O vereador de Mauá Mazinho, do PL, fez duras críticas à carga tributária brasileira e ao cenário econômico enfrentado por comerciantes e empresários, destacando a importância de valorizar quem gera empregos e movimenta a economia.
“Qual é o país que vai aguentar esse modelo? Como pode alguém não ter condições de comprar um botijão de gás e, ao mesmo tempo, se dizer que a miséria acabou?”, afirmou. Em outras palavras, ele sugere que há um distanciamento entre os indicadores apresentados e a realidade vivida por grande parte dos brasileiros.
Além disso, o vereador destacou sua vivência como comerciante para reforçar sua posição em defesa do setor. “Eu sou comerciante, já estive desse lado, e defendo o comerciante”, disse. Contudo, ele avalia que o empresário enfrenta uma pressão excessiva do Estado, o que compromete sua autonomia e capacidade de crescimento.
“Hoje, o patrão praticamente virou empregado do governo, porque cerca de 40% de tudo que ele produz já vai direto em impostos”, declarou. Ou seja, segundo ele, o sistema tributário atual acaba tornando o empreendedor refém de uma estrutura que consome grande parte de sua produção.
“O que estamos vendo é uma grande quebradeira no país: empresas fechando, pessoas sendo demitidas”, afirmou. Todavia, ele observa que, paralelamente a isso, há discursos que, em sua visão, não condizem com a necessidade de crescimento econômico.
Do mesmo modo, Mazinho criticou a orientação de redução de atividade econômica em determinados contextos. “Há um discurso que muitas vezes vai na contramão da realidade — dizendo para a população reduzir sua atividade, desacelerar, enquanto a economia precisa girar”, pontuou.
Além disso, o vereador apresentou uma análise numérica para ilustrar sua preocupação. “Vamos olhar para os números de forma simples: temos cerca de 120 milhões de brasileiros aptos. Dentro desse total, aproximadamente 53 milhões recebem algum tipo de benefício social”, explicou. Bem como, ele acrescentou dados sobre o funcionalismo público e beneficiários da previdência.
Ainda assim, ao somar diferentes grupos, Mazinho argumenta que a base produtiva do país seria relativamente pequena. “Somam-se a isso cerca de 25 milhões de funcionários públicos e mais 15 milhões de aposentados e pensionistas. No fim das contas, sobram pouco mais de 20 milhões de pessoas que efetivamente produzem e pagam impostos”, afirmou.
MARCOS FIDELIS
Fonte: ABC Repórter