O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), afirmou que a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada nesta quinta-feira (18) pela Polícia Federal, reforça a disposição do Executivo de levar até as últimas consequências as investigações sobre fraudes em benefícios do INSS.
A ação resultou na prisão de Adroaldo Portal, então secretário-executivo do Ministério da Previdência, segundo cargo mais alto da pasta.
Segundo Guimarães, a ofensiva é conduzida por órgãos com autonomia institucional. “Se está apurando, é por conta da CGU e da Polícia Federal, que trabalham com autonomia. Tem que apurar até o fim”, disse o deputado ao comentar a operação que mira desvios em pensões e aposentadorias.
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Logo após a prisão de Portal, o ministro da Previdência Social, Wolney Queiroz, decidiu pela exoneração do auxiliar. Para o lugar, foi indicado o procurador-federal Felipe Cavalcante e Silva, que até então ocupava a função de consultor jurídico do ministério.
Além de atingir a cúpula da Previdência, a operação também teve desdobramentos no meio político. O senador Weverton Rocha (PDT-MA), líder do governo no Senado, foi alvo de mandados de busca e apreensão, o que ampliou o impacto da investigação no Congresso.
Questionado sobre possíveis efeitos institucionais, Guimarães evitou avaliar se o avanço das apurações pode interferir na tramitação da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao Supremo Tribunal Federal. Weverton Rocha é o relator da indicação no Senado.
O líder governista também minimizou a possibilidade de desgaste eleitoral para o Palácio do Planalto em 2026. Para ele, o fato de o governo permitir o avanço das investigações joga a favor do Executivo. “Ainda bem que nosso governo apura tudo. Essa fraude começou no governo anterior”, afirmou.
Fonte: Infomoney