Além das ligações, a jovem enviou 1.300 mensagens para ele. Ela também cadastrou mais de 2 mil números de telefone após ser bloqueada sucessivamente pelo médico.
A artista plástica tentava contato de inúmeras formas. Ela enviava e-mails, o perseguia na rua, ia até o local de trabalho da vítima e até na casa dele, em Ituiutaba, no Triângulo Mineiro.
Kawara fez ameaças contra a família do médico. O filho dele, que na época tinha 8 anos, também foi procurado pela jovem. No ano passado, a defesa do médico disse que a artista foi atendida pelo profissional em 2018, em Ituiutaba, e a partir de então passou a procurá-lo em todos os plantões médicos.
Presa três vezes. Kawara foi presa pela primeira vez em 2021 devido à perseguição e coação contra o médico. Em 2023, a artista agrediu a mulher do médico, que foi arrancada do carro em frente a clínica do marido, e teve o celular e chave do carro roubados. Kawaa foi presa em flagrante em janeiro daquele ano, mas foi solta após pagar fiança de R$ 3.600 e deveria cumprir medidas cautelares.
Em março de 2023, foi decretada a prisão de Kawara novamente por descumprimento das cautelares. Ela ficou foragida até ser presa no dia 8 de maio de 2024 em uma universidade de Uberlândia, onde estudava nutrição.
No Brasil, ‘stalking’ pode levar à prisão
Lei que criminaliza o stalking (palavra para “perseguição”, em inglês) foi sancionada em abril de 2021. A punição é de prisão em reclusão de seis meses a dois anos e multa. Pena pode ser aumentada se o crime for cometido contra criança, adolescente ou idoso, e contra mulher por razões da condição de sexo feminino.
Fonte: Terra