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Caminhada noturna na Cantareira revela São Paulo sob outra perspectiva

Caminhada noturna na Cantareira revela São Paulo sob outra perspectiva
Vista do Mirante da Pedra Grande no Parque Estadual da Cantareira - Divulgação/Urbia


Na correria do dia a dia, é fácil esquecer que São Paulo abriga uma das maiores florestas urbanas do mundo. Mas basta subir rumo à zona norte e se deixar guiar pela trilha da Pedra Grande para descobrir um outro ritmo, o da natureza ao cair da noite.

A caminhada noturna no Parque Estadual da Cantareira é uma experiência que mistura contemplação, aventura e educação ambiental.

Vista do Mirante da Pedra Grande no Parque Estadual da Cantareira – Divulgação/Urbia

A atividade acontece mensalmente e tem atraído cada vez mais visitantes em busca de uma conexão diferente com a cidade. Com início no entardecer, o passeio permite observar o pôr do sol do maior mirante natural de São Paulo, a 1.010 metros de altitude, e acompanhar a transição da floresta para o período noturno. Tudo isso com o acompanhamento de monitores especializados e acesso ao Museu Florestal Octávio Vecchi.

Mais do que uma trilha, a caminhada é uma oportunidade de ver São Paulo de cima, iluminada, silenciosa e cercada por mata atlântica. E o melhor: é uma atividade acessível, com ingressos a partir de R$ 75, e que pode ser feita por pessoas com preparo físico moderado.

O trajeto e o que esperar da trilha no Parque Estadual da Cantareira

A trilha da Pedra Grande tem cerca de 8 km (ida e volta) e começa no Museu Florestal Octávio Vecchi, no Horto Florestal. O percurso é considerado de dificuldade média, com trechos inclinados e vegetação densa. A caminhada começa por volta das 16h e termina às 21h, permitindo que os participantes vivenciem o entardecer e a noite na floresta.

Parque da Cantareira é ótima opção para fazer trilhas em plena cidade de São Paulo
Parque da Cantareira é ótima opção para fazer trilhas em plena cidade de São Paulo – Divulgação/Urbia

Durante o trajeto, os monitores da Urbia –concessionária responsável pela gestão do parque– compartilham curiosidades sobre a fauna e flora locais. É comum avistar espécies como bugios, tucanos-de-bico-verde e saguis-da-serra-escuro, além de árvores como jequitibás e palmito-juçara.

O ponto alto da caminhada é, literalmente, o mirante da Pedra Grande. De lá, é possível ver bairros como Santana, Tucuruvi e até o centro da capital paulista. À noite, as luzes urbanas contrastam com o silêncio da floresta, criando uma atmosfera única. A parada no mirante dura cerca de uma hora, tempo suficiente para contemplar e registrar o momento.

Antes ou depois da trilha, os participantes podem visitar o Museu Florestal Octávio Vecchi, que guarda um acervo sobre biodiversidade e uso sustentável dos recursos naturais. O ingresso da caminhada garante acesso ao museu por até 30 dias após o evento, ampliando a experiência para além da trilha.

Como se preparar para a caminhada noturna

Por ser uma atividade ao ar livre e realizada em área de mata, é essencial estar bem equipado. A organização recomenda o uso de calçados fechados e confortáveis, roupas quentes, lanterna de mão, garrafa de água e repelente. Como a temperatura costuma cair à noite, agasalhos reforçados são indispensáveis.

Não é permitido levar animais de estimação, nem alimentar a fauna local. A ideia é preservar o ecossistema e garantir a segurança dos visitantes. Também é importante respeitar os horários e orientações dos monitores durante todo o percurso.

Como chegar e onde comprar ingressos

O ponto de encontro é no Museu Florestal, na Rua do Horto, 931. É possível chegar de transporte público, com ônibus que partem dos terminais Santana e Tucuruvi. Para quem vai de carro, há estacionamento no local com taxa de R$ 18 por quatro horas.

Os ingressos podem ser adquiridos pelo site Urbia Pass, com valores de R$ 120 (inteira) e R$ 75 (meia entrada). É necessário apresentar documentação para comprovar o direito à meia entrada no momento da chegada ao parque.





Fonte: Catraca Livre

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