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Introdução
No Dia Mundial da Obesidade, dados da WOF revelam que 17 milhões de crianças e adolescentes brasileiros estão acima do peso, com 7 milhões já obesos. O país é o 7º com mais casos na faixa etária, enfrentando problemas de saúde precoce. Projeções indicam que a condição pode atingir mais de 50% até 2040.
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- Brasil tem 17 milhões de crianças e adolescentes acima do peso, sendo 7 milhões já obesos, ranking 7º no mundo.
- Problemas de saúde como hipertensão, hiperglicemia e gordura no fígado já afetam milhões precocemente.
- Aleitamento materno inadequado, alto consumo de bebidas açucaradas e sedentarismo contribuem para o cenário.
- A projeção indica que mais de 50% dos jovens podem estar com sobrepeso/obesidade até 2040 no país.
- WOF propõe políticas públicas, como impostos em bebidas açucaradas e incentivo à atividade física, para frear a epidemia.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
No Dia Mundial da Obesidade, data de conscientização observada nesta quarta-feira (4), a maior entidade global dedicada ao tema lança um alerta: cerca de 17 milhões de crianças e adolescentes estão acima do peso ideal no Brasil, e ao menos 7 milhões delas já têm um índice de massa corporal (IMC) compatível com o diagnóstico de obesidade.
Os dados aparecem no novo atlas da World Obesity Federation (WOF), e posicionam o Brasil como sétimo país com mais obesos na faixa etária dos 5 aos 19 anos, em números absolutos.
De acordo com os dados do Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), existem 41,5 milhões de jovens nessa faixa etária. Portanto, 40% dessa população está acima do peso e 16% já se enquadra no diagnóstico de obesidade.
Problemas de saúde já começam a aparecer
O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para uma série de doenças crônicas que costumam se manifestar no longo prazo. Mas, quanto mais cedo essas alterações ocorrem na vida, maiores as chances de lidar precocemente com as consequências do problema.
Segundo estima o novo atlas da WOF, o Brasil já tem milhões de crianças e adolescentes com indicadores de doenças que podem ser atribuídas ao IMC elevado:
- 1,399 milhão com hipertensão
- 572 mil com hiperglicemia
- 1,875 milhão com triglicerídeos elevados
- 4 milhões com doença hepática associada à disfunção metabólica (também conhecida como esteatose hepática não alcoólica, que leva ao acúmulo de gordura no fígado)
Fatores de risco modificáveis aparecem desde a primeira infância: o documento aponta que mais de metade (51,7%) dos bebês do país não recebem quantidades adequadas de leite materno até o 5º mês de vida, o que sugere uma maior dependência de fórmulas hipercalóricas.
Posteriormente, outros hábitos vêm contribuindo para um peso acima dos níveis saudáveis: crianças de 6 a 10 anos consomem uma média de 150 a 200 ml de bebidas açucaradas por dia (o que inclui refrigerantes, um indicativo importante do consumo de ultraprocessados) e 84% dos adolescentes na faixa dos 11 aos 17 anos não atingem o nível recomendado de atividade física para sua idade.
+Leia também: Pela primeira vez, mundo tem mais crianças obesas do que subnutridas
Tendência é de crescimento nas próximas décadas
Mantidas as tendências atuais, a projeção é que mais crianças e adolescentes convivam com sobrepeso e obesidade nos próximos anos, no Brasil e no mundo. Globalmente, a WOF prevê que um total de 507 milhões de pessoas na faixa etária dos 5 aos 19 anos viverá com alguma das duas condições.
No Brasil, a quantidade de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade, que em 2025 ficava levemente abaixo os 40% da população nessa faixa etária, pode superar os 50% até 2040.
Para frear a tendência, a WOF recomenda uma maior ênfase em políticas públicas (algumas das quais já existem no país) como impostos sobre bebidas açucaradas, restrições ao marketing direcionado a crianças, implementação de programas de atividade física para crianças, proteção ao aleitamento materno e refeições mais saudáveis no contexto escolar, entre outras medidas.
Fonte: Saúde Abril