Ler Resumo
-
Introdução
A corrida em jejum é um tema que gera debate. Entenda os argumentos sobre a potencial queima de gordura e a redução de desconfortos digestivos. Conheça também os cuidados necessários, como o risco de fadiga, lesões e hipoglicemia, além da falta de evidências científicas para perda de peso a longo prazo.
-
- A corrida em jejum é defendida por seu potencial em aumentar a queima de gordura, mas a evidência científica é limitada.
- Pode reduzir desconfortos digestivos para alguns praticantes, dependendo da intensidade.
- Não há comprovação de que o jejum leve a uma maior perda de peso a longo prazo.
- Exige cuidados, aumentando o risco de fadiga, lesões e hipoglicemia, principalmente para diabéticos.
- É geralmente recomendado comer antes de treinos intensos ou longos.
-
Este resumo foi útil?
Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
A corrida é uma das formas mais populares de exercício aeróbico. Pela possibilidade de adaptá-la a diferentes rotinas e estilos de vida, a prática regular também está associada à redução do risco de doenças crônicas e à melhora do condicionamento físico.
Ainda assim, uma dúvida muito comum entre corredores iniciantes e experientes é se vale a pena correr em jejum. Muitas pessoas adotam esse hábito, especialmente no turno da manhã, depois de 6 a 8 horas sem comer, com o objetivo de potencializar a queima de gordura corporal.
O jejum pode ser definido como a abstinência de alimentos e bebidas por um determinado período de tempo. Em diferentes contextos médicos, o jejum é indicado como uma possível intervenção no tratamento de algumas doenças crônicas e não infecciosas.
Entretanto, quando o assunto é cardio, a resposta não é tão simples: correr de estômago vazio divide opiniões entre praticantes e especialistas, uma vez que pode trazer alguns efeitos positivos em situações específicas, mas também exige cuidados importantes.
+Leia também: Treinar em jejum emagrece mais? Entenda o que diz a ciência
Descubra mais sobre:
Há benefícios em correr em momentos de jejum?
O benefício mais citado por quem defende a corrida em jejum é o possível aumento da queima de gordura. O argumento é que, com menores reservas imediatas de energia, o organismo recorreria mais rapidamente à gordura como fonte de combustível durante o exercício.
No entanto, não há evidências científicas suficientes para adotar alguma conclusão. Um estudo publicado em 2018 indicou que a ingestão de proteínas antes do exercício pode facilitar a oxidação de gordura e, ao mesmo tempo, minimizar a degradação de proteínas durante a atividade física.
Além disso, uma pesquisa de 2020 apontou que há pouca evidência para sustentar a ideia de que o treinamento de resistência em jejum aumente, de forma relevante, a oxidação de gordura. Recomenda-se ainda que atletas de resistência evitem treinos de alta intensidade durante os momentos de jejum.
Outro possível ponto positivo é a redução de desconfortos digestivos durante a corrida: algumas pessoas sentem cólicas, náuseas, vômitos ou diarreia quando correm logo após comer. Nesse cenário, realizar o exercício aeróbico com o estômago vazio pode ser mais confortável, desde que a intensidade seja adequada.
Cuidados necessários
Apesar dos possíveis benefícios, correr em jejum não é indicado para todo mundo: à medida que as reservas de energia diminuem, é mais provável que o corredor sinta fadiga, aumentando o risco de lesões.
E, embora algumas pesquisas mostrem que o exercício em jejum pode aumentar a queima de gordura durante a atividade, isso não significa necessariamente maior perda de peso no longo prazo. O corpo tende a compensar esse uso de gordura posteriormente, reduzindo a queima em outros momentos e utilizando mais glicose como fonte de energia.
Além disso, pessoas com diabetes tipo 1 ou tipo 2 devem ter atenção redobrada. Correr com o estômago vazio pode favorecer episódios de hipoglicemia, isto é, queda nos níveis de açúcar no sangue. Nesses casos, é essencial seguir orientação médica ou de um profissional de saúde antes de adotar a prática.
De modo geral, é indicado comer antes de correr, especialmente quando o treino for intenso ou mais longo. Priorize uma alimentação adequada para a situação, o que inclui alimentos como cereais de grãos integrais, frutas (especialmente banana e maçã) e iogurtes.
Fonte: Saúde Abril