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Introdução
Dificuldade de deglutição, ou disfagia, em crianças pode levar alimentos aos pulmões e comprometer crescimento, desenvolvimento e saúde respiratória. Embora mais conhecida em adultos, afeta bebês e crianças, sendo o diagnóstico precoce crucial para evitar complicações.
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- Disfagia é a dificuldade para engolir alimentos e líquidos, podendo causar aspiração pulmonar.
- A condição impacta o crescimento, desenvolvimento neurológico e saúde respiratória de bebês e crianças.
- Prematuridade, condições neurológicas e doenças congênitas aumentam o risco de disfagia infantil.
- Sinais incluem engasgos, tosse ao comer, cansaço, ruídos respiratórios e dificuldade no ganho de peso.
- O diagnóstico precoce e a avaliação multiprofissional são essenciais para evitar complicações e garantir o desenvolvimento saudável.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
Você já ouviu falar em disfagia? O termo pode parecer técnico, mas significa algo bastante direto: dificuldade para engolir alimentos e líquidos de forma segura e eficiente. Se o processo de deglutição não for adequado, há a possibilidade de irem alimentos para a traqueia até os pulmões, situação potencialmente muito grave.
A disfagia é um sintoma geralmente associado a outras doenças e, por isso, exige investigação cuidadosa. Quando não identificada precocemente, pode comprometer a alimentação, a saúde, o crescimento e o desenvolvimento da criança.
Embora seja mais conhecida entre adultos, a disfagia também pode afetar bebês, crianças e adolescentes com impacto ainda maior nos primeiros anos de vida. A alimentação está diretamente ligada ao crescimento, ao desenvolvimento neurológico e à saúde respiratória.
Estudos indicam que a prevalência de dificuldades alimentares pode chegar a 60% em crianças prematuras nos primeiros anos de vida, e o risco é significativamente maior em grupos com condições clínicas associadas.
Quem tem mais risco?
Crianças com condições neurológicas, como paralisia cerebral, doenças cardíacas congênitas, histórico de prematuridade, baixo peso ao nascer, doenças que afetam o sistema respiratório, além daquelas que passaram por internações prolongadas ou cirurgias precoces, apresentam maior probabilidade de desenvolver disfagia.
Sinais que merecem atenção
O diagnóstico pode ser desafiador. Os sinais nem sempre são claros, variam conforme a idade e podem ser confundidos com refluxo ou alergias alimentares. A criança pequena não consegue descrever com clareza o sintoma.
Além disso, muitas famílias acabam adaptando a alimentação — modificando a consistência dos alimentos, trocando utensílios ou prolongando as refeições — o que pode mascarar o problema.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Engasgos ou tosse durante ou após a alimentação;
- Cansaço ou esforço para respirar enquanto come;
- Ruídos respiratórios;
- Irritabilidade ou desconforto nas refeições;
- Salivação excessiva;
- Dificuldade para mastigar;
- Pneumonias de repetição
- Dificuldade no ganho de peso.
Em bebês, baixa aceitação alimentar, estresse ou choro frequente durante as mamadas também podem indicar dificuldade no processo de alimentação e deglutição.
Por que o diagnóstico precoce é tão importante?
Segundo Talita Nishi, coordenadora do Serviço de Fonoaudiologia do Hospital Infantil Sabará, a alimentação e a deglutição se desenvolvem ao longo da infância e dependem do funcionamento integrado de diferentes sistemas do corpo, como cavidade oral, respiração, controle motor e sistema neurológico.
A intervenção adequada evita complicações com repercussões importantes para a saúde da criança.
Por isso, a avaliação por uma equipe multiprofissional especializada em pediatria é fundamental para garantir segurança alimentar, crescimento adequado e desenvolvimento saudável.
Fonte: Saúde Abril