na rede pública. 

Continua após a publicidade

Dados

Brasil concentra cerca de 90% dos casos nas Américas, com 12 mil vítimas anuais.



Fonte: Saúde Abril

Leia mais

PUBLICIDADE