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Introdução
O “Mounjaro do Paraguai” é um fenômeno impulsionado por promessas de emagrecimento, mas sem garantia de segurança. Influenciadores e médicos irresponsáveis promovem sua venda ilegal. Entenda os perigos, os riscos à saúde e a ausência de fiscalização da Anvisa. Proteja sua saúde e informe-se sobre as consequências.
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- Canetas emagrecedoras do Paraguai são ilegais e não possuem aprovação da Anvisa.
- Há riscos à saúde devido à falta de comprovação de segurança, eficácia e conservação dos produtos.
- Influenciadores e alguns profissionais da saúde promovem a venda e uso, muitas vezes por incentivos financeiros.
- A venda de medicamentos pela internet fora de farmácias regulamentadas é proibida e perigosa.
- Produtos paraguaios não são genéricos e não oferecem as garantias de medicamentos aprovados.
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Resumo gerado por ferramenta de IA treinada pela redação da Editora Abril.
O chamado “Mounjaro do Paraguai” é uma febre nas redes sociais, em grupos de mensagens e até em consultórios.
O interesse por esses produtos está sendo impulsionado por uma rede de influenciadores — e até médicos — que induzem a venda, ditam os melhores fornecedores e comparecem a eventos de marcas de lá.
“O produto está sendo vendido em salão de estética e em grupos de WhatsApp do condomínio. Além disso, vários agenciadores oferecem parcerias a médicos”, revela Clayton Macedo, diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (Sbem).
Mas, mesmo diante de preços muito inferiores ao da versão original aprovada pela Anvisa, a economia compensa os riscos?
Para responder a essa pergunta, VEJA SAÚDE ouviu mais de dez especialistas e investigou o mercado das chamadas tirzepatidas paraguaias para produzir a reportagem de capa “Ninguém está puro”: o sucesso e os perigos das canetas emagrecedoras do Paraguai.
A partir dessa apuração, reunimos as principais dúvidas sobre esses produtos — e o que a ciência e os órgãos reguladores têm a dizer sobre eles.
Se emagrece, vale a pena usar?
Não. O resultado pode vir, mas de forma insegura, com maior risco de efeitos colaterais. Para fazer o tratamento contra a obesidade de forma correta, é preciso usar remédios certificados e ter um acompanhamento médico constante.
É possível saber se o produto foi bem conservado?
Não. Mesmo que a ampola chegue à sua casa dentro de um isopor refrigerado, nada garante que ele não chegou ao Brasil no fundo falso de um pneu ou dentro de um doce de leite. Não vale arriscar.
Se não é seguro, por que há médicos que indicam e até aplicam?
Profissionais que visam o lucro prescrevem, vendem e até injetam produtos irregulares em consultório. Mas eles não conseguem garantir a segurança e eficácia do que aplicam. Aliás, essa prática de comercializar remédios na clínica — mesmo originais — é proibida no Brasil. Quem faz isso deve ser denunciado ao Conselho Federal de Medicina (CFM).
Se um influenciador indicou, é mais seguro?
Não mesmo. Eles recebem dinheiro para comparecer a eventos e falar bem dos laboratórios paraguaios. E muitas vezes nem sinalizam que aquilo é uma propaganda. Atenção!
Toda caneta do Paraguai é irregular?
Sim. Segundo a Anvisa, os laboratórios paraguaios nunca tentaram regularizar seus produtos no Brasil, não mostrando estudos de segurança e eficácia. Sem transparência na produção, não dá para arriscar o uso.
A tirzepatida manipulada é igual à do Paraguai?
Não se sabe ao certo. A Anvisa autoriza a manipulação de tirzepatida, mas muitos médicos não enxergam com bons olhos, já que a fabricante não fornece a molécula original às farmácias magistrais.
Canetas paraguaias são equivalentes a medicamentos genéricos?
Não. Genéricos precisam da aprovação da Anvisa e contêm o mesmo princípio ativo do original, a mesma dose e forma farmacêutica, além de garantia da qualidade.
É seguro comprar pela internet?
A venda de medicamentos pela web é proibida no Brasil. Só os sites de farmácias regularizadas podem fazer isso. Mas a questão nem é o canal em si, e sim de onde está vindo aquele produto que vendem online.
A crise do Mounjaro falsificado
Fonte: Saúde Abril