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Não é só obesidade: saiba quais outras doenças as canetas emagrecedoras tratam

GLP-1: qual a importância do hormônio que ficou famoso pelas canetas emagrecedoras
A semaglutida é aplicada por meio de canetas injetáveis (Tatsiana Volkava/Getty Images)



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Os medicamentos agonistas de GLP-1, popularmente conhecidos como canetas emagrecedoras, fazem muito mais do que controlar o peso. De fato, princípios ativos como a semaglutida (consagrada em Ozempic, Wegovy e Rybelsus) e a tirzepatida (princípio do Mounjaro) na verdade surgiram com outro objetivo: o controle do diabetes tipo 2.

Mas hoje, além destas duas doenças, as canetas passaram a ser uma alternativa válida para outras condições que não vinham sendo controladas de outras formas.

Além da perda de peso e do controle do diabetes, confira os outros usos já aprovados e presentes em bula para os medicamentos encontrados em canetas emagrecedoras.

Novas indicações em bula

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já aprovou os seguintes usos alternativos para a semaglutida e a tirzepatida:

  • Apneia obstrutiva do sono (uso aprovado para o Mounjaro)

O controle da apneia obstrutiva do sono com a tirzepatida é associado ao tratamento para a perda de peso: a indicação é estritamente para adultos com obesidade, definida por um índice de massa corpórea (IMC) maior ou igual a 30 kg/m². O IMC é um cálculo que leva em conta o peso e a altura de um indivíduo.

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  • MASH: esteto-hepatite associada à disfunção metabólica (uso aprovado para o Wegovy)

A MASH é uma versão da “gordura no fígado” que ocorre relacionada a problemas metabólicos. O Wegovy pode ser usado para o tratamento desse problema, mas também com indicação específica: apenas adultos com fibrose hepática definida como moderada a avançada, e que não apresentem cirrose.

  • Redução do risco de evento cardiovascular grave (uso aprovado para o Wegovy) e risco de morte por evento cardiovascular (uso aprovado para o Ozempic)

Também relacionado ao tratamento voltado à perda de peso, o Wegovy é indicado para a redução de riscos cardiovasculares, que incluem problemas do coração e derrame. Para isso, o paciente deve ter diagnóstico prévio de doença cardiovascular e, simultaneamente, apresentar obesidade ou sobrepeso (IMC maior ou igual a 27 kg/m²).

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O Ozempic também foi aprovado para a redução do risco de morte por evento cardiovascular, mas, neste caso, a indicação é um pouco mais restritiva: o paciente precisa ter diabetes tipo 2 e doença renal crônica, além de já fazer o tratamento padrão para as duas condições.

  • Redução do risco de piora de doença renal e insuficiência renal (uso aprovado para o Ozempic)

Mais cedo neste ano, a Anvisa também liberou o uso do Ozempic para tratar problemas renais, com destaque para a doença renal crônica. Além das doenças nos rins, os pacientes precisam já apresentar um diagnóstico de diabetes tipo 2.

Mesmo princípio ativo não garante o mesmo uso

Como deu para ver acima, vale ficar atento ao nome comercial dos remédios: mesmo quando compartilham o princípio ativo, a dosagem pode variar e nem sempre um medicamento com semaglutida terá a mesma indicação do outro, por exemplo (mesmo que, em alguns casos, isso possa ocorrer).

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O caso mais notório: oficialmente, o Ozempic ainda não tem indicação para controle do peso no Brasil, ainda que tenha o mesmo princípio ativo do Wegovy, mas é usado de forma off-label (além do previsto em bula) com esse fim. Qualquer uso com essas características, no entanto, deve ser feito sempre sob acompanhamento médico.

As bulas atualizadas de todos os medicamentos podem ser consultadas no site da Anvisa.

Usos em fase de estudos

Os princípios ativos das canetas emagrecedoras também seguem sendo estudados para outros fins, nem sempre com resultados favoráveis – por isso, a indicação fora da bula precisa de uma avaliação médica criteriosa.

Um dos campos promissores é o uso da semaglutida para tratar a dependência química por cocaína, com resultados interessantes, mas apenas em roedores até aqui.

Já um estudo mais avançado, feito com seres humanos mesmo, usou o Rybelsus (também chamado de “Ozempic oral”) tentando frear o Alzheimer, mas não encontrou evidências de que o remédio trouxesse algum benefício aos participantes e foi interrompido.



Fonte: Saúde Abril

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