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Operação ‘Jogo Sujo’ prende suspeito ligado a esquema milionário de apostas ilegais

Operação 'Jogo Sujo' prende suspeito ligado a esquema milionário de apostas ilegais


Uma operação interestadual contra a exploração ilegal de jogos de azar pela internet prendeu um homem de 43 anos apontado como um dos principais líderes do esquema criminoso investigado.

A ação, batizada de “Jogo Sujo”, foi realizada na manhã desta quinta-feira e mobilizou equipes das Polícias Civis de São Paulo, Ceará, Minas Gerais, Mato Grosso, Bahia e Santa Catarina.

Segundo as investigações, a organização criminosa utilizava plataformas digitais clandestinas para exploração de apostas ilegais e movimentava dezenas de milhões de reais.

A operação foi conduzida pela Polícia Civil do Ceará com apoio da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de São Paulo.

 

Influenciadores e ostentação nas redes

De acordo com a polícia, o grupo utilizava forte divulgação nas redes sociais para atrair apostadores.

As investigações apontam que influenciadores digitais eram usados para promover as plataformas ilegais com promessas de ganhos rápidos, luxo e ostentação.

Ainda segundo a apuração, alguns desses divulgadores receberiam dinheiro, comissões sobre perdas de usuários e outras vantagens financeiras.

 

Estrutura criminosa

A polícia afirma que o grupo possuía divisão de funções e atuação estruturada, envolvendo administradores das plataformas, operadores financeiros, programadores e responsáveis pela captação de usuários.

O trabalho investigativo incluiu monitoramento telemático, análise financeira e cruzamento de dados bancários e fiscais.

 

Veículos de luxo e relógios apreendidos

Durante a operação, os policiais apreenderam dois veículos de luxo avaliados em mais de R$ 1 milhão, além de relógios de grife, celulares e dispositivos eletrônicos.

Os materiais serão encaminhados para perícia técnica e devem auxiliar no aprofundamento das investigações.

Segundo a polícia, a operação busca identificar outros integrantes do esquema, além do fluxo financeiro e possíveis ramificações da organização criminosa em outros estados.



Fonte: Hora Campinas

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