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Introdução
Após a Copa de 2026, Neymar cogitou aposentadoria da Seleção Brasileira. A matéria aborda se a idade é um impedimento real para atletas de alto rendimento. Especialistas indicam que, embora haja declínio físico natural, a medicina esportiva e a experiência podem estender carreiras, relativizando a idade como fator limitante.
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- A declaração de Neymar sobre sua possível saída da Seleção Brasileira e a discussão sobre sua presença em 2030.
- Especialistas afirmam que não há uma idade exata para um atleta ser considerado “velho demais” no futebol.
- A idade isoladamente não impediria a participação de Neymar em 2030, sendo que ele estaria mais jovem que Messi e Cristiano Ronaldo em Copas anteriores.
- Condições físicas, histórico de lesões e capacidade de recuperação são mais relevantes do que a data de nascimento para a longevidade de atletas.
- Avanços na medicina esportiva, nutrição e métodos de recuperação contribuem para a extensão da carreira de jogadores em alto nível.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A eliminação do Brasil para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 marcou o fim de mais um sonho do hexa e, ao que tudo indica, o encerramento da trajetória de Neymar com a camisa da Seleção.
Emocionado após a derrota, o atacante afirmou para a imprensa que “agora acabou“, indicando sua aposentadoria da equipe nacional.
Mas a despedida também levantou uma dúvida entre torcedores: afinal, com 38 anos em 2030, Neymar ainda poderia disputar outra Copa do Mundo?
Segundo especialistas, embora o jogador de futebol tenha sua faixa de melhor desempenho entre os 25 e os 28 anos, não existe uma idade exata em que um atleta fica “velho demais” para competir.
Por isso, ainda que o camisa 10 tenha indicado que não irá participar da próxima Copa, a faixa etária, isoladamente, não impediria sua presença.
Aliás, se acontecer de entrar na competição, ainda chegará um ano mais jovem que a idade de Lionel Messi e três anos mais novo que Cristiano Ronaldo na Copa de 2026.
Não à toa, o ortopedista André Pedrinelli, presidente da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), explica que, com o envelhecimento, o rendimento físico tende a cair, mas experiência, técnica e os avanços da medicina esportiva permitem que muitos jogadores prolonguem a carreira em alto nível.
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Quem chega a 2030?
Essa é uma resposta que só será conhecida daqui a quatro anos. Ainda assim, a idade dos principais nomes da Seleção ajuda a projetar como será o próximo ciclo.
Entre os veteranos, Neymar e Casemiro terão 38 anos em 2030. Danilo e Alisson chegarão aos 37.
Assim, a turma apontada como provável protagonista do próximo ciclo é aquela que estará em outra fase: Vinícius Júnior, Gabriel Martinelli e Luiz Henrique terão 29 anos; Bruno Guimarães e Gabriel Magalhães, 32; e Raphinha, 33.
Mas, como visto, a data de nascimento, por si só, diz pouco sobre até quando um atleta consegue competir em alto nível.
Segundo Pedrinelli, esse limite depende mais das condições físicas, do histórico de lesões e da capacidade de recuperação de cada jogador do que do calendário.
“Todos esses atletas acima de 35 anos estão fora da faixa etária de pico de ação, mas longe de não estarem preparados para a Copa do Mundo”, afirma sobre os jogadores mais velhos.
Portanto, uma possível aposentadoria, como parece ter sido anunciada por Neymar, leva em conta outros fatores. “Também considera as lesões vivenciadas pelo atleta e o cansaço durante o tempo de prática esportiva”, explica o médico.
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Como a idade impacta o desempenho?
Segundo Pedrinelli, depois dos 35 anos, as primeiras capacidades físicas a sofrerem declínio são a força, a velocidade e a potência. Por sua vez, a capacidade de resistência tende a ser menos afetada.
Além disso, um outro efeito colateral do envelhecimento dá as caras: a perda natural de massa muscular, elevando o risco de lesões, principalmente as musculares.
“Mas a coisa mais importante é que aumenta um pouco o tempo de recuperação de cada atleta depois de uma lesão”, adverte o médico do esporte.
Nada disso, porém, significa que o esportista deixará de competir em alto nível. Pelo contrário. A longevidade no futebol tem crescido, graças à evolução da ciência do esporte.
“O tripé formado pela qualidade do treino, do sono e da recuperação funcional melhorou muito nos últimos 15 anos”, exemplifica o ortopedista.
Assim, avanços em métodos para treinamento, nutrição, hidratação e valorização da qualidade do sono passaram a permitir uma recuperação muito mais eficiente.
Em última instância, segundo o especialista, uma queda de desempenho pode ser compensada por alterações na técnica e tática. “Eventualmente, eles até mudam o estilo de jogo para compensar a perda de capacidade física ao longo da idade”, explica Pedrinelli.
Essa é uma prova de que, em campo, a faixa etária é um mero detalhe e pode ser driblada pela ciência e boas estratégias.
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Fonte: Saúde Abril