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Introdução
Pesquisa revela que o nevoeiro matinal na Amazônia contém trilhões de microrganismos vivos. Essas bactérias e fungos, identificados pela primeira vez na região, não só influenciam o ciclo das chuvas, facilitando a condensação da água, mas também atuam na dispersão de nutrientes e no ecossistema, destacando a complexidade do ambiente.
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- Microrganismos vivos foram descobertos em trilhões no nevoeiro matinal da Amazônia.
- Bactérias e fungos identificados influenciam diretamente o ciclo das chuvas na região.
- A pesquisa é a primeira a descrever a presença desses micro-organismos no nevoeiro amazônico.
- Eles facilitam a condensação da água e atuam na dispersão de nutrientes do ecossistema.
- O estudo alerta sobre o risco de mudanças climáticas e desmatamento para a frequência do nevoeiro.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Quem já foi à Amazônia pode ter se deparado com um nevoeiro que cobre a floresta nas primeiras horas da manhã. Pois saiba que a névoa contém não apenas vapor d’água, mas trilhões de micro-organismos vivos, que podem inclusive influenciar o ciclo das chuvas da região.
A descoberta foi feita por um grupo de brasileiros e publicada recentemente no periódico Communications Earth & Environment, do grupo Nature. Para isso, eles instalaram “coletores de nuvens” em torres de observação a 43 metros de altura, no meio da copa das árvores. E se depararam com um universo invisível. “As concentrações chegaram a até 100 mil células microbianas por mililitro de água de nevoeiro”, aponta Bruna Sebben, doutoranda no Instituto Max Planck, que iniciou a pesquisa no mestrado.
Além da chuva, os micróbios atuam na dispersão de nutrientes e no funcionamento do ecossistema.
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Dentro da névoa
O que o estudo revelou:
Achado inédito
É a primeira descrição de micro-organismos no nevoeiro amazônico, em quantidade similar a outras neblinas estudadas no mundo.
Como vão parar lá?
Pelo contato do ar com a superfície das plantas e do solo. Quando o ar esfria, o vapor d’água condensa e as gotículas carregam as espécies.
Quem são eles
Foram identificados oito tipos de bactérias e sete de fungos vivos, como Serratia marcescens e Aspergillus niger.
O que fazem
As propriedades químicas dos micro-organismos facilitam a condensação da água, influenciando o fenômeno atmosférico.
Ameaças no ar
O achado só reforça quão complexo e delicado é o funcionamento do ciclo das chuvas na Amazônia, de cuja saúde depende o clima do planeta. “A floresta recicla enormes quantidades de água e influencia os regimes de chuva na América do Sul. Mas mudanças climáticas e desmatamento podem alterar esse sistema”, aponta Sebben.
Ela alerta que aquecimento global, secas mais longas e aumento da poluição por queimadas levam à redução da frequência do nevoeiro.
Fonte: Saúde Abril