PUBLICIDADE

Com esse ingrediente, você combate as três doenças que mais preocupam os médicos hoje

Com esse ingrediente, você combate as três doenças que mais preocupam os médicos hoje
Fibermaxxing incentiva consumo de frutas, verduras e legumes (Engin Akyurt/Unsplash)



Durante muito tempo, ninguém dava muita bola para as fibras. Achava-se que elas apenas ajudavam a formar o bolo fecal, quando muito.

Mas o avançar da ciência da nutrição mostrou como esse era um pensamento equivocado. Elas não apenas ajudam você a fazer um cocô mais saudável, como também reduzem seu risco de ter as doenças mais perigosas de hoje em dia.

Entenda porque você deve colocar mais vegetais no seu prato!

O que são fibras e como elas auxiliam

Classificadas como carboidratos não digeríveis, as fibras estão amplamente presentes no reino vegetal, como leguminosas, frutas, raízes, sementes e grãos integrais.

Elas são formadas por componentes estruturais das plantas que não são totalmente degradados pelo organismo. Por isso, muitas das fibras atravessam boa parte do trato gastrointestinal quase intactas.

E é justamente no seu caminho pelo corpo que elas podem fazer toda a diferença.

Continua após a publicidade

+Leia Também: Fibras: o nutriente ignorado que ajuda a espantar as principais doenças da atualidade

Melhora a glicemia e espanta o diabetes

O mecanismo por trás desse efeito envolve principalmente a digestão mais lenta dos carboidratos.

A presença de fibras retarda a passagem pelo estômago e diminui a velocidade com que os açúcares chegam ao intestino, reduzindo a absorção rápida da glicose pela corrente sanguínea.

Na prática, isso ajuda a evitar picos de glicemia e grandes liberações de insulina após as refeições. Por isso que, comer uma salada antes de um macarrão, por exemplo, faz mais sentido que o contrário, já que a fibra vai ajudar a saciar e equilibrar a liberação de glicose no sangue após a comida. E esse impacto positivo ocorre independentemente do tipo de fibra.

O diabetes tipo 2 está intimamente ligado à resistência à insulina, hormônio responsável por permitir a entrada da glicose nas células, onde ela é utilizada como fonte de energia.

Continua após a publicidade

Quando a alimentação facilita o controle da glicemia (reduzindo os picos de açúcar e a necessidade de grandes quantidades do hormônio), o organismo sofre menos sobrecargas. À longo prazo, isso contribui para a redução do risco de desenvolver a doença.

Ajuda a regular o colesterol

Outra repercussão interessante das fibras está relacionada à saúde cardiovascular.

O colesterol LDL é um dos grandes inimigos do nosso coração. Quando ele fica alto por muito tempo, essas partículas de gordura podem adentrar na parede das artérias, gerando inflamação e contribuindo para a formação de placas de gordura.

Isso pode levar a uma periogosa doença chamada aterosclerose. Com o passar dos anos, aumenta também o risco de infarto e AVC.

Continua após a publicidade

Mas as fibras podem ajudar! “Quando consumimos aveia, psyllium, cevada, frutas e leguminosas, as fibras formam uma espécie de gel no intestino e se ligam aos sais biliares, dificultando a reabsorção do colesterol“, conta a nutricionista Valéria Machado, da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp).

“Com isso, uma quantidade maior de sais é eliminada nas fezes, e o fígado precisa produzir mais, utilizando colesterol da circulação. Ao final, vemos uma diminuição dos níveis de colesterol ruim, o LDL, no sangue”, destrincha a especialista.

+Leia Também: Controle do colesterol agora está mais rígido. Veja as novas metas para proteger o coração

Reduzem o risco de câncer colorretal

O tumor que mais cresce em incidência entre adultos jovens no mundo é o de intestino, especialmente na região chamada cólon, no finalzinho do intestino grosso.

Mas manter o trato gastrointestinal saudável ajuda muito a reduzir o risco desse câncer. E nesse quesito as fibras são campeãs, atuando em pelo menos três frentes: regulam o trânsito e do ritmo evacuatório, melhoram a consistência das fezes e modulam a microbiota, a população de micro-organismos do tubo digestivo.

Continua após a publicidade

Tudo isso reduz o tempo de contato entre a mucosa do órgão e compostos cancerígenos, assim como há uma forte ação anti-inflamatória de substâncias decorrentes da fermentação das fibras pela microbiota.

É um problema com forte correlação com hábitos alimentares, e grandes estudos populacionais deixam claro que o consumo de vegetais e fibras é protetor“, diz o cirurgião oncológico Samuel Aguiar, líder do Centro de Referência de Tumores Colorretais do A.C.Camargo Cancer Center, em São Paulo.



Fonte: Saúde Abril

Leia mais

PUBLICIDADE