A varejista de moda C&A registrou um lucro líquido de R$ 313,2 milhões no quarto trimestre de 2025, representando um crescimento anual de 22,9%. O resultado foi impulsionado por controles de custos e despesas operacionais, além de uma melhora no resultado financeiro.
O custo de mercadorias e serviços da C&A no último trimestre atingiu R$ 1,08 bilhão, redução de 5,8% na base anual, já as despesas operacionais atingiram R$ 945,8 milhões, queda de 5,1% na base anual.
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O resultado financeiro líquido da companhia ficou negativo em R$ 80,9 milhões, 18,1% abaixo do saldo negativo de R$ 98,8 milhões reportado no quarto trimestre de 2024. Assim, o lucro antes dos impostos chegou a R$ 361 milhões, alta anual de 17,9%.
A receita líquida consolidada da companhia totalizou R$ 2,47 bilhões, uma piora de 3,2% na comparação com o mesmo período de 2024. A receita de vestuário chegou a R$ 2,25 bilhões, leve alta de 0,6%, já o faturamento de eletrônicos e beleza caiu 16%, para R$ 146,7 milhões, explicada pelo encerramento dos quiosques remanescentes de telefonia ao longo do terceiro trimestre, de modo que não houve vendas de telefonia entre outubro e dezembro do ano passado, permanecendo apenas as vendas de acessórios, como óculos e relógios.
A receita de serviços financeiros, desconsiderando a taxa de comissionamento paga pela C&A Modas ao C&A Pay, totalizou R$ 69,1 milhões, uma redução de 28,7% na base anual, devido ao encerramento da parceria com o Bradescard no segundo trimestre de 2025 e à menor receita de parcelado com juros do C&A Pay.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebtida, na sigla em inglês) ajustado chegou a R$ 560,1 milhões, queda de 5,6% em um ano.
Ao final de dezembro, a companhia tinha um caixa líquido de R$ 83,7 milhões.
No acumulado de 2025, a C&A teve lucro de R$ 587,1 milhões e receitas de R$ 7,98 bilhões.
Fonte: Valor Econômico