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Introdução
Golden Retrievers apresentam alta incidência de câncer, afetando dois terços a três quartos da raça, com o hemangiossarcoma sendo o tipo mais comum. Essa predisposição está ligada à genética, resultado de cruzamentos artificiais que reduziram a variedade. Proteger seu pet envolve monitoramento veterinário diligente.
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- Dois terços a três quartos dos Golden Retrievers são afetados por câncer ao longo da vida.
- O hemangiossarcoma é o tipo de câncer mais comum, presente em cerca de 70% dos animais da ra raça.
- A predisposição genética da raça resulta de cruzamentos artificiais que diminuíram a variedade genética.
- Pesquisas indicam o gene ERBB4 como um fator relacionado à variação na expectativa de vida e risco de tumores.
- Monitoramento veterinário diligente, com exames de rotina, é essencial para a detecção precoce.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Fofos, divertidos e… mais propensos a serem diagnosticados com câncer. Se você está pensando em ter um golden retriever de estimação, já deve ter ouvido falar que essa raça é aquela que mais sofre com tumores. Infelizmente, a afirmação triste também é verdadeira.
Estima-se que essa seja a causa de morte entre dois terços e três quartos dos cães dessa raça. O mais comum deles, presente em cerca de 70% dos animais, é o hemangiossarcoma, uma alteração agressiva que afeta os vasos sanguíneos. Mas linfomas e outros cânceres também podem ocorrer.
Afinal, por que esse raça tão querida sofre tanto com essa doença? E tem algo que possa ser feito?
Por que eles são mais propensos ao câncer
Como ocorre com diferentes raças de cachorros que se tornaram populares, também os golden retrievers são resultado de cruzamentos artificiais promovidos por criadores humanos. A linhagem foi desenvolvida na Escócia no final do século 19, e só foi reconhecida como uma nova raça 1913.
O resultado dessas criações é que, em busca de preservar alguma característica física desejável, também acabavam vindo outras alterações genéticas que nem sempre eram tão positivas assim.
Lembre-se das aulas de biologia: ao fazer cruzamentos entre populações pequenas e aparentadas, a variedade genética acaba sendo muito menor do que em condições normais de reprodução, aumentando a chance de passar problemas para as gerações seguintes de cachorros.
Um caso famoso é o dos pugs, que desenvolveram braquicefalia, problemas respiratórios e alterações neurológicas que afetam sua qualidade de vida. No caso dos golden retrievers, a consequência foi uma maior propensão ao câncer.
Possíveis explicações genéticas ainda são investigadas. Pesquisadores hoje acreditam que um gene conhecido como ERBB4 é o responsável maior pelos problemas da raça golden, com “variantes” imprevisíveis: em alguns cães, ele pode se manifestar aumentando a expectativa de vida; em outros, ele a reduz, com uma maior chance de gerar tumores.
Como proteger seu golden
O risco maior de câncer em cães dessa raça está relacionado a questões genéticas, então não existe uma maneira 100% garantida de melhorar o prognóstico. Manter uma alimentação adequada e uma vida ativa ajudam seu amigo de quatro patas a ter uma melhor saúde geral, o que pode torná-lo mais forte para encarar um câncer e seu tratamento, mas não necessariamente reduz as chances de desenvolver a doença.
Se você tem um golden, a forma mais indicada de protegê-lo é investir em um monitoramento diligente da saúde do seu pet. Consultas regulares com o veterinário e e a realização de exames de rotina em busca de indícios de câncer ajudam a detectar os problemas mais cedo e melhorar as chances de um tratamento bem-sucedido.
O indicado é uma visita ao consultório ao menos uma vez por semestre, ou na periodicidade indicada pelo profissional conforme as características de saúde do seu cão.
Fonte: Saúde Abril